Ruas de Kannin

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Ter 5 Jul 2011 - 21:00

Não havia andado muito quando ouviu a resposta da garota. A encarou, por um momento estranhando sua forma de falar.

— Você não parece ser uma guerreira, mas não vou duvidar disso depois de ter matado aquele homem. — Coçou o queixo por um momento, intrigado. — E também você não parece ser daqui, acho melhor se cuidar ou pode cair numa emboscada assim como nós.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Rubi Make em Qua 6 Jul 2011 - 17:48

@Hayate

-Realmente não sou uma guerreira, sou uma ninfa invocadora. Porém sei fazer muito bem muitas coisas. E você é um dos guerreiros mais jovens no qual eu já interagi.

Olhando o mesmo coçar seu queixo falo com uma ar de ironia:

-Desculpe, mas para eu cair em uma emboscada...terá de ser muito bem preparada. Mas situações a parte, desculpe por não me apresentar, sou a Sta. Raiza e você que és?

Olhando dentro dos olhos do jovem antes e qualquer coisa, eu me adianto.

-Me desculpe a falta de educação, por me meter aonde não fui chamada.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Qua 6 Jul 2011 - 22:46

— Invocadora? — Ficou surpreso. Apenas ouviu falar sobre invocadores: grandes magos que, com seus poderes, chamavam criaturas destrutivas de outros planos. Desta forma fazia muito sentido o que Raiza falara. De fato, evocar algum ser iria dificultar para qualquer bandido ataca-la.

Hayate ia se apresentar quando a ninfa se desculpou. Isso o deixou um tanto desconcertado, afinal tinha sido rude com ela.

— Ham, tudo bem. Me chamo Hayate, sou um espadachim. — Fitou Horo por um momento. — No momento estou a serviço, escoltando esta dama. Me desculpe, mas estamos feridos e precisamos ir até a taberna mais próxima.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Horo em Sex 8 Jul 2011 - 11:58

Off: Agradeço mesmo por terem esperado.


O pior foi que Hayate parou para conversar. Não quis parar e deu de ombros, não fazia questão de esperá-lo, muito menos dar atenção ao que ela falava. Ouvia a conversa, mas não gravava. Estava focada em seu caminho, e pretendia estar longe.

Observou as casas, na espera de em alguma delas pudesse estar escrito "Taverna". Tinha uma coisa importante para fazer depois dali, e tinha uma certa pressa.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por GM Nuke em Sex 8 Jul 2011 - 14:14

@ Horo, Hayate & Sta. Raiza

Enquanto Hayate e Raiza iniciavam uma prosa, Horo seguia seu caminho de forma apressada, tão apressada foi que chegou até mesmo a virar uma esquina antes que Hayate tivesse tempo de segui-la.

Assim que virou a esquina, Horo acidentalmente tropeçou em um dos inúmeros buracos presentes na calçada perdendo imediatamente seu equilíbrio e indo de encontro ao chão. Neste momento a youkai se encontrou amortecida por um par de braços fortes que impediram sua queda.

Quando se recompos ficando novamente de pé notou que havia sido salva de sua pequena queda por uma figura bastante exótica, era um homem que aparentava ter por volta de 30 anos, ele possuia um físico invejável, seu corpo era atlético e apresentava o condicionamento de alguém acostumado à prática de exercícios físicos. Em todo seu corpo sua pele bronzeda exibia tatuagens estranhas ao estilo tribal, o homem usava apenas uma calça bem folgada e confortável, calçava sapatilhas simples, sua cabeça era quase toda raspada exceto por uma longa trança que ele mantinha enrolada em seu pescoço. Apesar de tudo o que mais impressionava Horo era seu rosto, seus olhos eram cobertos por uma faixa vermelha cuidadosamente enrolada e com uma estranha e pequena joia prendendo o meio desta.



Tome cuidado senhorita, as ruas desta cidade estão repleta de armadilhas tanto humanas quanto naturais. — Falou com um tom de voz calmo enquanto exibia um sorriso simpático no rosto.

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Horo em Sab 9 Jul 2011 - 9:31

Estava tão apressada que nem percebeu o que tinha na sua frente. Tropeçou e foi com vontade na direção do chão, mal teve tempo de levar as mãos a frente do corpo para se denfender. Naquele instante pensou "Isso vai doer." Fechou os olhos para sentir a dor quando alguém a segurou pelos braços e seu rosto encostou na pele macia e saudável de um Deus-Grego.

Ao ouvir a voz e o cheiro delicioso daquele homem, Horo olhou para cima e seu coração bateu forte. Não tinha olhos aparentes, mas se tivesse, com certeza ficaria ainda mais encantada. Sentiu o sangue subir ao rosto e encabulou-se, desprendeu-se do rapaz e ficou na sua frente, ao lado dos buracos. Observou seu sorriso com um olhar bobo e não resistiu em dar uma fiscalizada em seu corpo. Era de cair o queixo de tão delicioso que era.

— Ora, obrigada meu salvador cavalheiro, agradeço por ter me salvado. Era o tempo em que uma Deusa podia andar sem pisar em algum buraco. — Disse, fazendo um gesto com as mãos sensualmente para agradecer ao feito. O susto já tinha passado e agora era a Horo de sempre. Tarada e sensual.

— Posso saber o nome de meu salvador? — Perguntou em um tom sensual, observando-o no lugar onde deveriam estar seus olhos.



