Praça Central

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Mensagem por ADM Ichirou Youta em Qua 7 Abr 2010 - 17:31

Praça Central Praacentral

Um lugar para relaxar, rever os amigos e conversar. O comercio não é seu forte, se reduzindo a algumas carroças de petiscos e bebidas mas existem vários bancos onde se pode sentar e aproveitar o sossego da região. Alguns artistas fazem seus numeros aqui, por não terem espaço no anfiteatro e os pombos oportunitas,rodeiam qualquer idoso que passe por aqui a procura de pipoca.

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Mensagem por Still Rougy em Ter 19 Out 2010 - 20:40

Yaki chegava ao local, suas vestes totalmente pretas iam de contra o cenário do lugar, que era totalmente 'colorido'. Pessoas andavam de um lado pro outro, senão sentavam em certos bancos fosse para conversar, jogar, brincar e por vezes até namorar. Via-se também pequenos e talentosos -pelo menos a maioria - artistas que tentavam ganhar alguns trocados para sobreviver, ou se alimentar. Animais, em maioria os pombos, sobrevoavam o local em busca de algo para também se alimentar. O dia estava ensolarado, mas para Yaki não fazia a mínima diferença se estava quente, ou frio. Ele não estava suando, e se estivesse dificilmente seria notado, pois o mesmo não mostrava incômodo algum.

Ficou alguns minutos observando tudo aquilo. Diferença de costumes e culturas, foi logo seu primeiro choque. Teria de aprender algumas coisas. Passou doze anos, por entre diversas florestas, tendo contato restrito apenas com os integrantes de sua tribo e seus pequenos animais, então tinha esquecido um pouco como era o mundo lá fora. Pelo menos, Yaki não era inocente, sabia certas coisas, coisas suficientes para sobreviver em meio aquele aglomerado de pessoas. Como aquele lugar foi o primeiro em que pisou, Yaki decidiu recolher algumas informações sobre a cidade, país, ou o que quer que fosse, mas não somente disso. Para se locomover melhor, precisaria saber examente onde estava e os locais por ali perto. Sem demora, entrou naquela pequena multidão.

Andava calmamente por entre as pessoas observando seus atos. Alguns mendigos pelos cantos - apesar de serem bem poucos - , crianças corriam com algumas bolas chutando-as para cima, sorrindo com a brincadeira, e apenas isso, o resto ele já tinha visto quanco chegara no local. Olhou ao redor, e sem se demorar, calmamente se aproximou de uma moça, tocando-lhe o ombro.

- Desculpe interrompe-la senhorita, mas necessito de algumas informações - Sua voz era mansa e suave. A moça só sabia que os mesmo falava, graças a voz ligeiramente audível, pois a sua boca estava coberta pela gola de sua vestimenta - Que local é este? Acabei de chegar, e então estou meio perdido na cidade, se a dama pudesse me ajudar... - A expressão de Yaki era sempre a mesma: Olhar fixo e calmo, nenhum sorriso. Esperava pela resposta calmamente, enquanto olhava a moça nos olhos.

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Mensagem por GM Perfect Failure em Sex 22 Out 2010 - 19:40

[off] Muito bom esse seu post, mas devo lhe avisar sobre um pequeno problema. Em seus posts, você não pode definir atitudes de outros personagens, principalmente em relação a você (exemplo: "crianças corriam com algumas bolas chutando-as para cima") ou descrever o cenário: tais atribuições competem ao GM. É, em via de regra, normal que sempre em seu primeiro post com um personagem um jogador tenha certa liberdade para tanto, mas mesmo essa liberdade limitada acaba no primeiro post. Tudo bem?[/off]


A moça não respondeu de imediato. Olhou-o de cima a baixo sem nenhuma cerimônia, não demonstrando muita estranheza para com suas roupas que se contrastavam com as demais. Em sintonia com a voz calma de Yaki, a senhorita falava baixo e de forma suave, num tom leve de um nobre que controla sua arrogância ao falar com um plebeu.

-É estrangeiro, senhor? Estamos no Vale dos Ventos, a terra das canções e das bebidas. Por aqui, todos vivemos em paz graças aos esforços dos soldados que combatem os seres do Fukai. Nosso único atual problema, imagino, são os escândalos de corrupção dentro da polícia, mas mesmo isso não altera muita coisa.

A loira de olhos verdes, dona de uma beleza natural exuberante, trajava um vestido amarelo claro com plumas no lugar das mangas. Nas testa, um enfeite um tanto quanto estranho, circular. Representava o sol batendo em duas montanhas que formavam um vale.

-Me perdoe, gentil viajante, mas não tenho muito tempo para gastar com atribuições alheias. Devo retornar aos meus afazeres. Com sua licença.

Com estas palavras finais, a senhorita fez uma pequena mesura, movendo seu corpo para trás, e, em seguida, retornou ao seu rumo anterior: uma pequena aglomeração de pessoas que começava a se formar no centro da praça.

------x-------
BRINDE! Imagem ilustrativa da moça:
Spoiler:
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Mensagem por Still Rougy em Sex 22 Out 2010 - 23:28

Off: Quanto ao erro, mil perdões. Sobre os personagens, eu tinha esquecido, mas sobre os lugares, eu realmente não sabia que também se aplicava essa regra. Tire-me apenas uma pequena dúvida, nesse caso, isso só é referido ao primeiro post, ou também é valido aos seguintes? Bom, sem mais delongas, começarei a narrativa, caso eu erre em algo novamente, porfavor, me avise:Off

Logo após a pergunta, a moça a sua frente se virou. Como era bela, seu vestido amarelo, combinava perfeitamente com seus cabelos loiros e seus olhos verdes ressaltavam mais ainda sua beleza. Era algo que dava prazer de se observar. Yaki podia ser o mais frio e sem emoção que fosse, mas mesmo assim era homem e era natural sentir tal atração pelo sexo oposto. Enquanto ela lhe examinava de cima a baixo antes de responder, Yaki não pode deixar de contemplá-la, mas sem demora, a mesma lhe responde.

- É estrangeiro, senhor? Estamos no Vale dos Ventos, a terra das canções e das bebidas. Por aqui, todos vivemos em paz graças aos esforços dos soldados que combatem os seres do Fukai. Nosso único atual problema, imagino, são os escândalos de corrupção dentro da polícia, mas mesmo isso não altera muita coisa.



