Estalagem Coelho Branco

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Qua 11 Nov 2015 - 8:41

Lautrec ficou relativamente confuso com a situação, mas estava tão feliz de essa abordagem ter funcionado que não ligou muito. Ele gritou por Daria e comprou dois maços de cigarros, então se dirigiu a saída do bar após se despedir da mesma.

Lautrec, ao sair para fora do bar, simplesmente encostou numa parede perto da porta e esperou por Vaia.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Qua 11 Nov 2015 - 20:56

Vaia então viu Lautrec saindo sem trazer a cerveja que ele acabara de pedir à balconista. “Err... animal” ela pensou. E já foi dizendo:

- Lautrec! Volte lá buscar a cerveja que acabou de me oferecer, seu jumento! – a entonação da garota quando falava com o rapaz já parecia com a de alguém que o conhecia a um bom tempo. Vaia era assim. Quando ia com a cara de alguém, logo se tornava amigável.


E volta o cão arrependido pra dentro do bar buscar a cerveja.


Dentro de um minuto retorna, entregando à garota.


Antes que ele pudesse falar algo, ela já falava:


- Ok Lautrec. Primeiro: eu não vou me deitar com você, porque nem de homem eu gosto! - o rapaz fez uma cara de decepcionado – E, segundo! Desembucha logo o que aconteceu com você e por que está tão carente e agindo como um retardado, dando risada à toa desse jeito! Minha intenção era te passar pra trás, mas acho que você é do bem. Então me fala no que eu posso te ajudar. Quem te sacaneou? Quem sabe eu não passo ESSA pessoa pra trás... Assim já te ajudo a sorrir um pouquinho, seu abestado.
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Qui 12 Nov 2015 - 13:28

Lautrec soltou uma risada de quem realmente não acreditava que ela conseguiria passar pra trás quem o "passou pra trás", então disse:

- Eu trabalho pra esse cara, e tinha esse trabalho, e vir a esse pequeno bar é minha última opção de tentar encontrar algo na vida antes do suicídio. Eu usei o dinheiro pra... - Então percebeu que talvez a ordem dos fatos não estava fazendo muito sentido, tentou recomeçar - Olha, meu nome é Lautrec, eu tinha uma filha e uma esposa que eu amava muito, e um dia alguém contou pra ela que eu traí ela sendo que eu realmente não me lembro de trair ela, maaaas eu entendi que talvez fosse melhor se eu as deixasse devido a forma que os fatos estavam sendo apresentados, isso as pôs em uma situação difícil e eu fui oferecido um trabalho de matar alguém, e estavam pagando uma quantidade absurda por ele, e quando eu recusei por ser uma garotinha de 8 ou 9 anos eles ameaçaram matar a minha esposa e minha ficha, tendo certeza de torturar minha esposa na frente da minha filha antes.. então eu fiz o trabalho, recebi uma quantidade imensurável de dinheiro e dei a maior parte do dinheiro pras duas anonimamente.. - Então ele se encostou na parede e arrastou até cair sentado no chão, olhando pros pés enquanto falava - E eu não consegui dormir mais de 2 ou 3 horas sem acordar gritando e suando nos últimos 3 meses - E então olhou pra cima e falou sorrindo - O trabalho foi dado de forma anônima, não tem quem passar pra trás, não tem de quem eu me vingar, não tem nenhuma missão suicida num local super protegido para eu ir tentar... ah, sei lá, acho que se você me passasse pra trás e pegasse todo esse dinheiro que restou eu ficaria mais feliz do que triste.. - E então se levantou disse - Me conte de você, qual é seu nome, o que faz aqui?

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Qui 12 Nov 2015 - 14:23


Vaia não esperava ouvir tamanha história cabeluda. Mas pela forma com a qual o rapaz contou, infelizmente a barbaridade só podia ser verdade.
 
- Quem te vê sentado no bar bebendo assim realmente nem imagina que tipo de coisa te aconteceu... Seu caso é um tremendo infortúnio. - a garota realmente não via saída pro rapaz, a não ser uma vida nova. - Meu nome de verdade é Vaia. Nasci em um bordel, e minha mãe morreu no parto. Uma prostituta. Farta daquele lugar, fugi e fui viver do jeito que eu queria. Minha vida também não é um mar de rosas, como pode ver. Me passa um cigarro!
 