[ Nossa Gold, q sexy meu, tirou até meu ar e alegrou meu sábado. D= ]
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Rubi Make em Seg 11 Jul 2011 - 16:52

@GM NUKE @HORO @ HAYATE

— Invocadora? —

Logo que ele terminou de falar eu falo:

-Poizeée..

Termino de falar e fico olhando para a leve expressão de surpresa do jovem.


— Ham, tudo bem. Me chamo Hayate, sou um espadachim. —
— No momento estou a serviço, escoltando esta dama. Me desculpe, mas estamos feridos e precisamos ir até a taberna mais próxima.

Escutando atentamente as palavras do jovem falo/pergunto:

-Realmente, precisam de atendimentos rápido, se não for muito incomodo, gostaria de acompanha-los...pois essas ruas são traiçoeiras e não seria nada bom caírem em outra emboscada, pode ser?

Spoiler:
off: desculpa a demora para responder...estou sem internet em casa
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Seg 11 Jul 2011 - 17:58

Ficou um tanto surpreso com a pergunta de Raiza. De certa Hayate e Horo sabiam se virar, logo não seria tão necessário que a ninfa os acompanhasse.

– Não acho necessário, mas não vou impedi-la. – Foi quando notou Horo já distante. O espadachim havia se distraído por um instante e a deusa quase evapora. Rapidamente virou-se para Raiza. – Com licensa!

E correu atrás de Horo. Virou a esquina a tempo de ver a garota tropeçar, mas um homem estranho foi mais rápido em ajudá-la. Hayate ficou aliviado por ela não ter levado um tombo, pois já tinha ferimentos demais. Fitou curioso a forma com que Horo estudava o estranho. Havia aprendido algo mais sobre ela.

– Agradeço a ajuda, meu caro. – Adiantou-se, colocando-se ao lado de Horo, logo a fitando. – Você está bem? Deveria ter me esperado.

Não baixou a guarda em relação ao estranho. Apesar de ele ter ajudado Horo, ainda era um desconhecido naquela cidade sem lei. Manteve a mão sobre o cabo da espada enquanto falava com Horo.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por GM Nuke em Dom 17 Jul 2011 - 19:56

@ Horo, Hayate e Sta. Raiza.

OFF:
Spoiler:
Desculpem o atraso.

Me chamo Wu Zey Gin, mas pode me chamar de Mestre Wu. — Respondeu fazendo uma reverência para Horo curvando-se levemente com as duas mãos juntas a sua frente.

Foi nesse momento que Hayate acompanhado por Raiza se aproximou escutando apenas "... pode me chamar de Mestre Wu.".


– Agradeço a ajuda, meu caro. – Adiantou-se, colocando-se ao lado de
Horo, logo a fitando. – Você está bem? Deveria ter me esperado.

Falou Hayate a Horo quando o estranho homem interrompeu-os.

Sinto tensão no ar. — Disse mexendo a cabeça como se estivesse olhando ao redor. Sinto tensão em você jovem guerreiro. Relaxe, não sou inimigo de vocês. — Então levantou a cabeça como se estivese farejando o ar. Sinto também, cheiro de sangue em vocês, estão feridos? Gostariam de me acompanhar até minha humilde residência? Tenho a certeza que poderei ajudar vocês melhor lá. — Falava indicando o caminho atrás de si, a rua por onde viera. Tenho alguns curativos, vamos venham comigo, ninguém vai mexer com vocês enquanto eu estiver junto.

Falou dando as costas ao grupo e voltando pela rua. E agora o que fariam? Seguiriam Mestre Wu?

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Horo em Seg 18 Jul 2011 - 15:04

" A não um mestre! Eles são praticamente castrados e virgens! Hm, mas isso pode mudar... hehe"

Horo ficou pensativa por um momento, fazendo que sim com a cabeça para Hayate, olhando-o pouco. Não é que tinha largado Hayate para ficar com o Mestre Wu, nem que trocara por carne nova. Podia-se dizer que deixara o melhor para final e que daria conta de petiscos.

— Estou muito bem, obrigada meu soldado. — Respondeu com uma piscadela.

O convite foi feito e Horo até ficaria sem graça de tanta sorte. A reverência foi bela e correspondeu com um movimento de cabeça. Era uma deusa, não podia fazer tal movimento para este rapaz por mais que fosse um mestre. Lá ia saber que mestre era!

— Ora mas claro que agradeço e aceito o convite. Tenho que cuidar de meus ferimentos e dos deste soldado.

Percebeu que a garota viria junto e suspirou. Não dividiria com ela os dois homens. É claro que não! Horo não dispensaria algo...a trio. Não era necessário outra pessoa para aquela situação. Deu um sorriso de canto ao pensar - e imaginar as cenas possíveis - e suspirou, olhando para as duas delícias de homens.

— Vocês primeiro.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Seg 25 Jul 2011 - 2:27

Ficou satisfeito com a resposta de Horo, e voltou a fitar o estranho homem, ouvindo o que ele tinha a dizer. Quer dizer que ele aparecia do nada e de repente os convida para sua casa? De fato ele não parecia perigoso, muito menos um bandido qualquer. Viu quer Horo aceitara a oferta, o que tinha de fazer era ficar atento agora.

– Claro que vou na frente, eu te escolto. – Respondeu a Horo. Por mais que não estivesse sendo pago, levava a sério seu trabalho. Tinha sua honra e uma reputação a zelar. Logo seguiu o homem, aguardando Horo vir atrás.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Rubi Make em Seg 25 Jul 2011 - 13:00

Os pensamentos e atitudes da jovem exalava sexo, era algo que poderia ser percebido por uma mulher a klm. de distancia, era inacreditável.

