Ruas de Jilya

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Hai Meili em Seg 19 Out 2015 - 1:24

off: Eu vou postar antes de Oswald pois ele meio que já terminou o que estava fazendo e agora só está esperando.

Agradeci ao informante, mas ainda não havia terminado com ele. Aquilo já era uma boa noticia, talvez o velho só fosse louco, mas ainda não explicava nada sobre como conseguiu um mapa com a localização dos supostos bandidos. Tirei o mapa do "local seguro" onde estava e mostrei ao informante.

- Então foi por isso que ele me deu esse mapa! - Disse me fazendo de desentendida, porém agora que eu sabia que o vendedor não guardava nenhum rancor do homenzinho, não tinha problema revelar que planejava ajudá-lo. Mostrei o mapa para o comerciante que estava conversando. - Você sabe alguma coisa sobre esse local aqui? Binga-san praticamente me fez pegar esse mapa e disse que eu tinha que ir lá e que eu ia saber quando encontrar.

Analisei o mapa ao mesmo tempo em que falava com o vendedor, afinal, só havia aceitado o pedaço de papel, nem sequer tinha examinado-o.

Resumo:
- Perguntei ao senhor sobre o mapa e a localização.
- Examinei o mapa.

off: por mais que eu quisesse fazer mais investigações, não quero que o rp fique monótono, então vou encerrá-la logo após esse homem. Ainda tem mais uma coisa que eu queria perguntar para ele.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Não é o Diff em Seg 19 Out 2015 - 5:43

Off: Aceito.

O mata era simples, uma estrada que levava a pejite saindo da cidade de Jylia e mais um menos em 3/4 do caminho havia uma curva para dentro da floresta que parecia dar num local perto de uma pequena montanha, provavelmente uma "caverna", porém o instinto da lutadora dizia que havia algo de peculiar naquele mapa, algo que ela sabia que estava ali mas não conseguia ver, era um sentimento muito estranho e difícil de descrever.

O comerciante olhou pro mapa, e depois fez uma cara de "ah, isso de novo"

- Eu conheço esse lugar, todo mundo aqui conhece, esses filhos da p*ta não deixam a cidade em paz, é uma longa história mas a guarda de Pejite e de Jylia tentam lidar com eles a meses e nunca conseguiram encontrar a base de operação deles por viverem numa imensa rede de cavernas...- O comerciante pausou por um momento, pensativo, e depois continuou - Mas é realmente estranho eles irem atrás do velho Binga, eu não sei descrever bem esse artefato dele mas ele não parece ter nenhum valor em ouro, é só uma pedra amarela.. é como se alguém pegasse uma pedra comum e pintasse com uma tinta amarela de péssima qualidade, sem falar que a loja do Binga é na maior parte constituída de materiais pra manofatura dele, ele não tem nada de valor além do ouro que ele recebe dos clientes, o que nem é muito... - O comerciante fez outra pausa pensativo, e então deu de ombros e concluiu - Pode ter sido pega por acidente ou talvez o velho Binga só a perdeu, mas isso não é provável porque ele é tão cuidadoso com tudo e.... seja como for, boa sorte naquela caverna, ela é um labirinto gigante. - E então o comerciante educadamente terminou a conversa ao avistar a aproximação de um potencial cliente.

O mapa ainda incomodava Hai, tinha algo de estranho naquele mapa, não o tipo ruim de estranho, só.... estranho. Ele era normal em todos os sentidos porém algo estava fora do lugar, ou algo não estava ali, não dava pra explicar.

Off: Se deseja perguntar mais alguma coisa, pode narrar a pergunta e depois a sua saída e em seguida seu encontro com o Oswald, peço que também de tempo para Oswald interpretar seus possíveis "avanços", a ordem poderia ficar em Hai > Oswald > Hai > GM ou Hai > GM > Oswald > Hai > GM para um melhor desenvolvimento da história, mas depois obrigatoriamente voltará para Oswald > Hai.

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Hai Meili em Seg 19 Out 2015 - 16:27

Off: Acho melhor a ordem "Hai>Gm>Ordem normal, como você sugeriu. Não pretendo mais fazer a pergunta, eu vou deixar a trama correr de um jeito mais misterioso, assim pode ser mais divertido.

Guardei o mapa e me despedi do senhor que me atendeu com tanta paciência, dei sorte de encontrar alguém que sabia de tanto. Com aquelas informações eu já tinha entendido mais ou menos como o Binga-san tinha conhecimento do local dos bandidos e que, possivelmente, ele era uma pessoa confiável. Ainda era possível que aquilo fosse uma armadilha, porém a possibilidade do ouro e a súbita vontade de ajudar um velho em apuros me faziam querer ir até lá mesmo assim.

Continuei perguntando para os logistas, mas as respostas eram sempre bem parecidas (Off: eu adicionei esse fato só para explicar a passagem do tempo, se não for condizente com o que tinha em mente, pode tirar). Queria procurar alguém para ir junto comigo, mas eu sei como funciona o negócio entre aventureiros, se não houver uma recompensa comprovada ou um pagamento adiantado é muito difícil arranjar alguém. Com esse pessimismo em mente nem cheguei a procurar outra pessoa para acompanhar, gastei a maior parte do tempo buscando informações e tentando arrumar algum tipo de ajuda dos mercadores que eu parava para perguntar sobre o Binga-san, seja ela qual fosse: uma fruta, um pedaço de corda, qualquer coisa que podia me ajudar na viagem.