“Humm, Vale dos Ventos, certo?” – Pensou. Iniciou bem de certo modo. A moça começou a lhe informar que aquele era um lugar calmo, exatamenteo que Yaki precisava: Paz. Ao menos foi o que ele imaginou, mas como nada é perfeito, foi lhe dito também sobre alguns problemas ‘internos’ da cidade. “Corrupções? Isso é interessante” – Pensa consigo outra vez. Seus pensamentos se perdem, quando a moça reinicia.

-Me perdoe gentil viajante, mas não tenho muito tempo para gastar com atribuições alheias. Devo retornar aos meus afazeres. Com sua licença.



Comportamento digno de uma nobre. Bastante educada, mas ao mesmo tempo, tinha aquela pontada de arrogância, superioridade. Para Yaki, isso não fazia diferença, pelo menos ele tinha conseguido algumas informações, que poderiam, sim, ser úteis mais tarde.


- A senhorita foi de muita ajuda. Muito obrigado, e desculpe-me a intromissão.

Sempre cortês. Ele não podia evitar. Foi ensinado assim, pelas garotas da tribo e isso era um fator a mais para si. Saber tratar bem as pessoas é essencial para se conseguir alguma coisa. Quando a moça partiu, Yaki não pode deixar de desviar sua atenção para aquele belo corpo se movendo. E por um tempo, ele ficou ali, parado, somente observando.

Foi tirando de seus devaneios quando uma aglomeração se formava ao centro da praça, e para completar, a moça com quem o Youkai falou, estava se dirigindo para o local. “Uma pessoa daquele porte por aqui? Isso de fato, é um pouco estranho” – Pensa.


Sem muita pressa, se desloca lentamente em direção a aglomeração.Vai seguindo a mesma direção que aquela bela moça toma, mas de uma distância relativamente segura, onde não poderia ser visto pela mesma. Ia apenas, se misturando as pessoas, andando calmamente. Apressar as coisas, só daria problema.


- Acho que as corrupções ‘internas’ na policia ficarão para depois - Falou para si mesmo, e um tom bem baixo, enquanto se locomovia. Sem nenhum sorriso, sem nenhuma expressão, apenas atento e focado o garoto seguia rumo ao centro da praça.

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Mensagem por GM Perfect Failure em Sab 23 Out 2010 - 13:51

A medida que o aglomerado crescia e se tornava mais visível, mais e mais pessoas corriam para engrossar o tumulto. As pessoas se acotovelavam, tentavam forçar passagem para ver melhor e todo o tipo de coisa que acontece quando se está numa multidão. A parte do centro do problema, duas crianças começaram a brigar por um lugar entre as pernas dos adultos.

Erguendo-se em seus 1,81m, Yaki conseguia distinguir, por cima das cabeças de terceiros, a senhorita com a qual havia falado antes. Parecia estar pegando algo no chão... Algo bem pesado. Espera, não, é uma... pessoa!?

Num contraste absurdo com a elegância da moça, o rapaz que ela ajudava a se levantar estava sujo, maltrapilho e visivelmente bêbado. Suas roupas pareciam ser caras e outrora elegantes, mas estavam manchadas de lama e rasgadas. Passando o braço em volta do pescoço da senhorita, de modo a conseguir apoio suficiente para andar, ainda segurava uma garrafa de bebida na outra mão, a qual, mesmo vazia, o rapaz continuava a entornar, procurando verter uma gota inexistente de álcool.

Aos tropeços, trancos e barrancos, a estranha dupla caminhou entre os que observavam sem esbarrões: a multidão simplesmente se abria para permitir-lhes a passagem. Em meio a murmúrios incompreensíveis, distinguem-se algumas palavras: "Nobres", "Decadente", "Herança" e "CMVV".

Algo que vale a pena citar é a maneira como a senhorita havia feito tudo aquilo sem perder a postura, ignorando dedos apontados. Aquela, com certeza, havia sido criada em casa de pais ricos.

-... E até minha cadel-hic!- até minha cadela... pega mais... mais... Ih rapaz... cadê minha saia?- Gritou o bêbado.

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Mensagem por Still Rougy em Sab 23 Out 2010 - 14:56

O Youkai ia seguindo a multidão até que parou. Não dava mais para seguir adiante, as pessoas chegaram a se amontoar de tal maneira, que a locomoção ali se tornava praticamente impossível. Vira e meche, Yaki recebia algumas cotoveladas de algum ser, devido à euforia e curiosidade tal, para ver o que ocorria naquele canto da praça.

Crianças também estavam por ali, querendo um espaço entre adultos. Isso pelo menos era de se esperar. Crianças – na maioria – são inocentes, querem apenas algo para se divertir ou ficar comentando pelo resto da semana, e naquele exato momento, acabaram de conseguir seu glorioso ‘prêmio’.

Sendo alto, Yaki não teve tanta dificuldade de ver e entender o que se passava. O que realmente atrapalhava era a multidão, mas o mesmo não ficava irritado, apenas matinha seus olhos fixos naquela senhorita, com quem falou mais cedo. A mesma andava graciosamente, até onde parecia estar algo ao chão. Não soube identificar o que era, mas de fato era pesado. Graciosamente, foi levantando aos poucos o objeto... Ou melhor, o cidadão.

Um ser em estado deplorável. Roupas obviamente caras e bonitas, estavam agora totalmente sujas e rasgadas. A moça teve que se rebaixar a um nível tal, que Yaki nunca imaginou. De fato, a situação era humilhante. Nesse momento, a multidão deu um folga e abriu passagem para o ‘casal’ que passava. Yaki de certo, ouvia certos comentários que preferiu ignorar. Admiroua forma como a moça se portou. Com certeza, com toda aquela educação era uma nobre, e era digna de tal cargo.

- ... E até minha cadel-hic!- até minha cadela... pega mais... mais... Ih rapaz... cadê minha saia? Gritou o bêbado.


Olhava aquilo friamente, não sentia raiva, ou no mínimo pena. Se tal homem chegou a tal ponto foi porque era fraco. Pelo menos era o que pensava. Enquanto a senhorita passava com o rapaz em seus ombros, Yaki ia saindo da multidão... Na direção da senhorita. Quando finalmente conseguiu sair, parou em frente à ela, e a observou por alguns minutos em silêncio. Ela não podia saber se estava rindo, mas era obvio que não, sua expressão facial mostrava claramente, ou melhor, não mostrava nada, Yaki era isento de emoções. Após observá-la, calmamente andou até ela, e ainda sem dizer nada tomou o rapaz pelo outro braço, ajudando-a com aquele peso, e supostamente ajudando-a a carregar o rapaz.