Atras do grupo eu me colocava e apenas observando as atitudes de todos.

– Claro que vou na frente, eu te escolto. –

(PENSAMENTO)

-Homens...

Tomando a frente da menina, os 2 homens seguiram deixando a retaguarda da garota totalmente desprotegida.

(PENSAMENTO)

- Nah Nah Nah...

Então sobrou para mim "escoltar" a suposta "ninfomaníaca" pela retaguarda.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por GM Nuke em Dom 7 Ago 2011 - 21:51

@ Hayate, Horo e Sta. Raiza

OFF: Desculpem a demora. Desanimado pra postar mas vamos lá.




O quarteto seguiu sendo guiado pelo estranho homem cego por vielas e ruas imundas, depredadas, repletas de marginais e mendigos. Durante o percurso notaram algumas coisas estranhas. A primeira coisa que notaram era que o homem andava de forma perfeita, era como se ele não fosse cego, a segunda e mais notável coisa que o grupo notou foi o fato de que todos os marginais e moradores de rua pareciam respeitar aquele homem. Hayate, sempre vigilante, pode ver alguns elementos esconderem-se à aproximação de Mestre Wu enquanto outros simplesmente atravessavam a calçada deixando o caminho completamente livre.

Não apenas isso, enquanto os malfeitores se distanciavam de Mestre Wu, o grupo pode ver também que alguns cidadãos variando de pessoas comuns e até mendigos comprimentavam o estranho cego de uma forma respeitosa e amigável.

Finalmente depois de um tempo o grupo chegou em uma casa afastada, na periferia da cidade, era uma casa bonita e bem arrumada se comparada com as outras. Suas paredes eram de alvenaria crua e argamassa com barro, dava para se notar um certo tom artístico na resisdência o que não tornava as paredes nuas feias. A casa tinha um único andar mas era comprida estendendo-se ao fundo, ela não possuia nenhuma cerca e na sua frente tinha um pequeno jardim de cactos. O telhado da casa era azul e em formato oriental o que tornavam a moradia muito singular e diferente das outras.

Quando o grupo entrou notou que a porta da frente era feita de uma madeira leve, seu mecanismo de abrir e fechar era diferente, ela não era como as outras portas, ela abria-se e fechava-se sendo movida lateralmente. O ambiente por detrás desta porta era confortável e ao mesmo tempo limpoe organizado, parecia um pequeno dojo, na verdade era um dojo. Quatro tatames ficavam estendidos no chão formando um quadrado. No centro do quadrado de tatames tinha um tapete vermelho com desenhos bordados com fios dourados que representavam um dragão.

Nas paredes do aposento diversas ferramentas de treino podiam ser vistas desde soqueiras até armas de madeira. Uma outra porta idêntica a primeira podia ser vista do outro lado da sala na parede oposta.

Bem vindo senhores, a minha humilde residência e local de trabalho. — Disse Mestre Wu, fazendo uma reverência e apresentando o lugar. — Por favor tirem seus calçados e deixem atrás da porta ao lado da entrada. Aqueles que estiverem feridos podem se deitar nos tatames eu irei buscar curativos.

Enquanto o grupo decidia o que fazer Mestre Wu simplesmente entrou pela outra porta fechando-a em seguida, provavelmente fora buscar os medicamentos.

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Horo em Seg 8 Ago 2011 - 13:25

Todos estavam escoltando Horo e isso sim que era tratamento de peso. Parou então para observar melhor o vilarejo sem peso algum ou receio em ficar alerta. Não deixou de perceber a forma como todos olhavam o homem e imaginou que ele era um humano muito importante. Poderia até ser um heroi como todo mestre. Mas o que mais intrigava Horo era o fato dele andar sem aparentar sua ausência visual, mas não era tão gritante esta mudança afinal, ele deveria morar aqui há muitos anos para decorar os lugares e até seus minuciosos pontos.

Não demorou muito e já estavam em uma casa bonita. Ela lembrava um dos primeiros dojos que conheceu. Ah...Aquilo sim lhe trouxe boas lembranças. Já viveu num lugar daqueles. Era um mestre das artes marciais, forte e cavalheiro, com viveu até que morresse. Este com certeza foi um dos três homens em que Horo fez questão de ficar até seu último suspiro.

Desanuviada, não percebeu o começo da frase do mestre parando só para ouvir o final onde pedia para deitar numa cama que ele cuidaria deles. Horo soltou um suspiro e olhou para Hayate, e caminhou triste e derrotada para um dos colchonetes.

Mas que droga! Qual foi a parte de " cuidarei dos seus ferimentos " ninguém entendeu?! Okay, okay Horo...Acalme-se, não vai demorar para você ter este soldado na sua cama.

Deitou no último da esquerda e levou as mãos para trás da cabeça. Aquele movimento com certeza doeu por seu braço estar ralado mas deu de ombros, era uma Youkai e já estava se regenerando. Observou Hayate, dando uma boa olhada.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Seg 8 Ago 2011 - 14:29

Seguia o estranho homem ao mesmo tempo em que ficava atento a tudo ao redor. Notou que, de fato, ninguém os incomodava, e o mais importante: os maus elementos saíam de seu caminho. Um dia esperava chegar a este ponto – temido e evitado pelos malfeitores, adorado e querido por pessoas de bem. Para isso deveria primeiro treinar muito e tornar-se um renomado cavaleiro errante, e com seus esforços isso não demoraria muito.