Depois de tudo fui ao local do ponto de encontro. Estava, sinceramente, esperando que o homem estivesse alí, e minhas expectativas foram atingidas. Não deu para segurar o sorriso, foi espontâneo e sincero, eu realmente estava feliz de que o homem havia voltado. Fui me aproximando com passos lentos, já estava planejando que tipo de recompensa eu iria dar para aquele rapaz. Após alguns segundos estava na frente dele, nem esperei ele falar, agir ou confirmar se havia mesmo comprado os suprimentos, queria recompensá-lo apenas pelo fato de ter me esperado.

- Acho que posso ter sido um pouco rude antes. - Aproximei o meu rosto do rapaz, fitava-o nos profundamente, olho com olho. - Por isso vou te dar um pequeno presente por ter me esperado! - Meu rosto avançou devagar em direção ao do homem, como se fosse beijá-lo, porém minha boca passou pelo lado de seu rosto. Sussurrei ao ouvido de Oswald com um tom de voz manso. - Meu nome é Hai Meili, e por enquanto é só isso que você vai ganhar. -  Logo depois da fala, meus lábios envolvem, de forma branda, a parte inferior da orelha esquerda do homem, e pressionam com leveza, envolvendo o lóbulo da orelha de com uma sensação macia. Isso não deve ter durado dois segundo sequer, me retirei logo após a "premiação" e voltei a olhá-lo com um sorriso franco no rosto.

Resumo:
- Procurei mais informações e pedi itens para me ajudar.
- Voltei ao ponto de encontro.
- Deixe que minha luxúria mostrasse um pouco de sua face.

Off:
Devo ter colocado bastante ações em uma postagem, mas queria poupar um pouco de trabalho de fazer vários que não acrescentassem muita coisa. Além disso, talvez eu tenha adiantado muito o reencontro, porém Oswald pode ficar livre para fazer uma ação que interfira no meio de minha interpretação, como empurrar, desviar ou dançar macarena antes dela morder a orelha dele. Caso ele não se importar, peço que comece sua ação depois da minha =)
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Não é o Diff em Seg 19 Out 2015 - 17:57

Hai Meili fez tudo que podia para encontrar mais informações e talvez alguns suprimentos, mas ou os comerciantes conheciam tanto quanto o primeiro que ela falou, ou estavam duvidando do sucesso da missão dela, então tudo que ela consegui foi um saco de suprimentos e nada mais.

+ Suprimentos, já adicionados a conta.

Então aconteceu o tão esperado encontro entre Oswald e Hai Meili. (não narrarei mais que isso por não saber se o Oswald aceitou as ocorrências ou não)

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Convidado em Seg 19 Out 2015 - 18:32

Eu estava esperando a linda garota lá entre vários comerciantes e lá estava ela, nem demorou muito, vindo em minha direção com um lindo sorriso no rosto. Não dava para ver direito seus olhos por causa do capuz mas dava para notar que ele também sorriu quando a avistou. 
Ela chegou perto e falou sobre ter sido rude antes então eu respondi:

Fala- Tudo bem, eu entendo, afinal eu era um estranho aos seus olhos antes.


Então ela queria me recompensar, chegou muito perto do meu rosto, com certeza passou pela minha cabeça que ela iria me beijar, mas na verdade, ela cochichou em meu ouvido seu nome, "Hai Meli".


Fala- Prazer, Meli, se assim permite que eu a chame, e realmente é um nome tão lindo como como sua beleza.


Outro sorriso abre-se no face de oswald, mas ela ainda n tinha terminado, deu uma leve mordidinha em minha orelha que deu um arrepio na espinha, he ela deve ser selvagem.
Então ainda com o sorriso no rosto eu falo:


Fala- Eu trouxe este humilde presente a bela dama...


Então estendia a mão com a rosa, ainda sorrindo, e esperando que ela aceitasse de bom grado e depois terminava:


Fala- bom como você, linda Meli, comentou eu me encarreguei de comprar nossos suprimentos para a viagem. Comida, itens médicos, e outras coisas, espero que seja o suficiente, então por mim já estamos prontos para ir, se assim desejar. 


Pensamento- Espero que isso vala a penas, eu to quase sem ouro mas eu posso até conseguir uma linda mulher em compensação he he.


Então Oswald espera a decisão de Hai Meli sobre o que faríamos agora.

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Hai Meili em Seg 19 Out 2015 - 19:10

Meus olhos brilharam quando viram a eficiência do homem, ele realmente se deu ao trabalho de comprar todo que pedi e além. E o principal, ele me deu um presente! Ele pode até parecer suspeito...e eu posso até ser uma dama fácil de se conquistar, mas aquele cuidado mostrava que, se ele não fosse um homem galante, ao menos tentava ser! Meu sorriso era ainda maior, e eu tinha que me segurar para não soltar uns risinhos enquanto falava, meu rosto ficou até um pouco vermelho. Eu queria, agora ainda mais, ver como era aquele homem em um quarto fechado e sem roupa, mas isso ia ter que ficar para outra hora.