- Não reclame, nem diga nada – Yaki falou quase em um sussurro para a senhorita, sem olhá-la – Já ajeitado e pronto para andar, prosseguiu - Considere isso um pequeno agradecimento, por hoje.

Naquele momento, estava pronto para tudo, e até mesmo levar um tapa. Aquela intromissão, na percepção de Yaki, talvez fosse um pouco humilhante para a moça, mas agora ele não estava nem ai, pra dizer a verdade, ele não sabia nem por que a tinha ajudado. Tentaria descobrir isso depois.

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Mensagem por GM Perfect Failure em Dom 24 Out 2010 - 22:32

Ao som de suas palavras, a moça ficou perplexa nos primeiros segundos, logo depois fazendo um quase imperceptivel sinal afirmativo.

Agora que os dois haviam saído do meio do tumulto, um homem pareceu subir num banco para anunciar alguma coisa, obviamente aproveitando a multidão.

-Rrrrrrespeitável público! Eu, Sam Bolghy Jr., trago-lhes o evento de rua mais conhecido do mundo! Ainda inédito aqui, no Vale dos Ventos! Somente hoje, aqui, nesta praça, acontecerá o grande, o lendário, o emocionante e épico... "Torneio Simas Brinhigham"! Quem for forte, que venha para nos provar! Quem for ambicioso, que venha para ganhar o prêmio de mais de 5000 PO's! Venham, venham e façam suas inscrições...E é claro, a banca de apostas ficará a cargo do meu amigo Bolota, que estará no canto nordeste da praça, com uma modesta mesa improvisada.

Uma figura a parte, o homem que lhes falava estava totalmente encoberto por um vestuário negro, que não permitia a visualização de sua face. Sua voz era grave e própria de alguém que lidava com grande platéias. Enquanto falava, gesticulava muito.

Apesar de muitas pessoas desconsiderarem o homem louco em cima do banco e fossem embora, uma quantidade considerável de pessoas pareceu interessada e começou a se animar e fazer barulho. A moça, ao seu lado, limitou-se a bufar de raiva e virar-se, guiando-o para uma grande casa de 5 andares que ficava de frente para a praça.


Última edição por GM Perfect Failure em Seg 24 Jan 2011 - 14:07, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Still Rougy em Seg 25 Out 2010 - 14:18

Yaki estava ali, olhando para frente e encarando as poucas pessoas que estavam naquela direção da praça. Conseguiram finalmente sair da multidão onde se encontravam. Durante um pequeno percurso nada foi dito, o silêncio prevalecia... Mas sem demora foi quebrado.


-Rrrrrrespeitável público! Eu, SamBolghy Jr., trago-lhes o evento de rua mais conhecido do mundo! Ainda inédito aqui, no Vale dos Ventos! Somente hoje, aqui, nesta praça, acontecerá o grande, o lendário, o emocionante e épico... "Torneio Simas Brinhigham"! Quem for forte, que venha para nos provar! Quem for ambicioso, que venha para ganhar o prêmio de mais de 5000 PO's! Venham, venham e façam suas inscrições...E é claro, a banca de apostas ficará a cargo do meu amigo Bolota, que estará no canto nordeste da praça, com uma modesta mesa improvisada.


Pode ouvir em alto e claro som. Yaki possuía audição aguçada, logo escutar aquele berro não foi difícil e até lhe incomodou um pouco, incomodo esse que Yaki nem fez questão de demonstrar. Ficou ligeiramente intrigado, mas prosseguiu ajudando a moça que ao contrario dele, não gostou tanto da aparição do rapaz.


Olhando de relance para trás não conseguiu identificá-lo muito bem. Vestia roupas negras, que impossibilitavam ver seu rosto. Rapidamente voltou-se para o seu serviço junto a garota. Foi quando avistou umabela casa, enorme por sinal, possuindo cinco andares. A casa ficava de frente para a praça, e de certa formaa chamava atenção. Yaki esperou se aproximarem mais um pouco e perguntou.


- Algum problema com aquele rapaz que fala na praça, jovem dama? - Olhou para moça, por alguns instantes esperando uma resposta. Seu olhar permanecia o mesmo. Frio. Sem um pingo de expressão.

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Mensagem por GM Perfect Failure em Sab 30 Out 2010 - 23:10

Ainda mantendo sua pose, a senhorita continuou rumando para o prédio.

-Ele organiza lutas por aqui sempre. Nunca dá o prêmio, até porque a polícia sempre interferia o torneio. Mas agora é diferente. Ele paga propina para alguém no quartel e agora seus esquemas não sofrem intervenções.

Depois de mais alguns segundos de caminhada silenciosa, a dupla (ou trio) deram de frente com a enorme porta da mansão. Antes mesmo que a donzela pudesse bater na porta, a mesma se abriu, revelando um amplo salão ricamente decorado com peças e artefatos de ouro.

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Mensagem por Still Rougy em Dom 31 Out 2010 - 0:05

Yaki estava atento a todas as palavras da moça. Pelo visto ela não estava brincando e o assunto era sério.

-Ele organiza lutas por aqui sempre. Nunca dá o prêmio, até porque a polícia sempre interferia o torneio.Mas agora é diferente. Ele paga propina para alguém no quartel e agora seus esquemas não sofrem intervenções.
“A situação é um pouco grave por aqui... Homens que deveriam servir com o propósito de justiça, estão aderindo à corrupção...”. Yaki apenas pensava, mas não se manifestava, dava para perceber que a senhorita a qual estava ajudando era de fato muito patriota. Ficar calado era uma boa opção, pelo menos naquele momento. Além do que, pessoas indesejáveis poderiam ouvir e isso não seria bom para nenhum dos três

Sem mais demoras, chegaram a frente a um imenso portão, portão esse que se abriu sem mesmo a moça bater. De fora se podia ver um belo salão com diversos artefatos feitos de um material que Yaki vira poucas vezes,o chamado: Ouro.

Já dentro do local, foi então, que decidiu compartilhar algumas pequenas idéias coma moça.

- Acho que é apenas uma questão de raciocínio. Deve ser fácil descobrir quem recebe a propina. Podemos até tirar uma base por alto.