Enfim chegaram na casa de Mestre Wu, que parecia bastante deslocada das demais. Um dojo de fato, mesmo que Hayate nunca tivesse estado em um. Cada vez mais achava que de fato aquele homem merecia seu respeito, e ficou mais tranquilo. Ouviu o que ele tinha a dizer e assentiu, tirando suas botas mas não se separando de sua espada. Caminhou até os tatames, sentando de pernas cruzadas ao lado de Horo. O ferimento do soldado era nas costas, um pouco profundo, doía um pouco apesar de já não mais sangrar. Hayate fitou Horo, encontrando o olhar dela mas o sustentando.

– Horo, não se esforce demais. E continue alerta, ainda não confio totalmente nesse homem. Mantenha-se perto de mim.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Rubi Make em Ter 9 Ago 2011 - 1:36

Após sairmos do nosso ponto de origem, sigo atrás do grupo a uma distancia de uns 5 passos, no caminho percebo que passaríamos por lugares e pessoas nada agradáveis. O poder/respeito/medo do Careca com a bandana nos olhos era facilmente percebido. Notei que os malfeitores(desenterrei essa) tinha um respeito mais parecido com medo do que o respeito mesmo, as pessoas jogadas ao chão tinha por ele muito respeito, isso ficava cada vez mais claro a medida que nos deslocava-mus.

Algum tempo de caminha sem trocarmos uma palavra se quer, chegamos a um dojo(mas o que é isso?), um lugar diferenciado da região, mesmo parecendo um lugar humilde tinha suas belezas dentre linhas.

(PENSAMENTO)
-Mas o que é isso?! Eu nunca moraria assim.

— Bem vindo senhores, a minha humilde residência e local de trabalho. —

(PENSAMENTO)
-Humilde, perante o resto do quarteirão isso é um luxo.


— Por favor tirem seus calçados e deixem atrás da porta ao lado da entrada. Aqueles que estiverem feridos podem se deitar nos tatames eu irei buscar curativos.

Estava na casa dele, nada mais justo do que seguir suas regras. Foi então que feita sua vontade eu entro em sua casa e ao contrario dos outros permaneço em pé olhando para a porta aonde o mestre entrou.

– Horo, não se esforce demais. E continue alerta, ainda não confio totalmente nesse homem. Mantenha-se perto de mim.

Sobre os ombros eu olho o quão importante a segurança da gatinha era para Horo. Involuntariamente eu falo:

-Caro Horo, sua preocupação com o bem estar da gatinha ai, é visivelmente percebível a KM de distancia, me responda, por que diabos você aceitou a ajuda de um estranho?

Terminando de falar, percebi que talvez não fora uma boa hora de fazer tal comentário, eu não me preocupava com o bem estar dela, e sim dele, e ao estar na casa de um mestre no qual os olhos são vendados era obviamente claro que o mesmo tinha os outros sentidos 12345432 vezes aperfeiçoados e certamente ele escutará o que falei. Após esse momento de reflexão eu balanço a cabeça fazendo um sinal negativo.

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por GM Nuke em Ter 23 Ago 2011 - 1:20

@ Hayate, Horo e Sta. Raiza

Off: Perdoem a demora.




O trio de aventureiros rapidamente se acomodaram seguindo as isntruções de Mestre Wu, não demorou até que o mesmo voltase pela mesma porta por onde havia saído, porém uma surpresa, ele não estava só, estava acompanhado por um rapaz.

O rapaz que acompanhava Mestre Wu tinha olhos negros e vívidos, ele era magro porém seu corpo era muito bem definido demonstrando que a prática de exercícios físicos era algo comum para ele. Sua pele era branca porém suavemente bronzeada e seus cabelos eram negros, cacheados e compridos chegando até o pescoço.


Senhores, este é Mugin meu discípulo e ultimo aluno. — Disse Mestre Wu apresentando seu acompanhante aos visitantes.

Este por sua vez colocou uma pequena caixa de madeira que trazia consigo no chão ao lado dele e prestou uma pequena reverência unindo as mãos de palma aberta e curvandose para cada visitante.

Prazer em recebê-los aqui, sejam muito bem vindos.

Rápido, Mugin, deixe de apresentações e vamos cuidar de nossos convidados. — Ordenou Mestre Wu.

Sim mestre. — Respondeu Mugin rapidamente pegando a pequena caixa de madeira que havia deixado cuidadosamente ao seu lado e aproximando-se de Hayate.

Onde é seu ferimento amigo? — Perguntou. Assim que Hayate mostrou onde era o local da ferida Mugin rapidamente tomou uma ação. — Por favor tire sua camisa. — Hayate obedeceu a ordem mas sem nunca baixar a guarda ou se afastar de sua arma. De costas para Mugin sentiu o rapaz cuidar de seu ferimento passando um pano humidecido para limpar o local e em seguida massageando o ferimento com uma espécie de pomada. A pomada era branca e ardia muito fazendo Hayate fazer uma careta mas depois de alguns segundos a ardência passou dando lugar a um alívio.
Depois de passada a pomada Mugin cobriu o ferimento com um pedaço de tecido branco e aderente.

Pronto, o ferimento não foi profundo, está limpo e esterilizado, você ficará curado em poucos dias. Pode se vestir amigo. — Disse.