- Obrigada! É um belo presente. - Peguei a rosa de sua mão e esperei ele terminar de falar. Me elogiava muito, principalmente minha beleza. Não é querendo ser metida, mas eu sabia que era linda, porém outra pessoa afirmando elevava ainda mais meu ego. Levando em conta que, para ele, eu também sou uma total estranha, posso afirmar que meu charme de mais cedo também surtiu efeito. Que bom, seria muito chato se eu fosse a única que estivesse com segundas intenções. Uma voz em minha mente tentava falar comigo e me alertar dos perigos de estar junto daquele homem, mas minha confiança em minha força e minha "promiscuidade" a silenciava,.

Assim que ele terminou de falar tudo gesticulou com a cabeça afirmativamente. Era bom aproveitar que ainda estava de dia, não sabia exatamente quantos dias de viagem eles iriam enfrentar, então sair o mais cedo possível era a melhor opção. - Sim, vamos logo! Eu pensei em chamar mais alguém, porém não tenho como convencer que isso vai ser lucrativo. Bem, ao menos os comerciantes falaram que o senhor realmente tem uma boa renda e é confiável, além de estarmos indo em direção a um esconderijo de bandidos que devem ter pilhado bastante dinheiro. - Enquanto falava eu me dirigi ao lado do homem e segurei o seu braço, guiando-o na direção em que seguiríamos. Após terminar de falar lembrei da rosa que ele havia me dado, coloquei-a em e meu cabelo. A cor não combinava muito com minha, mas eu nunca me importei com moda. Olhei para Oswald sorrindo e virei um pouco o rosto para que ele pudesse ver a flor sendo usada como acessório. - Que tal? - Não dei tempo para ele responder, me aproximei de seu ouvido e sussurrei algo de novo. - Ah, não se preocupe...eu vou te recompensar muito bem por este presente e todo o seu trabalho!
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Não é o Diff em Ter 20 Out 2015 - 23:50

E o encontro entre os dois fez queimar um pequeno fogo no coração de cada um, fazendo com que a atenção que estava voltada ao rapaz faltasse na hora de notar os cartazes que diziam que o rapaz na verdade era procurado.

A decisão dos dois foi de fazer a viagem o mais cedo possível, levaria alguns dias para atravessar a estrada mas não tanto tempo quanto deveria numa viagem completa, afinal parariam no meio do caminho.

Oswald só se preocupava um pouco em como esconderia sua aparência dos guardas (só põe o capuz que ta de boa).

A viagem era longa, duraria em torno de 11 dias e meio forçando-os a gastar todo o suprimento que tinham, porém os viajantes ainda descobririam isso.

Off: Continua na estrada de Jilya a Pejite, narrem sua chegada a caverna e talvez qualquer coisa notável que tenham visto durante a viagem.

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Convidado em Qua 18 Nov 2015 - 13:50

Finalmente depois de alguns dias viajando pelo rio Sirius num barco que transportava mercadorias e suprimentos onde conseguiu barganhar sua passagem com o capitão, El Cid pisava novamente em terra firme, dessa vez na região sul, precisava ficar afastado por um tempo do norte, afinal depois do seu último trabalho que acabou não dando muito certo os capangas do homem que ele assassinou quase de certeza devem estar tentando encontra-lo, porém para alguém furtivo, rápido e astuto como aquele elfo negro era fácil se esconder e escapar.

Já faziam alguns minuto desde que havia deixado o barco e pisado em solo firme, a sua caminhada já havia tido tempo suficiente para que adentrasse na cidade e se encontrasse agora em meio a um bocado de pessoas transitando pelas ruas, por enquanto ainda tentava ser discreto, utilizava o seu sobretudo e o capuz do mesmo cobria a sua cabeça, fazendo sombra no rosto dificultando que as pessoas pudessem ver a face.

- Bom dia senhor, pelo visto é um forasteiro e deve estar perdido, algum lugar específico que deseja encontrar?

- Não acha que se eu necessitasse de ajuda não já teria procurado por conta própria? Poupe-me dessas percas de tempo... - Curto e grosso como de costume, assustando o pobre rapaz que fora tão gentil e apenas tentou ajudá-lo.

Virou as costas pro guri e simplesmente seguiu caminho tentando encontrar algum bar ou local onde os beberrões e pessoas de má intenções daquela cidade frequentavam, afinal, precisava trabalhar pois é a única coisa que lhe motiva a seguir em frente, um pouco de má fama e o medo das pessoas por saberem do que é capaz, precisava matar e lucrar alguma grana.

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Não é o Diff em Qui 19 Nov 2015 - 19:29

El Cid demonstrara sua índole no momento em que chegou na cidade, recusando ajuda de um pequeno homem que desejava apenas auxiliá-lo. A cidade estava escurecida pela noite e estava chovendo, os pingos de chuva atacavam as ruas e as casas impiedosamente, tornando tudo aquilo numa grande apresentação de uma orquestra de batuques regida pelas nuvens acima. O jovem drow não teve que procurar muito para encontrar um bar velho e provavelmente o tipo de lugar que gente de bem passaria longe, pouco podia ser visto da cidade por causa do breu da noite porém foi fácil visualizar o nome do lugar depois de chegar um pouco perto, "Pônei Saltitante", um nome estranho para o tipo de lugar que era mas talvez fosse um caso em que o nome não dizia muito sobre a natureza do estabelecimento.

El Cid parou e se protegeu da chuva na cobertura do bar que acabara de encontrar, e agora já pensava em como agir depois de entrar.