Agora ele olhava para a moça, mas ainda com aquela mesma cara de antes, inexpressiva.

- Veja bem, temos duas situações – Yaki levantou dois dedos – Quem pode receber o dinheiro é o alto comando ou o baixo comando. Mas eu apostaria minhas fichas no alto comando, ou seja, generais, tenentes, entre outros. Esses têm mais liberdade e podem colocar pessoas para agir em seu favor. Já os soldados, ou como eu classifico: O baixo comando, não tem todo esse espaço, logo só seriam prejudicados.

Deu uma pausa e depois continuou.

- Mesmo assim, isso não exclui a hipótese de existir um soldado nesse esquema... No mais, ele serviria como um... “mediador” se assim podemos dizer. Geralmente... Os novatos fazem esse trabalho sujo...Pena, que não sabem realmente o que estão fazendo... Acreditam apenas ser algum imposto, acreditam fielmente que estão fazendo seu trabalho.

Yaki tentava colocar suas idéias da forma mais clara possível. Estava raciocinando de um jeito lógico, ainda existiam mais e mais hipóteses, só que não iria compartilhá-las agora, primeiramente iria esperar a resposta da moça.

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Mensagem por GM Perfect Failure em Seg 1 Nov 2010 - 13:52

Ao adentrar no salão, a moça imediatamente bateu palmas e dois criados surgiram de algum lugar, gentilmente tomando o bêbado das mãos de Yaki.

A moça o guiou por alguns corredores (muitíssimos decorados com quadros e obras de arte de valor inestimável) até que chegaram a um aposento circular com uma mesa para 2 pessoas, onde um criado os aguardava com uma bandeja com uma jarra de suco, bolo e alguns biscoitos.

Sentando-se, a moça finalmente respondeu a suas considerações.
-Muito bem, rapaz. Vejo que tem uma mente deveras perspicaz. Eu, particularmente, tenho uma intensa repúdia a esses esquemas de corrupção. Portanto, lhe farei uma proposta irrecusável: Silencie o mandante do esquema e, em troca, lhe deixo pedir o que quiser que estiver ao meu alcance.

A moça falava devagar, mas fazia sinal para que Yaki esperasse que ela terminasse até responder. Nesse meio tempo, o criado já ahavia preparado a mesa: Um copo de cristal com suco de laranja, um prato de porcelana com uma fatia generosa de bolo e uma porção de biscoitos num pires ao lado.

Pela janela, ouvem-se gritos furiosos, totalmente ignorados pela distinta senhorita.

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Mensagem por Still Rougy em Ter 2 Nov 2010 - 20:24

Enquanto entravam na casa, a moça ouvia calmamente o que Yaki tinha a dizer, apesar de que não parecia. Com um simples bater de palmas dois criados aparecem e retiram o rapaz de seus ombros. Logo, seguiam por alguns corredores e a moça ainda permanecia calada enquanto Yaki apresentava suas idéias.

Por entre aqueles corredores Yaki podia perceber várias decorações, dentre elas diversos quadros na parede, cujo valor não era conhecido pelo Hanyou, para ele aquilo não passava de simples tintas jogada sem uma tela. Chegaram então até certo aposento, Yaki não olhou muito para os detalhes, apenas se sentou em uma cadeira, enquanto terminava de falar. Só se deu conta de que já estava naquele aposente circular e bem adornado quando viu o criado com um pequeno “lanche” a sua frente. A moça então tomou a vez e começou.

-Muito bem, rapaz. Vejo que tem uma mente deveras perspicaz. Eu, particularmente, tenho uma intensa repúdia a esses esquemas de corrupção. Portanto, lhe farei uma proposta irrecusável: Silencie o mandante do esquema e, em troca, lhe deixo pedir o que quiser que estiver ao meu alcance.

A moça falava suave e sem nenhuma pressa e Yaki a escutava em silencio. Em nenhum momento bebeu ou comeu algo. Ele estava atento as suas palavras e de certa forma, o último trecho da conversa lhe chamou a devida atenção. “O que eu quiser...?” - Pensou. Yaki ainda estava analisando a proposta... Para ela oferecer algo assim, o trabalho não ia ser nada fácil, mesmo assim, depois de pensar alguns minutos sobre o assunto o rapaz da sua resposta final.

- Também compartilho de sua intensa repulsa. Corrupção nunca me agradou. Cheguei a esta terra procurando algum objetivo e vejo que o encontrei rapidamente. Aceitarei sua proposta... Mas sobre certas condições:Primeiramente, este trabalho não vai ser fácil, logo, prefiro não ter limite de tempo para terminá-lo.

Yaki se acomodou na cadeira e continuou.

- Isso também irá demorar mais tempo se eu começar do zero. Como a senhorita falou, isso não vem acontecendo desde agora... Eu gostaria de saber todas as informações que você possui sobre algo do esquema... E por último, eu não sei o que eu vou enfrentar, dessa maneira, ir sozinho seria loucura. Preciso de algum parceiro... E então, o que me diz, está de acordo?

A voz de Yaki era mansa como sempre. Falava de modo gentil e pausadamente para se ter uma fácil compreensão. Sua expressão, como sempre não mostrava nada, nem uma sequer excitação por poder ganhar o que queria. Sempre tinha aquela expressão de “nada”, fria, focada. Seus olhos azuis olhavam fixamente para a moça a fim de sua resposta. Estaria Yaki confiante demais?

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Mensagem por Thaniel Fox em Ter 16 Nov 2010 - 21:37

[OFF] Muito bem, estarei substituindo o GM Fail enquanto ele esta ausente. Obviamente haverá algumas mudanças quanto a narração, afinal não sou ele, mas pretendo tentar seguir ao maximo a linha de raciocínio da aventura que ele estava criando para você. Uma das primeiras mudanças será mudar a área de post atual para uma RP, afinal, você não esta mais na praça central, mas na casa de alguém. No final desse post estará o link para onde você deverá começar a postar. Seu próximo post será lá e não aqui, não esqueça. [/OFF]

A moça olha profundamente o rapaz. Analisa-o novamente. Provavelmente pensando se ele seria o ideal para o serviço. Ela mira profundamente o olho do rapaz e após algum tempo pega uma xícara de chá e toma um profundo gole no movimento mais refinado possível. Depois como se não houvesse tido pergunta ela diz calmamente:

- Tens um olho interessante rapaz. Na verdade tenho quase certeza que tem sangue animal. Sangue Youkai...