Enquanto Mugin cuidava de Hayate, Mestre Wu fazia o mesmo com Horo, limpando, massageando com pomada e por fim cobrindo o ferimento com o pedaço de tecido branco e aderente.

Moça, acredito que seu ferimento ficará bom em poucos dias também. — Falou para Horo.

Mestre, a moça possui algumas ralações nos braços. — Falou Mugin.

Ha! Que descuido. Perdoe-me mocinha, a falta de visão não me permite notar algumas coisas, dê-me aqui seus braços para que eu possa cuidar de seus machucados. — Dito isso estendeu a mão para Horo que entregou-lhe o braço. O toque de Mestre Wu era suave e reconfortante apesar da ardência da pomada que ele passava nos ferimentos da youkai. Novamente passou a estranha pomada branca nas ralações da youkai, a pomada a princípio ardia mas logo depois causava uma senssação de alívio.

Finalmente estavam com seus ferimentos tratados.

Pronto, vocês estarão curados em pouco tempo, os ferimentos não foram graves mas precisavam serem limpos. Creio que vocês possuem dúvidas e vou respondêl-as, por favor sentem-se nos tatames. — Depois de dizer isso o próprio Mestre Wu sentou-se no tatame dando as costas para a porta que levava ao interior do restante da sua casa. Mugin por sua vez sentou-se ao lado de seu mestre, ambos em posição de lotus.

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Ter 23 Ago 2011 - 1:56

Ainda prestava atenção em Horo quando ouviu Raiza se aproximar, logo a fitando. Quando ela começou a falar, Hayate ergueu uma sobrancelha, estranhando o que aquela mulher dizia.

– Me chamo Hayate, minha cara. E não sei se percebeu, mas Wu não demonstra ser de má índole. Uma pessoa pode mentir facilmente, mas várias é bem mais difícil. Moradores de uma cidade inteira não mentem sobre o respeito que apeas um indivíduo passa aos demais, portanto estou oferecendo um voto de confiança.

Fitava Raiza decidido, de fato havia sentido em suas palavras. A reação das pessoas na cidade era muito conclusiva.

Então Mestre Wu voltou à sala, acompanhado de seu aluno Mugin, como foi apresentado. Hayate fez um discreto movimento com a cabeça em cumprimento, e logo o aluno veio lhe ajudar.

– Prazer, Hayate. Cravaram a espada nas minhas costas, mas não foi tão fundo. – Logo se livrava de sua capa, ombreira, o colete azul e por fim sua camisa branca. Teria de encontrar alguém para costurar as três peças rasgadas, mas se não fosse por elas teria se ferido bem mais.

Endireitou as costas, mantendo-se reto para não atrapalhar Mugin e, ao mesmo tempo, ter uma boa visão do redor. Seu corpo possuía poucas cicatrizes, as principais em seus braços, e tinha musculatura definida por trabalho duro e pesado durante toda a vida, não apenas por treinamento dedicado. Sentiu-se um tanto defasado e atrasado em relação a guerreiros bem-treinados como Mestre Wu, mas nada que sua vontade não pudesse superar.

Sentiu a ardência e cerrou os dentes e punhos por alguns momentos, até que a ardência passou, aliviando a dor. Sentiu que o ferimento estava limpo e que iria se curar mais depressa do que o normal por isso. Enfim estava medicado.

– Agradeço, Mugin. – Logo começou a se vestir novamente, atento enquanto Wu também limpava os ferimentos de Horo. Uma vez vestido novamente, Hayate esperou os demais. Queria ouvir uma explicação para tudo aquilo.

Com todos devidamente tratados, Mestre Wu se abriu para as dúvidas, o que Hayate estava esperando.

– Percebo grande respeito ao senhor por parte dos moradores desta cidade, imagino que tenha influência, e gostaria de saber tanto o porquê disto quanto o motivo da cidade estar nesse estado. Não existe nenhum tipo de governo?
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Horo em Ter 23 Ago 2011 - 13:29

Ficou incrédula do que aquela garota chamou Hayate, precisou segurar muito o riso mas não aguentou, deu uma risada curta e fechou os olhos, esperando o atendimento. Em pouco tempo voltou aquele Deus grego e Horo esticou os braços e olhou para a porta por onde eles vinham e...Minha nossa! O que ela viu ali! Outro Deus grego! Foi naquele instante que teve a pequena noção de que quando você toma a decisão de que não vai fazer mais alguma coisa, tudo ao seu redor te obriga a mudar de ideia! E foi ali que Horo desfez seu trato e esboçou seu sorriso esperto de sempre.

" Se aqui for o céu, quero ficar."

Pra melhorar a situação ele estava sem camisa, Horo nem precisaria ter o trabalho de arrancá-la, ele já tinha feito! Parece que adivinhavam seus pensamentos. Agora não seria apenas um trio, seria um quarteto! Suspirou tentando acalmar seus hormônios - mas sem conseguir -, e observou o bonitão ir até Hayate.

"Porque ele não me examina e..." — Ao ver o próprio mestre vindo para cuidar dela, estreitou os olhos. " Tudo bem, prefiro mesmo alguém mais experiente."

Deixou que ele cuidasse de seus ferimentos. Era uma Youkai, então esperava que eles já estivessem melhor do que quando estava na rua, afinal, os ferimentos destas criaturas saram com certa rapidez. A pomada era ardida e rosnou baixo enquanto ele cuidava, olhando vez ou outra para o ferimento. Tinha coisa melhor para olhar, claro. A aproximação fê-la sentir a forte "pegada" dele. Mãos fortes de alguém que sabia o que fazia. Pensou em perguntar o que mais ele sabia fazer com aquelas mãos fortes e decididas. Ele exalava masculinidade, e Horo, sedução e desejo.