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Convidado em Qui 19 Nov 2015 - 19:46

A cidade estava escura e chovia bastante, era muito difícil vislumbrar qualquer coisa que estivesse a mais que três metros a sua frente ainda assim El Cid caminhou por mais algum tempo até que finalmente encontrou um bar que pela sua aparência com certeza era o que procurava, mas o nome do local parecia não dizer muito a seu respeiro. Rapidamente o jovem drow foi para de baixo da cobertura do bar onde pode se proteger da chuva. Bom, algumas possibilidades de como fazer uma entrada não tão discreta no local vieram a sua cabeça mas no final ele acabou decidindo fazer tudo no improviso.

"Que se dane!

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Galariel em Qua 25 Nov 2015 - 15:37

O Sol ainda raiava quando Syni já caminhava pelas ruas de Jilya eu olhar serio e penetrante empunhando seu machado firme em sua mão esquerda. Os dedos, mão e parte do ante braço dela estava sujo de sangue do "café da manha" que havia pegado nas redondeza na cidade, onde o esfolou, assou e comeu  em um fogueira, alem disso o machado tambem estava sujo, assim como sua canto de sua boca.

A Barbara buscava procurava algo para poder tirar uma grana, pois e uma das poucas coisas que entendia dessa sociedade e que essa moedinhas douradas tinha muito valor. A Syni continuava caminhando pela cidade procurando por entre os quadros de empregos algo que a interessa-se e como sempre com seu torso livre sem vestes carregando suas pinturas de batalha feita de sangue e seiva das arvores.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Sex 27 Nov 2015 - 10:15

@Galariel

Cap 01
Prólogo
*******************************************************************


A mulher caminhava pelas ruas apertadas da cidade, seu tamanho já chamava atenção da maioria se não de todos que por ela passava, os seios a mostra e os sangue em seu braço, boca e machado assustavam os mais covardes e despercebidos.

O caminho se abria, ninguém ousava ficar na frente da mulher que caminhava normalmente apesar das pessoas e das ruas apertadas. Não demorou muito e achou uma parede, com algo parecido com um quadro negro, cheio de panfletos com empregos, temporários ou/e não. Alguma coisa poderia servir.

Opte por algo na região Sul,que é a localidade da cidade em que está. Mas se preferir por optar em outra coisa.

Ou se preferir.. da uma olhada aqui.

OFF: coloque o link da sua ficha em sua assinatura.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Galariel em Sex 27 Nov 2015 - 15:24

A Barbara continuava suas marcha em passo altivo e forte, enquanto caminhava observava aqueles "ratos" que corriam e se escondiam enquanto ela passava, Syni sentia asco em uma sociedade de base fraca onde covardes e folgados estavam no comando e o que ela via agora era o resultado disso.

Mas o que os outros faziam de suas vidas não importava para a guerreira e avistava o quadro com os cartazes preso, assim uma vez na frente deste passava analisar seu conteúdo apesar sua não fazer ideia do que aqueles símbolos queria dizer. Depois de algum minutos analisando aqueles papeis sem entender nada ela olhava para o lado procurando a primeira pessoa que tivesse na sua vista e assim o puxava para perto dela ao lado do quadro e diz apontando para dois dos cartazes.
-Você Ler....Phord whol uns'aa go'h!!. Phord! Ler!!..

Off: os cartazes que ela aponta 
"CAÇADOR DE INSETOS":
Descrição: Trabalho considerado de grande importância para Pejite, pois este considera os insetos do Fukai e o próprio Fukai como sua maior ameaça. O empregado desta profissão tem como objetivo impedir a proliferação desta praga que são os insetos do Fukai, principalmente através da eliminação destes
Contratador: Erasmo
Local: Pejite / Exército de Pejite 
Pagamento: 5 POs por monstro.



Tipo:
 NPC
Nome: Asdrubal Arantes Aquino (TriploA)
Raça: Humano
Crimes cometidos: Incontáveis estupros e assaltos
Recompensa: 60 PO's
Pista: Foi visto pela ultima vez nos arredores do deserto
Levar a: Qualquer autoridade.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Seg 30 Nov 2015 - 9:42

@Galariel


Cap 01
Prólogo
*******************************************************************


Um homem de porte médio fora alvo da Barbara que o puxa para perto de só com tamanha facilidade. O homem entende que era para ele ler oque estava escrito onde ela apontava e assim o fez.

-Este primeiro o governo paga para quem caça insetos que volta e meia saem do Fukai e o segundo é para procurar um fugitivo acusado de estupros e assaltos e anda perto do fukai..-

A voz do homem era de medo, pois fora pego de surpresa e ainda a força pela mulher. As pessoas evitavam olhar, mas alguns curiosos arriscavam espiar o que se passava em frente ao mural.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Galariel em Seg 30 Nov 2015 - 10:42

Syni olhava para o homem se tremia de medo quando ela o puxava, mas ela conseguia entender o que ele falava mesmo com a voz do mesmo tremula de medo, assim a barbara, afanava na cabeça do mesmo como fosse a de uma criança com a mão que ainda segurava o machado, olhando-o nos olhos com leve sorriso na boca. Havia ficando contente em ter conseguir de comunicar dessa vez sem ser na base do sopapo e pontapés.

- G'rftte, Bwael wiu!