Depois de uma silenciosa pausa ela novamente toma mais um gole da xícara de modo impecável.

- Mas o que importa mesmo é que és estrangeiro e desconhecido aqui. Se realmente se importa tanto com moralidade, então acho que servirá para o serviço sim.

Dizendo isso, quase que para si mesma, ela toma um terceiro gole com delicadeza e refinamento de sempre, ao qual pareciam que estavam impregnados em cada movimento seu. Sua determinação era implacável, o que a fez difícil de ser interrompida ate então.

- Quanto às informações, eu compartilharei o necessário, pois apesar de sua determinação, como acabas de dizer, não é um trabalho fácil, e cautelas são necessárias caso não complete o serviço.

Ela faz uma pequena pausa e pousa a xícara ainda meio cheia na mesa.

- E sim, posso arranjar alguma assistência para tua tarefa, mas por hora, terás de agir sozinho. A pessoa que ira acompanhá-lo ira encontrar com você mais tarde.

Novamente a moça fez uma pausa e olhou para o corredor de onde ambos vieram.

- Ah, e obrigado pela sua ajuda lá fora. Foi um intrometido, mas reconheço uma boa ação – Concluiu ela olhando-o nos olhos.

Durante todo esse tempo os gritos do lado de fora continuavam.

[OFF] Poste aqui de agora em diante, ate que seu personagem se mova de área. [/OFF]

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Mensagem por Still Rougy em Sex 19 Nov 2010 - 18:56

Quando finalmente saiu da imensa mansão, ainda estava com as cinco moedas de ouro na mão. Abriu as mesmas calmamente e olhou para aquelas rodelas douradas, "Então é assim que se compram as coisas aqui... Com isso..." -Pensou.

Yaki não queria começar isso agora. Preferia analisar o ambiente primeiro, mas se equivocara em pensar que aquele aglomerado na praça ainda ia permanecer por um longo tempo. Agora ele podia perceber poucas pessoas, onde outrora aquele misterioso rapaz anunciou seu esquema de lutas.

A moça tinha razão, ele teria de agir agora ou perderia a chance, apenas algo lhe deixava confuso: Onde estava toda a gritaria de antes? Preferiu ignorar e seguir adiante, calmamente foi desabotoando, e tirando os "prededores" da parte da gola de seu sobretudo, ele tentaria agora algo que nunca tentou na vida: Sorrir mais de dois minutos.

Chegando no local, o Youkai podia ver alguns jovens se empurrando e sussurrando algo. Pouco se interessara, continou em frente até chegar ao rapaz de vestuário negro que estava organizando tudo aquilo. Com a boca já a mostra, toca-lhe os ombros com a mão esquerda e espera o mesmo se virar para lhe dar atenção.

- Olá - Tentava falar com uma voz alegre, colocando um sorriso nítadamente forçado e desconcertado no rosto - Eu gostaria de participar do torneio... Será que ainda tem vagas? - O sorriso continuava da mesma forma. Algo que se podia perceber no garoto, eram seus caninos avantajados, devido ter sangue de Youkai.

O ponta pé inicial foi dado. Agora, no que tudo isso culminaria? Até onde tudo isso iria? Ele só precisava continuar para descobir

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Mensagem por Thaniel Fox em Sex 19 Nov 2010 - 22:01

O homem que cuidava das inscrições pro torneio de repente olha pro rapaz que chega de longe, vestido todo de preto, serio, e vindo em direção a ele.

No meio do caminho porem o homem começa a afrouxar a roupa, e abre um estranho e longo sorriso.

O homem de repente sente medo. “Será que aquele cara ta vindo aqui me roubar?” pensa ele.

Subitamente ele decide colocar a mão sobre a pistola que estava no seu bolso, preparado para se defender. Mas então rapaz para na frente dele e pergunta sobre as inscrições. “Ahhh.... Ótimo, só mais um rapaz imbecil que acha que pode vencer o torneio...”

O homem então repara nos caninos do rapaz, em seu estranho sorriso. Ele não teve duvida. “Sangue youkai... mas um desse tipo” pensou ele.

Vendo que estava muito tempo a encarar o rapaz ele decide dizer algo. Não satisfeito ele fala como foi ordenado:

- Ora ora rapaz. Então você acha que pode vencer o grande, espetacular e inenarrável “Torneio Simas Brinhigham” – grita ele ao fim quando chega ao nome do torneio e Yaki sente uma leve pontada de mentira nesta frase – Pois muito bem! Você me parece ser um grande guerreiro! Eu irei inscrevê-lo no torneio!

Neste momento ele começa a pensar consigo mesmo: “Oras, já temos gente o bastante para o torneio. Pra que por mais um meio animal? Aposto que quer a grana. Ele nem deve conseguir sonhar como é ganhar cinco mil peças de ouro. Há! Duvido que ele tenha ao menos uma peça de ouro!”

Nesse ponto ele tem uma idéia: “Já sei! Eu vou cobrar a esse retardado a inscrição. Se ele pensa que as coisas vão ser assim tão fáceis pra ele, ele vai ver... He He He”

Sorrindo de leve, um pouco maliciosamente, ele coloca em pratica seu plano.

- So preciso do seu nome, assinatura, tipo de arma que usa, e é claro... a taxa de inscrição... – termina ele a ultima parte com mais um risinho baixo.

Yaki porem, percebe que algo esta de errado. De alguma forma, algo que este homem disse não estava certo. Ele estava mentindo em algum ponto.

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Mensagem por Still Rougy em Sex 19 Nov 2010 - 23:46

Yaki estava se sentido totalmente agoniado por manter aquele sorriso falso e forçado. O homem que era responsável pela inscrição ficou lhe encarando um tempo e logo depois de alguns minutos em silêncio decidiu falar alguma coisa.

O homem se dipunha a falar sobre seu "famoso" torneio o enchendo de palavras ornamentadas. Yaki começou a achar aquilo uma falta de tempo. Odiava pessoas que davam voltas e mais voltam em assunto simples. Ao termino, um elogio ao Youkai e a confirmação de que iria inscreve-lo no torneio.

Yaki ficou ali, parado fitando o homem e de vez em quando olhando para multidão em volta. Não esperava entrar em algo grande tão cedo... Foi então distraído pelo homem falando.