Mas aquilo logo terminou quando ele soltou seu braço. Quando ia deitar denovo e olhar para ver como Hayate estava, seu aprendiz diz que ainda tinha outros lugares para cuidar. Não demonstrou mas gostou do garoto ser tão atencioso.

— Obrigada, senhor Wu. Espero algum dia poder fazer algo pelo senhor como agradecimento. — Disse, sentando-se no Tatame.

Todos curados, poderiamos fazer perguntas. Hayate foi o primeiro e pretendeu ser a segunda.

— Há alguma fazenda por aqui? Colheita de trigo, por exemplo?
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Rubi Make em Qua 24 Ago 2011 - 0:46

Spoiler:
Off: desculpinha pessoal, troquei os personas.. mas não foi de proposito, foi pode falta de atenção :/

– Me chamo Hayate, minha cara. E não sei se percebeu, mas Wu não demonstra ser de má índole. Uma pessoa pode mentir facilmente, mas várias é bem mais difícil. Moradores de uma cidade inteira não mentem sobre o respeito que apeas um indivíduo passa aos demais, portanto estou oferecendo um voto de confiança.

(PENSAMENTO)
-Como troquei o nome desse lindo com o da gatinha manhosa!?

-Me desculpe pela troca de nomes, realmente estou envergonhada pelo ato.

Mesmo sem ter problema algum com a gatinha manhosa, sua risada simplesmente me ferveu o sangue, pensei em até ter uma conversa com ela, mas esse não era o momento e nem o local apropriado. Estava já em um ponto que nem mesmo a presença dela estava me agradando.

Ainda olhando para a porta, vejo o mestre entrar na sala com seu "pupilo" por assim dizer ao seu lado.
Mugin ele se chamava, se apresentou com um lutador milenar, cumprimento de alguem que tenha muita disciplina, Mugin forá cuidar de Hayate, fez o mesmo tirar a blusa seu corpo não era tão esbelto quanto o de Mugin, mas de alguma forma me chamava mais atenção dentre os 3 homens ali presente. O mestre cuidada dos ferimentos de Horo, mas a mesma parecia quer que ele cuida-se de outra coisa e não de seus ferimentos.

(PENSAMENTO)
-Mas que coisa, como ele consegue fazer as coisas como alguem que não tem os olhos vendados?! Em alguns movimentos, faz até melhor...!


— Pronto, vocês estarão curados em pouco tempo, os ferimentos não foram graves mas precisavam serem limpos. Creio que vocês possuem dúvidas e vou respondêl-as, por favor sentem-se nos tatames. —

Ainda em pé, continuo fitando sem falar uma palavra.

– Percebo grande respeito ao senhor por parte dos moradores desta cidade, imagino que tenha influência, e gostaria de saber tanto o porquê disto quanto o motivo da cidade estar nesse estado. Não existe nenhum tipo de governo?

Perguntou Hayate, prestava atenção mais na gatinha manhosa do que em qualquer coisa.

— Há alguma fazenda por aqui? Colheita de trigo, por exemplo?

(PENSAMENTO)
-Fala sério!?

Após o termino da pergunta, um leve movimento no canto da boca foi feito involuntariamente, não sei por que mas a pergunta da manhosa me fez rir muito por dentro.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por GM Nuke em Qua 24 Ago 2011 - 5:53

@ Hayate, Horo e Sta. Raiza

Mestre Wu e Mugin ouviram os questionamentos de seus visitantes com atenção, mas enquanto Mugin apenas ouvia, Mestre Wu agia.

Meu caro, Hayate, não? Infelizmente não sei ao certo o motivo desta cidade estar assim pois quando eu aqui cheguei já a encontrei neste estado. Na época eu ainda procurava um lugar no mundo onde meus ensinamentos pudesem ser mais uteis do que no interior de um monastério e aqui fixei residência. — Mestre Wu fez uma pausa e moveu a cabeça como se observase Mugin, depois voltou a "olhar" para frente.

Como puderam notar aqui nesta cidade a lei do mais forte predomina, ou seja, as pessoas mais fracas não tem direito a nada, são tratadas com descaso, como objetos. Construi minha casa e abri meu dojo de kung fu onde passei a ensinar a arte do Kung Fu do Dragão na esperança de disciplinar algumas almas caóticas e ao mesmo tempo dar a eles meios de se defenderem da opressão dos mais fortes. Mugin foi meu primeiro aluno e é a prova de que meu esforço aqui tem valido a pena, quando o encontrei ele era nada mais do que um ladrão que roubava para comer e sustentar sua mãe doente.

Ao ouvir este discurço, Mugin apenas assentiu com a cabeça dando veracidade as palavras de Mestre Wu.

Meu trabalho rendeu bons frutos ao longo dos ultimos cinco anos, consegui educar e treinar muitos jovens tirando-os das ruas. Tudo ia bem até que infelizmente algo terrível aconteceu, nos ultimos meses um grupo de lutadores profissionais chegou a cidade na intenção de tomar o controle da sangrenta arena de lutas onde muitos sacrificam suas vidas por sadismo ou necessidade. — Mestre Wu fez uma pausa baixando levemente a cabeça.