Siny demorava mais alguns segundo pensando ainda segurando o rapaz ela camisa, como se ela tivesse tentando lembrar de algo que haviam dito para ela a tempos atrás e assim voltava a olhar para o mesmo, com olhar questionador.

- Onde Fukai? Chegar eu? Vel'klar zhah Fukai? Zhennu tu'ph'pholor l'toha k'lar draa emp'poss pholor us.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Qua 2 Dez 2015 - 8:47

@Galariel


Cap 01
Prólogo
*********************************************************************************************************


O homem aponta a direção, mas opta em não falar nada, não queria arriscar mais a sua integridade física.

A mulher olha na direção, na qual é apontada e as pessoas que observavam tudo, se afastavam um pouco na tentativa de fugir do olhar firme da mulher.

A viajem levaria 2 dias, mas a julgar, não seria problemas para a Bárbara.

Off: Poste no Fukai, e comente algo sobre a viagem. Lá vc vai encontrar um arqueiro em uma árvore, abatendo alguns zumbis.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Galariel em Qua 2 Dez 2015 - 12:28

Syni apenas via o rapaz ainda se borrando todo de medo enquanto apontava para a suposto caminho em direção ao Fukai, então a barbara soltava a rapaz ajeitando a camisa dele  que ela havia amarrotado e assim sorria para ele um pouco.

-G'rftte, Bwael wiu. Taudl whol ussta kke mii'n

Assim uma vez com seus caminho conhecido e objetivo traçado, a barbara puxava os dois cartazes guardava e o machado também e assim iniciava sua jornada rumo para o Fukai
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Ringo em Qui 12 Jan 2017 - 14:24

Vivi muito tempo em Mir como você bem sabe, praticamente minha vida inteira e jamais havia imaginado que Jylia, ainda que ao meu ver fosse uma vila, jamais consegui conceber que esta cidade tivesse uma vida tão agitada. O sol mal havia se erguida e as ruas fervilhavam, por todo lado eu via comerciantes, a talvez  4 metros de onde eu estava havia um youkai meio elefante usando  um turbante estranho na cabeça que parecia vender tapetes – Feito do legitimo pelo de camelo do fukai! -O que é um "camelo do fukai" também não sei? Mas ele gritava ele para quem quisesse ouvir isso para promover seu produto obviamente. Um zumbido intermitente soava ao meus ouvidos ocasionalmente, nada que incomodasse de fato mas me intrigava bastante, demorei um pouco para perceber que a alguns metros da minha cabeça havia um universo totalmente paralelo e aparentemente alheio de comercio rolando, eram as fadas e fados (?) extremamente atarefadas em seus afazeres, elas riam, cantavam, gritavam e aparentemente tudo isso ao mesmo tempo, era como se existisse uma outra cidade nos tetos de Jylia, seja como for optei por não continuar analisando a vida das fadas, afinal se elas percebessem que eu estava ali olhando para elas provavelmente iriam querer conversar, e pelos deuses, quando uma fada começa a falar com você ela simplesmente não para mais, era o tipo de atenção que eu não queria agora. Seguir o pelotão não era uma tarefa exatamente difícil, já que pareciam ser os únicos militares nas redondezas, passamos próximos a um beco onde alguns bêbados pareciam dormir, tendo o tipo de sono que só uma boa garrafa de cachaça pode te proporcionar, a julgar pelo cheiro forte de urina que de lá exalava ficou obvio que muitos dos passantes que tinham dificulte em controlar suas necessidades urinavam ali, uma especie de mictório ao ar livre, se os bêbados se preocupam com isso? Não enquanto houvesse mais uma garrafa creio eu, aquela cena me deixou um tanto quanto triste, não me agrava em nada ver pessoas naquele estado em meio a sujeita, até mesmo cogitei ir até aquele beco e tentar fazer alguma coisa porem, tive que deixar isso para depois, primeiro eu tinha que resolver outro problema, e com uma promessa mental a respeito continuei meu caminho.


Resolvi focar minha atenção para aquele pelotão, enquanto caminhava a alguns pares de metros deles comecei a me perguntar se Jylia tinha algum tipo de exercito, e obviamente lembrei-me que não, se eu tivesse prestado mais atenção antes teria me poupado um tempo precioso, eu estava seguindo guardas de Pejite o tempo todo. Constrangido, mas orgulhoso demais para admitir, continuei caminhando, como se nada houvesse ocorrido.

Foi quando eu subi uma colina quase na saída da cidade que vi o panorama total de Jylia, sem dúvida um lugar ímpar no continente, eu estava alto o suficiente para perceber cada pequena edificação, a hospedaria de onde eu havia saído mais parecia um grão de arroz naquela distancia. Enquanto eu admirava Jylia uma daquelas construções me chamou a atenção, parecia ser uma espécie de colégio em meio a um bosque, era difícil dizer o que era dado a distancia em que eu estava, tudo o que sabia naquela hora era o óbvio, era uma edificação com algumas quadras? Não, eram pátios, seguramente eram pátios, em meio a um bosque.


Já estava perto do meio-dia quando decidi ir para aquele lugar, com alguma sorte no meio do bosque encontraria uma árvore com frutas para me alimentar e um pouco de água, e se a sorte estivesse do meu lado, arranjaria um afazer naquele local, afinal, é uma cidade grande há sempre gente disposta a pagar alguma coisa para quem quer trabalhar, ao menos é o que eu acreditava naquele momento.