- So preciso do seu nome, assinatura, tipo de arma que usa, e é claro... a taxa de inscrição... – termina ele a ultima parte com mais um risinho baixo.
Naquele momento o Youkai estranhou. " Taxa de inscrição...?" - Pensou. Algo estava errado... E não foi tão dificil descobrir. O Youkai contou com três fatores: O primeiro foi estar na praça no inicio da anunciação do torneio e não ver ninguém pagar alguma taxa, o segundo foi a moça nobre com quem conversou não ter lhe dito nada sobre isso, afinal, se ela queria colocar Yaki no torneio, teria dado mais peças de ouro para o mesmo se inscrever, e o terceiro e mais "obvio" por assim dizer foi o fato do rapaz dar uma risada maliciosa no fim de sua frase, só que ele não levou em consideração o tipo de Youkai que Yaki era, e com sua audição aguçada foi fácil ver que aquela risada foi estranha.

Naquele momento Yaki também se cansou daquele jogo. O sorriso forçado sumiu de sua face e seus olhos cairam pesados e frios sobre o semblante faceiro do homem assim como sua voz.

- Tem certeza? Estava na praça na hora do anunciamento e não vi ninguem pagando taxa alguma. - Falava com a frieza de sempre, mas dessa vez com uma voz intimidante, também estava blefando, pois não tinha realmente visto se algum indivídio havio pago a taxa, logo se o homem hesitasse ou gaguejasse o Youkai estaria no mínimo correto.

O homem provavelmente se assustaria com a mudança repentina de voz e olhar e alí Yaki poderia ver que tipo de homem era aquele: Corajoso ou Covarde? Yaki ainda não tinha terminado. Voltou a falar.

- Leve em consideração que eu não sou um "simples" Youkai... - Falava manso, mas com certa frieza e apontava para sua orelha indicando uma excelente audição, mostrando o ponto onde o homem perdeu para Yaki.

Colocou a mão no bolso e ainda com seu olhar sobre o homem respondeu as perguntas anteriores com suas respostas diretas, do jeito que gostava

- Meu nome é Nollie Hyt, utilizo uma espada como arma e creio que não é preciso de uma taxa... Onde preciso assinar?

Um nome falso. Ele deveria tomar todas as precauções necessárias. Aparência você pode mudar toda hora, mas seu nome é sua marca. Assim, Yaki estaria protegido e poderia agir com mais liberdade.


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Mensagem por Thaniel Fox em Sab 20 Nov 2010 - 22:06

Sam olha para Yaki surpreso depois de sua devida contestação quanto ao pagamento. Por um momento ele pensou: “Droga! Esse maldito youkai vai me ferrar!” Mas então veio nele uma raiva. “Como um sangue animal desses acha que pode fazer isso comigo?!”

Sam então começa a ficar com cara de raiva e cospe em Yaki suas palavras:

- Olha aqui seu cãozinho sarnento, abre bem essas suas orelhas e ouça o que eu vou dizer: Você não manda aqui entendeu?! Sou eu! E se você viu ou deixou de ver algo antes não me interessa! O fato é que há uma taxa de inscrição e se você quer entrar pra esse torneio ou paga ou cai fora!

Ele termina apontando severamente para o rosto de Yaki.

Yaki percebeu a mentira nas palavras dele, mas a raiva era genuína. Yaki havia irritado-o.

[OFF] Post muito maneiro, mas lembre-se, Youkais tem má fama. Não é de se espantar que você acabe irritando ele só por existir ou acabe tendo tratamento pior que o normal...

Bom, você deixou ele fulo, e agora, o que fará? xD [/OFF]

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Mensagem por Still Rougy em Sab 20 Nov 2010 - 22:25

Yaki tinha ido longe de mais e não poderia deixar aquilo virar pessoal. Se perdesse o controle ali seria fatal para sua missão e posteriormente para seu objetivo. Parecia que as palavras não surtiram efeito em Yaki. Ele permaneceu calado olhando para aquele dedo apontado. Não sabia que os Youkai não eram bem visto ali. Agora o olhar desconfiado da nobre lhe fazia sentido, aliás, tudo agora lhe fazia sentido.

Sem se importar com o dedo do rapaz a sua frente, Yaki calmamente fecha os botões e amarrar de sua longa gola deixando sua boca coberta novamente. Aquilo provavelmente ia irritar muito mais o homem, isso porque Yaki mostrava ignorar o rapaz completamente, como se suas palavras fossem totalmente banais. Quando terminou olhou fixamente nos olhos do rapaz.

Em um movimento veloz, Yaki segurou o dedo do homem e pressionou de leve para baixo, fazendo-o sentir uma rápida e concentrada dor na junção de seu osso, mas rapidamente largou-lhe o mesmo dedo o empurrando para trás. Teria de se rebaixar para poder completar sua missão... Seria fácil para quem foi rebaixado a vida toda.

- Creio que começamos de maneira errada. - Sua voz ainda era a mesma de antes, mas seu caráter intimidante tinha sumido. - Quanto é a taxa de inscrição?

Yaki olhava firmemente para o seu atual "inimigo" esperando pela resposta.

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Mensagem por Thaniel Fox em Dom 21 Nov 2010 - 16:29

Quando Yaki vestiu-se novamente como antes Sam achou que ele estava começando a se preparar para uma briga. Lentamente ele passou sua mão livre devagar para trás das costas, sem que Yaki percebesse. Ao, subitamente, Yaki agarrar a mão de Sam ele instintivamente segurou no cabo da faca que estava presa no seu cinto, na parte de trás. Porem antes que ele atacasse Yaki de forma preventiva, Yaki soltara a mão se Sam o que o deixou confuso por um instante.

Para a sorte de Yaki esse tempo foi o necessário para que ele pudesse se redimir. Ao ouvir a pergunta da taxa de forma tão natural e fria Sam sentiu um calafrio percorrer seu corpo. “O que?! Esse cachorro acha que ainda pode entrar nesse torneio e tudo bem?! Esse maldito vai ver uma coisa! Ele vai me pagar por esse gesto!”

Porem, enquanto pensava em uma forma de atacar Yaki rapidamente, lhe veio a idéia: Ao invés de se vingar com agressão, humilharia o rapaz. “Mas como?” pensou. Ele então deu um pequeno sorriso malicioso, mais para si mesmo. Logo o desfez e disse:

- Bom, como você é uma pessoa “especial” vou deixar esta passar. Não é sua culpa que você tenha essa selvageria no sangue... E isso pode ser bem atrativo no torneio... – disse ele com um sorriso falso – Por tanto, so precisa pagar a taxa de 50 Moedas de Ouro e estará tudo certo.