Eles tomaram rapidamente o controle da arena onde começaram a promover torneios muito mais organizados porém sangrentos que os anteriores que não passavam de simples apostas. Rapidamente para a nossa infelicidade aqueles homens mostraram que não queriam apenas o controle da arena de lutas mas também de outras atividades na cidade. Usando a força bruta dos lutadores recrutados na arena eles tomaram o controle da Guilda dos Ladrões e das drogas na cidade e mais tarde das atividades vitais a sobrevivência da população como a produção de alimentos e a construção de novas residências.

Em um certo dia eles vieram aqui e queriam recrutar a mim e aos meus alunos para seu exército de lutadores para lutarmos em nome do novo chefão do crime, Senhor Grumond. Nós recusamos e um terrível conflito começou. Fomos atacados em um de nossos dias de treinamento, a fúria e o sangue dominaram as ruas aqui ao redor com meus alunos lutando contra os malfeitores. Nós saímos vitoriosos neste conflito mas logo isso se provou inútil. Nos dias que se seguiram meus alunos foram atacados separadamente, alguns assassinados, outros mutilados. Os que restaram com excessão de Mugin, deixaram de vir as aulas e ainda tiveram aqueles que ingressaram no exército de Grumond sob ameaça de terem seus entes queridos massacrados.

As palavras de Mestre Wu saiam carregadas de tristeza e desesperança.

Desde de então eu e Mugin estamos em alerta esperando um possível ataque. Eu já falei pra ele fazer como os outros e procurar seu caminho, é a mim que Grumond quer.

Não mestre NÃO! Eu não irei abandonar o senhor! Você me deu uma nova vida cheia de paz e esperança, não irei lhe dar minhas costas enquanto tiver saúde para lutar ao seu lado. — Interrompeu Mugin.

Menino tolo! Eu ja lhe disse, as vezes é melhor preservar a vida do que lutar contra uma força malígna muito forte. — Rebateu Mestre Wu.

Mestre! Foi o senhor que me ensinou que uma única vara fina quebra-se facilmente diante de uma grande força mas que cem varas finas juntas podem resistir a mesma força com facilidade sem nunca se quebrar. Ficarei junto ao senhor até o fim! — Insistiu Mugin.

Garoto teimoso. Você não muda mesmo, continua teimoso assim como no dia em que o acolhi. — Fez uma pausa se voltando para os visitantes. — Me perdoem por terem que presenciar esta desagradável discussão. Considerem-se meus convidados para passarem a noite aqui, Mugin lhes mostrarar seus quartos e responderá as outras perguntas que vocês venham a ter, estou um pouco cansado e irei me retirar mais cedo. Novamente me desculpem o incoveniente e sugiro que partam logo ao amanhecer, Mugin lhes dará um mapa e provisões.

Mestre Wu levantou-se, comprimentou seus convidados e sem mais palavras virou-se entrando pela mesma porta por onde viera fechando-a em seguida. Agora na sala estavam apenas Mugin e os três visitantes. Mugin ficou em silêncio por alguns momentos olhando para baixo, Horo e Hayate não notaram mas Raiza notou o motivo disso, o jovem parecia estar esperando seu mestre distanciar-se, será que o palpite dela sobre Mestre Wu ter uma ótima audição estava correto?

Perdoem meu mestre, ele está muito abalado pelo que aconteceu aos seus alunos e considera-se culpado por todo o sofrimento que ocorreu aos nossos irmãos e irmãs. — Falou Mugin então virando-se para Horo. — E respondendo a sua pergunta, existem algumas plantações de trigo e outros vegetais aqui ao redor mas são bem poucas devido ao calor do deserto. Vocês possuem mais perguntas ou já desejam ir para seus aposentos?

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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Horo em Qua 24 Ago 2011 - 15:38

De cara percebeu que a outra Youkai estava afim de Hayate. Oh, pobre coitada! Aquele jovem cavaleiro já tinha dona e parceira, não precisava de outra para meter o bedelho. Era gorda, alta demais e não era nem um pouco sensual. Horo sabia que era muito mais sexy que ela e claro, bem mais comunicativa e esperta. suspirou, não se importaria com isso agora, o que era para ser de Horo, seria de Horo cedo ou tarde.

Mestre Wu começou um discurso que deu certo sono em Horo mas ouviu com atenção que até se suprendeu. Ficou intrigada com aquele ser que estava irritando-os e pensou em ajudar. Era uma Deusa, faria o que fosse possível. E para isso, precisava de Trigo.

Seria uma boa aventura e poderia descobrir mais daquelas pessoas. Era um lugar diferente, século diferente, e Horo precisava fazer parte da história daquele novo lugar e mudar todo o percurso. Abriu um largo sorriso sacana quando ele falou sobre quartos. Esta seria A noite. Olhou para Hayate e piscou demoradamente os olhos, dando um suave suspiro.

Foi então que o aprendiz respondeu a pergunta de Horo e ela se levantou, dirigindo-se à ele.