__________________________________

-"Devia ter morrido mais tarde; então, houvera ocasião certa para tal palavra. O amanhã, o amanhã. Outro amanhã, dia a dia se escoam de mansinho, até que chegue, alfim, a última sílaba do livro da memória. Nossos ontens para os tolos a estrada deixam clara da empoeirada morte. Fora! apaga-te, candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de sons e fúria, que nada significa." -






Macbeth (W.S.)

Legenda
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Qua 18 Jan 2017 - 13:13

O que se faz quando a Hospedaria mais famosa e popular da cidade está completamente lotada? Mas eu vi um homem saindo daqui agora, certo que estava saindo de um quarto, ou o mesmo obteve a resposta exatamente como eu.

Saio de lá e começo a caminhar pelas ruas a procura de outro local no qual poderia m alocar, pensei por alguns segundos e a resposta era óbvia, não havia local. Certamente nada comparado ao que eu tinha em casa.

Começo a caminhar até ver um pequenino grupo de guardas de Pegite, este no qual eu abordo pedindo informações, normalmente pelo que me lembre, eles não são muito de falar, mas devido minha postura e vestimenta, fui tratada por igual a eles.

Não tendo sucesso no que queria, começo a andar para a saída da cidade, um camponês certamente aceitaria umas peças de ouro em troca de uma cama, olho ao redor, para os campos e para a colina, lá vejo um silhueta, pequena, mas vejo que é um homem. Talvez pudesse ser um camponês e me cederia um local por algumas moedas, inicio então a caminhada até ele.
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Ringo em Qua 18 Jan 2017 - 14:46

O barulho do cascalho sob meus pés parecia ser minha única companhia em direção aquele local, a vegetação pantanosa rasteira começou a dar espaço a árvores com raizes cada vez mais grossas e presentes. - “São cedros?” - Pensei comigo - “não, isso não faz sentido, um cedros não vivem em pântanos” - minha consciência me repreendia, enquanto eu desviava de uma raiz grossa que atravessava a estrada, na cidade era dificil ouvir qualquer outra coisa a não ser a própria cidade, mas agora que eu estava um pouco mais afastado comecei a ouvir com clareza os pássaros, alheios as gritarias da cidade, aqui pareciam cantar com calma e naturalidade.

Talvez trazidos pelo vento, gritos coordenados de várias pessoas se faziam ouvir a distancia, não eram gritos de dor, tampouco de medo, era algo mais sólido que isso, as vozes eram uníssonos a cada novo urro - “é um treino”- novamente minha consciência se fazendo presente, alguns daqueles gritos eram tão forte que ocasionalmente assustavam alguns pássaros que disparavam a voar para longe. Naquele instante, ficou claro para que eu estava indo em direção a um templo de monges que praticam artes marciais.

Foi quando eu já estava na floresta que eu percebi que havia alguém seguindo o mesmo caminho que eu havia tomado, a passada do meu companheiro de estrada era lenta e calma, o que me fez ter a impressão de que talvez fosse um camponês, ou talvez um monge frequentador do templo, seja como for não havia necessidade para eu me preocupar, ou ao menos assim pensava.

Enquanto caminhava comecei a ouvir um barulho de agua corrente, foi quando percebi o córrego, tendo seu leito correndo a alguns metro da estrada de terra batida, foi quando desviei levemente meu caminho para o pequeno riacho, afinal eu estava começando a ficar com sede. Ao chegar lá, observei a agua corrente, pequenos peixes de não mais do que 5 cm de tamanho nadavam em seu leito, e alguns camarões escondiam-se sob alguns galhos secos submersos, para mim era um sinal óbvio de que a agua era potável, então inclinei-me e com as mãos em concha levei um pouco de agua a boca algumas vezes, depois de alguns goles de agua sentei-me a margem do pequeno rio para descansar um pouco, afinal eu estava caminhando o dia inteiro, e embora meu corpo ainda não estivesse exausto era prudente não abusar, resolvi por repousar um pouco para recuperar um pouco o fôlego antes de continuar a caminhada.

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-"Devia ter morrido mais tarde; então, houvera ocasião certa para tal palavra. O amanhã, o amanhã. Outro amanhã, dia a dia se escoam de mansinho, até que chegue, alfim, a última sílaba do livro da memória. Nossos ontens para os tolos a estrada deixam clara da empoeirada morte. Fora! apaga-te, candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de sons e fúria, que nada significa." -






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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Qui 19 Jan 2017 - 10:26

A medida que comecei a caminhar na direção da silhueta percebi que a mesma ia se afastando, mas já que estava indo na mesma direção que ela não custava nada continuar, uma hora encontraria algum camponês.

A diferença entre as vibrações, externas e internas, era facilmente perceptíveis. Os Söns da natureza prevaleciam sobre os dos comerciantes ganhando a vida, nessa distância até o som dos passos já é maior que o resto. O vento que percorria entre as árvores fazia uma brisa deliciosa fluir entre meus cabelos e acariciar minha pele, neste momento me senti beijada.

Já faziam alguns minutos que estava caminhando e após passar a colina, havia perdido o homem de vista, e o corpo já reclamava com a temperatura elevada gerada pela mecânica dos movimento, precisava me refrescar, e quem sabe descansar um pouco. Escuto então o som do riacho que percorre o entorno da cidade. Agora, deixando de ser uma princesa guerreira, preciso correr atrás dos meus alimentos é um peixe assado seria uma boa.