“Agora quero ver! Duvido que tenha este dinheiro seu cão sarnento. Se quiser mesmo entrar neste torneio vai me pagar muito caro por esta humilhação, Youkai fedido” pensou vangloriosamente Sam.

[OFF] Bom, isto é só para mostrar que desvantagens não são levianas, você realmente deve tomar cuidado quando escolhe-las...

Mas não se preocupe, eu não estou sendo mal com você. Depois entenderá. É só confiar em mim ^^ [/OFF]

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Mensagem por Still Rougy em Dom 21 Nov 2010 - 22:06

As coisas só iam de mal a pior. O homem pareceu se acalmar, mas ainda falava na forma de se vangloriar, porém, assim como todas as palavras ditas anteriormente, nenhuma fez o Youkai hesitar. Ainda permanecia com a mesma expressão séria e fria, mas infelizmente não tinha o todo aquele dinheiro. "Só tenho 25 PO's... Isso tá ficando complicado" - Pensou.

Yaki tinha que pensar em um modo de inverter aquilo. Olhou ao redor para ver se vinha algum anjo magnífico que pudesse lhe ajudar, mas não havia ninguem e pelo que vira, dificilmente alguem iria querer conversa com ele, pelo visto Youkais não eram muito Bem Vindos alí.

-Entendo... -Falava para o homem -

Foi quando uma ideia surgiu em sua mente. Yaki já tinha causado muito ódio naquele homem, não só pela sua raça, mas pela sua audácia para com ele... E era essa raiva que ele iria usar a favor de si proprio, mas claro, sacrificando algo.

- Tenho uma proposta melhor. Eu não tenho 50 PO's... O que eu posso dar é o maximo de 20 PO's, mas posso lhe ofereçer algo melhor que isso.

Nesse momento o Youkai parou e presenciou a dúvida no rosto do homem, fato natural.

- Já que você se vangloria do torneio ser forte provavelmente não terei chances. Então... Deixe-me entrar, se eu vier a perder... Você poderá fazer o que quiser comigo. Desde me humilhar em público até me dessecar por diversão. Mas se eu ganhar... os 5000 PO's são meus e estarei livre de você. O que me diz?

Para o rapaz a proposta era tentadora, mas para Yaki nem tanto. Ele não sabia o grau de dificuldade do torneio, muito menos os lutadores que ia enfrentar. Só restava esperar e ver o que acontecia.

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Mensagem por Thaniel Fox em Ter 23 Nov 2010 - 19:04

Sam olhou o Youkai de canto de olho. Realmente duvidou que ele conseguisse vencer o torneio. Vários lutadores, lutadores profissionais, lutavam no torneio serio. Ao menos, vários usaram ele como uma boa etapa de treinamento, geralmente os melhores, que viam apenas os torneio que realizam disputas entre o continente inteiro, mais ainda assim, era sem duvida mais que o youkai poderia suportar.

Porem... Se o Youkai fosse realmente tão ruim quanto Sam pensasse, não so ele teria chance alguma, como ele provavelmente seria esmagado e morto.

Considerando por um momento ele achou uma boa idéia... Afinal o youkai iria realmente sofrer bastante e ser humilhado.

Mas Sam queria mais... Queria algo que ele pudesse fazer diretamente.

Foi ai que ele decidiu voltar a idéia original ao impor um custo tão alto:

- Há! Há! Há! Eu gostei da sua idéia dentuço! Mas... Pra mim você é tão fraco, que acho que na primeira batalha vai morrer logo... Ai qual a minha vantagem nisso? Façamos então assim: Enquanto não estiver em batalha, irá trabalhar para mim.

Depois de dizer isso, ele parou por um tempo, analisando o que acabou de dizer, e completou:

- E se vencer o torneio, algo que realmente acho impossível acontecer... MAS SE VENCER.... Quero metade da grana, já que estarei pagando metade da sua inscrição. As 10 Peças de ouro a mais que pagarei por você e não receberei em troca, você ira me pagar com os trabalhos durante as batalhas.

Ele terminou dando um novo riso sarcástico para aquele ser nojento que estava na frente dele. Então, enquanto pensava em como seria prazeroso humilhá-lo e castigá-lo com o trabalho que ele lhe daria, lhe veio a mente, o que aconteceria se ele vencesse. 2.500 Peças de Ouro realmente é uma boa quantia... Quem sabe se ele fosse bem, quanto isso poderia lhe trazer de lucro?

[OFF] Sim, Youkais tem que ralar aqui em Vale dos Ventos. Pelo menos enquanto eu narrar tem, mas se for bem te jogo um osso, não se preocupa xD [/OFF]

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Mensagem por Still Rougy em Ter 23 Nov 2010 - 20:37

O homem olhou para Yaki um tanto curioso e desconfiado. Por um instante Yaki ponderou se a sua proposta foi realmente vantajosa. Analisando por um certo lado, não era. Não sabia a dificuldade do torneio, poderia quebrar a cara.

O homem ficou pensativo por um tempo, e quando voltou a falar, propôs algo diferente. Algo que não tinha passado pela cabeça de Yaki, algo interessante e que valia a pena aceitar. Duvidando das suas habilidades de combate o homem propôs que Yaki trabalhasse para o mesmo enquanto não lutasse e em troca Yaki estaria dentro do torneio. "Isso... Você acabou de me dar uma bela oportunidade" - Pensou.

Trabalhando para aquele homem ele tinha a oportunidade de alcançar mais rápido seu objetivo. Sua infiltração seria mais completa e mais eficaz, o que lhe traria resultados mais rapidamente.

Mas ainda não tinha terminado. Enquanto Yaki pensava em aceitar a proposta e homem completou dizendo que se o Youkai ganhasse o torneio, somente metade dos PO's seriam dele. Realmente ali, tudo tinha um sacrifício, mas Yaki não estava interessado no dinheiro. Ele poderia conseguir mais, muito mais completando sua missão. Agora as coisas deram uma simplória melhora, ele sentia estar no caminho. Ficou um tempo calado, fingindo pensar na proposta e então disse:

- Certo... Estou de acordo - Sua foz fria era continua.