— Entendi, obrigada. Quero ver essa plantação de trigo, preciso de amostras. Se puder me levar, agradeço. Outra coisa...— Continuou Horo, olhando-o nos olhos fixamente. — Vou ajudá-los neste assunto, e não ouse dizer não à uma Deusa.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Hayate em Qua 24 Ago 2011 - 16:08

Ouviu com atenção o que Mestre Wu contava, e quanto mais sabia mais ficava indignado com a situação. Detestava qualquer tomada de poder pela força bruta, assim como atitudes covardes de homens fracos e imbecis.Tinha a curiosidade de saber como aquela vila era antes de tudo isso acontecer, possivelmente era um lugar próspero com gente feliz e livre desta opressão. Queria tentar trazer isso devolta, pois aquele povo parecia assustado demais ou conformado demais para lutar contra isso. Não conhecia ninguém dali, mas detestava injustiças não importava se tinha ligação com o lado afetado ou não. Além de tudo, precisava ficar forte, escolhera o caminho da espada e seguiria por ele até o fim de sua vida.

Assistiu Mestre Wu se distanciar, e ouviu o que Mugin tinha a dizer. Hayate novamente ergueu a voz.

– Mugin, assim como você eu não tolero esta opressão que vemos nesta cidade, e não temo a morte ao lutar pelos direitos corretos. Tem razão, um só pode não fazer a diferença, mas em maior número a força se multiplica. – Bateu o punho fechado no peito, seu olhar determinado encarava o de Mugin – Posso lutar com a espada, mas meus punhos são velozes e minha mente, ágil. Peço que diga ao seu mestre que me candidato para ser um aluno, e me esforçarei em qualquer treinamento para então poder ajudar no que for possível. Não dormiria tranquilo se virasse as costas para a situação desta cidade, vamos fazê-la se tornar um lugar próspero novamente.

Não havia medo em suas palavras, muito menos hesitação. Passara a confiar em Mestre Wu a partir de suas iniciativas e pelo motivo de sua luta. Agora, faria o possível para tornar real o desejo de mudar aquela cidade, e faria pelo bem-estar de todos que viviam ali. Lembrava muito a cidade onde crescera.

Ouviu Horo, ficando satisfeito por ela querer ajudar. Em nenhum momento passou pela cabeça do espadachim que ela iria tentar erguer os punhos e lutar num ringue de apostas. Ela não era louca, e nem estúpida.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por Rubi Make em Qua 24 Ago 2011 - 21:12

A atenção que Hayate e Horo, prestavam no mestre era impressionantemente. O discurso do mestre fora longo, mas explicou como tudo aconteceu, era possível ver a inquietação e fidelidade de seu pupilo, realmente companheiro, enquanto os que não foram mutilados fugiam ele estava ao lado do mestre.

As palavras do mestre pareciam triste, apesar de explicar o motivo de tudo, ainda escondia algo, oque era eu nem imaginava, alguns movimentos leves sua respiração estava diferente para alguem que apenas explicava/desabafava.

O mestre se levantou, fora em direção de onde venho com seu "pupilo", fechando a porta realmente não queria falar com ninguém, mas eu não podia ficar com duvidas tinha que falar com ele de uma forma ou outra.

— Perdoem meu mestre, ele está muito abalado pelo que aconteceu aos seus alunos e considera-se culpado por todo o sofrimento que ocorreu aos nossos irmãos e irmãs. — Falou Mugin então virando-se para Horo. — E respondendo a sua pergunta, existem algumas plantações de trigo e outros vegetais aqui ao redor mas são bem poucas devido ao calor do deserto. Vocês possuem mais perguntas ou já desejam ir para seus aposentos?

(PENSAMENTO)
-Não sei bem se é culpa o nome disso.

Antes de alguem tomar alguma atitude, eu começo a caminhar em direção a porta que o mestre entrou, realmente entendo que a casa tenha regras, mas algo me dizia para ignorar as mesmas e tirar minhas duvidas.

-Agradeço a hospitalidade Mugin, mas primeiro tenho que fazer algo.

Falei enquanto caminhava em direção a sala que o mestre entrou.
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Re: Ruas de Kannin

Mensagem por GM Nuke em Sab 27 Ago 2011 - 0:04

@ Hayate, Horo e Sta. Raiza.


Quando Mugin ouviu o que Hayate disse, seus olhos brilharam com um feixe de esperança, talvez o aluno de Mestre Wu já estivesse desmotivado e cansado por ter sido o único a aceitar lutar contra todo aquele mal. Talvez a boa vontade do estranho chamado Hayate em se juntar a sua causa tivesse dado um novo ânimo a ele.

Sua ajuda será bem vinda. — Falou prestando uma pequena reverência a Hayate até que ouviu as palavras de Horo.

Deusa? Uma deusa? — Questionou levantando as duas sombrancelhas em uma expressão de espanto. Foi quando viu Raiza ir em direção a porta onde seu mestre havia entrado. Entendeu que a moça cruzaria aquela fronteira e rapidamente se interpos entre ela e a porta.

Me desculpe mas você não pode ir adiante. Meu mestre está cansado e resolveu retirar-se, temos que respeitar a vontade dele, peço que tenha paciência e respeito por nossa hospitalidade, agora por favor, sente-se. — Sua voz era sempre calma até mesmo quando chamava a atenção.

Então virou-se para Horo e disse.

Eu não sei qual é a importância disso para você, mas teremos que deixar para amanhã, vocês precisam repousar para que o remédio e o tratamento que receberam façam efeito. — Olhou para Hayate. Sei que meu mestre não irá demonstrar, mas tenho a certeza que no fundo ele gostará da sua atitude nobre amigo, porém duvido que ele se prestará a treinar vocês por estar se sentindo culpado pelo que aconteceu aos outros alunos. Temos que encontrar uma forma de convencê-lo a voltar a lutar.

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Re: Ruas de Kannin

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