Quando decido olhar para o rio, me deparo com um homem sentado a sua margem, o mesmo parecia estar olhando para o horizonte. Coloco a mão na espada, não a de empunhar, mas a de apoio para precaução, me aproximo um pouco deixando claro com os passos que havia alguém ali.

-Aproveitando a sombra senhor?-
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Ringo em Qui 19 Jan 2017 - 20:19

A tarde estava linda, o vento faziam as folhas das copas das arvores balançarem o movimento era calmo e quase que coordenado, como se o vento regesse uma estranha dança entre as folhas e a luz do sol, e tudo o que eu conseguia pensar enquanto um sorriso bobo começava a surgir no meu lábio era -"Deuses, como é bom estar vivo para ver isso."-  não me entenda mal, é que antes de ser escravo  fui comerciante, e  minha vida tribulada, quero dizer, em minha outra vida, jamais teria tempo para simplesmente sentar e observar esses detalhes. 

Até mesmo o riacho parecia estar atarefado pintando um quadro feito de sombras e reflexos dessa dança, e alheios a tudo aquilo estavam os peixes e os pequenos camarões, em meio a um pensamento e outro de devaneio percebi que, embora parecesse raso da onde eu estava a realidade não se apresentava assim, talvez a um pouco mais de dois metros a profundidade dele aumentava, talvez uns 2 ou 3 metros de profundidade -"Os peixes maiores devem estar ai- pensei comigo, provavelmente um buraco no córrego causado por erosão natural da correnteza explicaria aquele buraco súbito em um riacho, quando acompanhei o sentido das correntes com meus olhos percebi que a um pouco mais de 6 metros de onde eu estava a água voltava a ficar rasa, talvez uns dois ou três palmos de profundidade,  isso em grande parte se devia a uma grande pedra que estreitava levemente o riacho, justamente a pedra que deveria estar no buraco a minha frente. 

Quando comecei a pensar em uma maneira de pegar alguns peixes tive meu raciocínio interrompido, passadas pesadas começavam a se aproximar, o barulho metálico deixava claro que era alguém de armadura, -"Guardas aqui?"- perguntei-me sem grande expectativa de resposta. Antes mesmo que eu pudesse me virar  e verificar do que se tratava a voz feminina se fez presente. 

 
-Aproveitando a sombra senhor?-




Era uma voz jovial e estranhamente segura de si.  - Sim, Naturalmente. - respondi me levantando.


Bati as palmas das mãos para remover a terra que se acumulava entre meus dedos e quando ergui a cabeça me deparei com uma garota languida e loira,seu cabelo curto brilhava quase tanto a luz refletida na água, mas o que roubou minha atenção naquela garota eram seus olho, tive a impressão de que eram cor de mel e exalavam confiança, na verdade, tive a impressão de que a altura da garota não era o suficiente para comportar tanta convicção, até mesmo a postura da garota tentava passar essa imagem, todavia, a armadura dela não me fazia sentido - "Ela age como alguém que sabe o que estava fazendo, mas essa armadura, só mostra que ela nunca pisou em um campo de batalha... Afinal, o que alguém assim esta fazendo em uma estrada no meio do nada?" - minha consciência sussurrava a minha orelha.


Não que eu precisasse me  justificar de alguma coisa, mas velhos hábitos nunca mudam, especialmente hábitos de comerciante, alarguei meu sorriso de maneira natural e disse cortesmente: 

- Na verdade eu estava pensando em pescar alguns peixes para mais tarde. - 

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-"Devia ter morrido mais tarde; então, houvera ocasião certa para tal palavra. O amanhã, o amanhã. Outro amanhã, dia a dia se escoam de mansinho, até que chegue, alfim, a última sílaba do livro da memória. Nossos ontens para os tolos a estrada deixam clara da empoeirada morte. Fora! apaga-te, candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de sons e fúria, que nada significa." -






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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Seg 23 Jan 2017 - 12:56

Então é você!

Pensei ao ver o homem em pé, que se limpava dos resquícios de terra que ficavam em sua mão e sua roupa. Incrível como o corpo acompanha a mente, por mais discreto que ele tentou, seus musculos faciais acompanharam seu pensamentos, que de certo modo se espantou a ao terminar de me analisar. Diferente de um olhar malicioso, este estava aprendendo ou tentando entender alguma coisa, essa que até me fez baixar a cabeça e me analisar também.

-Desculpe atrapalhar seu descanso, mas estou a alguns minutos atras de você. Lhe sigo desde o topo da colina ao lado da cidade.-

Dei alguns passos em direção do rio e parei ao lado dele, aparentemente ele não demonstrava nenhuma ameaça, mas não retirei a mão da espada.

-Gostaria de saber se tem alguma casa na região, estou disposta a pagar por uma estadia essa noite.-

Não tive muito contatos com jovens e homens na minha vida, apenas aqueles que ousavam treinar comigo e meu tutor, mas este de certa forma esta me fazendo sentir coisas que não compreendia.