Não queria deixar nem um pingo de dúvida no homem. Trabalharia fielmente, seja qual fosse o serviço. Naquele momento Yaki nunca imaginou se passa por uma espécie de "agente duplo". Isso já estava complicado demais e não dava mais pra fugir da raia.

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Mensagem por Thaniel Fox em Qui 25 Nov 2010 - 20:02

Sam olhou bem para o Youkai. “Você não sabe pelo que vai passar nessas suas ultimas e miseráveis horas de vida sangue de cão. Há! Há! Há!” Gritou ele em sua própria cabeça.

- Muito bem, então estamos combinados. Agora, escreva aqui seu nome. Bem aqui nesta linha. Se não souber como assinar apenas faça um “Xis” enquanto eu termino de preencher sua inscrição.

Então Sam entregou uma prancheta com um papel meio amarelado para Yaki. Nele estavam os dizeres, bem grande, em letras garrafais, em negrito e logo no topo, no começo da folha:

Se eu morrer, alego que:


E abaixo estava, o que parecia ser, um monte de alegações dizendo que caso ele morresse no torneio, os organizadores ou participantes ou qualquer outra pessoa que estivesse exercendo algum direito ou função no torneio teria qualquer culpa, entre outras coisas. Uma que se destacou porem quando Yaki passou os olhos foi:

“... E se por acaso for morto por esmagamento devido a um elefante ou mamute, ou paquiderme ser invocado por algum tipo de magia, bruxaria, mandinga, apelação divina, ou muita muita, mas MUITA sorte MESMO do meu adversário, ou se uma águia gigante decidir faze-lo não será de culpa nenhuma de qualquer organizador, mago, inimigo MUITO sortudo ou águia careca caolha com uma garra a mais, vestindo um cachecol vermelho com um piado agudo acusador de que soubesse alguma coisa, provavelmente o que eu possa ter feito naquela primavera e...”

...Algo realmente intrigante, mas nenhum pouco relevante...

Enfim. Enquanto Yaki estava com a prancheta, Sam pegou uma pena, passou de leve sua ponta em um frasco de tinta preta e deu-o a Yaki. Depois, ele pegou outra pena, molhou-a também e assim como Yaki, pegou uma prancheta com um papel do mesmo tipo e começou a escrever nele freneticamente.

[OFF] O parágrafo em especifico foi feito apenas para seu divertimento, confusão e para eu relaxar um pouquinho ^^ [/OFF]

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Mensagem por Still Rougy em Qui 25 Nov 2010 - 20:46

Tinha conseguido com exito. Bom, pelo menos o mais básico que era entrar no torneio ele tinha conseguido. Logo lhe foi entregado uma prancheta com um papel amarelo, com letras bem grandes, seria esse o contrato para participar da luta. Lia com atenção e calmamente todos os parágrafos, mas um - estranho diga-se de passagem - lhe chamou totalmente a atenção. Yaki leu e releu aquilo diversas vezes tentando achar alguma conexão entre... aquilo e o torneio.

“... E se por acaso for morto por esmagamento devido a um elefante ou mamute, ou paquiderme ser invocado por algum tipo de magia, bruxaria, mandinga, apelação divina, ou muita muita, mas MUITA sorte MESMO do meu adversário, ou se uma águia gigante decidir faze-lo não será de culpa nenhuma de qualquer organizador, mago, inimigo MUITO sortudo ou águia careca caolha com uma garra a mais, vestindo um cachecol vermelho com um piado agudo acusador de que soubesse alguma coisa, provavelmente o que eu possa ter feito naquela primavera e...”

"Que merda... é essa? Isso só pode ser alguma sacanagem" Pensou Yaki enquanto lia aquele trecho do contrato.

-Senhor... Você só pode estar de palhaçada né? Tal trecho... Ah, esqueça - Falou enquanto terminava de ler o resto do papel.

Provavelmente o homem sabia do que Yaki estava falando. Aquilo deixou o Youkai confuso, afinal, o que uma "águia careca caolha com uma garra a mais, vestindo um cachecol vermelho" tinha haver contudo aquilo? Balançou negativamente a cabeça e já pegando a pena que lhe foi entregue, assinou seu nome no espaço indicado.

- Bem... Como serão as lutas? Onde vou lutar? E quando vou lutar?

As perguntas sairam rápidas, diretas e frias como sempre. Não queria perder mais tempo ali. Agora mais uma coisa o preocupava, chegou naquele local e não tinha comida nem abrigo, andaria mais um pouco em busca de algum local, com sorte encontraria algumas estalagem... Pelo menos tentaria achar um local barato para dormir ou comprar algo para se alimentar, dormir nas ruas seria o de menos. Os pensamentos passavam velozes por sua mente e por fora ele ainda continuava a espera de suas respostas.

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Mensagem por Thaniel Fox em Sex 26 Nov 2010 - 22:43

Enquanto terminava de preencher a ficha de Yaki Sam ouviu falar sobre algo de estranho no contrato. Apesar dele não ter dito exatamente o que era Sam teve uma idéia e explicou:

- Ah sim, a parte dos esquilos? Sim, ultimamente as nozes vermelhas do torneio tem os deixados estranhos e um pouco homicidas, mas tudo bem, não deve acontecer nada esse ano provavelmente – completou ele rapidamente o fim como fez com a maioria dos candidatos desse torneio.

Logo ele terminou de preencher a ficha de Yaki, ou melhor, de Nollie Hyt, como ele acreditava que ele se chamava. Quando Sam entregou de volta o contrato Sam verificou se estava correto.

- Muito bem Nollie. Eu sou Sam Bolghy Jr e agora que os papeis estão acertados, preciso apenas do seu pagamento.

Antes que ele terminasse porem, Yaki perguntou rápido e curto sobre quando onde e como seriam as lutas.

- Há! Há! Há! Esta apressado em garoto? Não se preocupe, quando as lutas forem começar, você será informado. Apenas esteja em Vale dos Ventos amanha a tarde e alguém irá encontrá-lo. Quanto a seu dever comigo, começara depois de sua convocação também. E por falando em dever comigo, ainda esta me devendo 20 Peças de Ouro – completou ele com aquele riso sínico que tem.

[OFF] Se pagar no proximo post, pode terminar indo para onde quiser. Então espere meu post finalizando o que aconteceu nesta area e nele tera o link para a proxima area que você ira CASO você decida sair da praça. [/OFF]

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