-Quem sabe, conseguimos comprar alguns peixes no mercado próximo...-
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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Ringo em Qui 26 Jan 2017 - 4:19

- Já havia percebido que alguém tomou o mesmo caminho que o meu, mas imaginei que fosse algum camponês.  - respondi educadamente sempre mantendo um sorriso amigável no rosto – Jamais imaginaria ver uma amazona. -

O terreno próximo ao córrego era levemente inclinado, eu não conseguia saber se isto era devido a ação humana ou devido a erosão das cheias e vazantes do riacho, o fato era que a garota estava em um plano mais elevado que o meu, me obrigando a olhar levemente para cima para falar com ela,  eu sei o quanto isto parece simples, todavia aquela pequena depressão geológica deixava a pequena garota de olhos cor de mel gigante de muitas maneiras diferentes, não tenho vergonha alguma em dizer que mesmo que por um segundo, pensei que estava diante de uma deidade em forma de guerreira... Não me julgue assim tão rápido, lembre-se que tenho a alma a prémio e, quando você percebe que o demónio em pessoa sai do buraco que costuma rastejar para pegar sua alma, bem, digamos que neste momento você começa a aceitar quem a mais absurda das coisas é possível.  Foi neste instante que percebi que acabei me perdendo em meus pensamentos, eu realmente deveria estar com um olhar distante pois o semblante da moça mudou, ainda que por um milésimo de segundo - “deve ser o calor, talvez a fome, ou até mesmo a caminhada...” -  Minha consciência mentia a fim de me confortar, obviamente isso não funcionou.

- Perdão, tive um breve devaneio, me perdoe, o que dizia? - fiz uma breve pausa enquanto afagava meu queixo procurando aonde eu havia me perdido – Ah, sim! Peixes...- respondi com um estalar de dedos, como se aqueles leve barulho tivesse destravado alguma tranca invisível da minha mente.  - Comprar peixes seria uma boa ideia – voltei minha atenção para o lago e então calmamente olhei novamente para a amazona – No entanto, tenho outra coisa em mente, tenho certeza de que consigo pescar alguns peixes, ou talvez alguns camarões – minha voz mantinha-se contida e cordial, e minha confiança era visível através do meu sorriso, ou assim imagino, não havia como eu saber naquele instante. Naquele instante caminhei calmamente em direção aquela garota, e só agora percebi que a mão dela repousava sobre a espada,  não era uma postura de batalha, ao menos não uma que eu conhecesse, longe disso, estava mais para uma mensagem velada. Agora já a alguns metros de distancia conseguia ver o rosto da amazona com clareza - "Você está delirando meu amigo..."- novamente a voz na minha cabeça adiantando conclusões. O vento fazia a pequena franja dourada arrepiar-se,  foi com ajuda dele que consegui perceber a pele dela era tão clara quanto pérolas encontradas nos mais profundos oceanos e provavelmente tão macia quanto seda, e assim como seus cabelos, ora o outro as aguás permitiam que o brilho do sol a tocasse. De fato, nada naquela amazona dos olhos cor de mel fazia sentido, uma armadura sem marcas, uma pele que nunca foi castigada pelo sol, e uma atitude de gigante, o que mais ela escondia? De fato, minha consciência talvez estivesse certa agora, talvez eu estivesse delirando.  

- Não sei se é de seu interesse mas, sinta-se convidada, faz algumas semanas que não converso com ninguém -  novamente fiz uma breve pausa, me ocorreu o quão estranha era aquela situação, foi então que remendei minha fala com uma piada, afim de tornar aquilo que eu já havia dito menos... estranho

-  A menos que ouvir resmungos do Sr.Krios possa ser considerado conversa...-
novamente mantive uma pausa, esperando ela entender a ironia de se conversar com um youkai que não morre de amores por humanos, para então estender a mão direita e dizer -Permita que eu me apresente, sou Valjean, Dantom Valjean -

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Re: Ruas de Jilya

Mensagem por Rubi Make em Qui 26 Jan 2017 - 13:24

Era de fato, que o pouco em que me encontrava com ele já me deixava mais aliviada, ele não era ameaça e estava de certa forma me fazendo ficar relaxada, confortável. Seus olhares e pensamentos analíticos não me incomodavam, não me irritavam e não me assediavam, ele era, diferente.

Um sorriso em minha face era estabelecido quando menciona sobre ter um dialogo com Krios. Olho para ele e realmente, este homem era muito lindo, educado e gentil.. alguma coisa estava errada, alguma coisa o fez mudar e ser assim, agora a pergunta é saber oque.

-Certamente, nada agradável seria.-

Olho sua mão em direção de um cumprimento, leve e suave, mas certo do que estava fazendo.

Serro os olhos levemente e giro a cabeça com um leve desconfiar.


-Rubi Make, filha de Lord Make.-

Estendo a mão e o cumprimento em forma de respeito e confiança, no entanto, no momento em que sua mão tocou a minha com firmeza, meu corpo deu uma leve estremecida, algo que nunca ocorrera, me senti uma menina indefesa e rapidamente retiro a mão tomando a postura.

-Não sou bom com pescas, mas posso acender a fogueira!-

Exclamo com uma leve corada no rosto e já me virando para o rio novamente tento disfarçar a situação na qual eu me coloquei. E minha mente, a imagem do rosto dele predominava sem esvair e quando me dou por conta, estou segurando a mão na qual outrora cumprimentou o viajante.

Já era final de tarde e o vento fazia com que meu cabelo dançasse, leve e livre.
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Re: Ruas de Jilya

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