Lautrec nada disse, apenas passou um cigarro, e, em seguida, jogou um isqueiro para que a garota pudesse acender. Ela então o fez, e jogou a fumaça do primeiro trago pro alto. Guardou o isqueiro de Lautrec em seu próprio bolso e então quebrou o silêncio:
 
- Não vejo por onde resolver seu problema. Sou só uma pobre dançarina! - Vaia riu com sua própria ironia - Acho que pra você caberia o mesmo... Esquece isso e começa outra vida. Em outro lugar. Fazendo outra coisa. Você foi bonzinho com o mundo, e o mundo, em resposta, colocou no seu @#%$@. Tá na hora de botar no dele, Lautrec.
 
Compartilharam então a cerveja.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Sex 13 Nov 2015 - 3:09

Após o fim da conversa, Lautrec fez uma proposição a vaia:

- Vaia, eu devo estar bêbado então me perdoe se isso for algum tipo de pedido louco, mas você... pelo que eu percebi pelo menos, é alguma forma de aventureira né? O que você diria se eu me aventurasse com você? Sei lá, pegando algum bandido, ajudando pessoas em perigo, matando grandes monstros do mal, sei lá, devo só estar bêbado mesmo mas.. se aceitar meu pedido, o resto do dinheiro que sobrou é seu, eu não quero nada com aquele dinheiro sujo de sangue.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Sex 13 Nov 2015 - 7:42

A garota decidiu então fazer uma brincadeira:

- Pois é aí que está o problema, senhor Lautrec!

O rapaz se gelou todo. A pausa foi dramática.

- Como podemos começar uma aventura com você bêbado... E eu sóbrea desse jeito? - o rapaz então sorriu - quem não estiver de ressaca amanhã é a mulher do padre! Bora gastar esse dinheiro maldito pra alguma coisa boa, seu careta! O que passou, passou. Afinal... Essa tal menininha deve ter feito alguma coisa pra quererem ela mortinha, não acha?

A união de caminhos se consolidou ali. Assim como os hábitos, que se instalam sem que percebamos... Histórias parecidas se unem, como que buscando sanar sua insatisfação com o passado.

Então a noite termina com celebração, ali mesmo naquela taverna, e a aventura dá lugar à festa, para continuar no dia seguinte. Em outro lugar.


Spoiler:
Adorei haha realmente não esperava me juntar à minha vitima. Essa noite beberemos e no dia seguinte vamos caçar o que fazer!
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Sex 13 Nov 2015 - 13:09

Ambos tiveram uma noite de "festa" no bar, contando sobre suas aventuras e bebendo. Lautrec deixou que Vaia passasse a noite em sua casa, não chegaram a dormir na mesma cama mas mesmo que dormissem nada ocorreria, bêbados e cansados demais depois daquela noite. No dia seguinte, quando acordaram já estava a tarde, e estavam com uma ressaca forte, Vaia mal conseguia levantar da cama mas Lautrec era um pouco mais resistente devido ao fato de que já fora um general respeitado um dia, foi pegar a Tribuna para procurar algo o que fazer e a parte de procurados chamou sua atenção, havia um pequeno criminoso em Pejite que não seria muito difícil de ir atrás.


Tipo:
NPC
Nome: Seji
Raça: Humano
Crimes cometidos: Assassinato de um oficial da guarda de Pejite
Recompensa: 50 PO's
Pista: Um ladrãozinho comum de Pejite, duvida-se que tenha a capacidade de fugir da cidade.
Levar a: Qualquer autoridade vivo ou morto.

Após Vaia estar se sentindo um pouco melhor, lhe mostraria o procurado e sugeriria ira trás dele.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Sex 13 Nov 2015 - 20:15


Enquanto dormia, Vaia teve o pesadelo que de fato algo acontecia entre os dois naquele quarto, naquela noite. Acordou enojada e amaldiçoou seu cérebro brincalhão que a fazia imaginar coisas assim contra sua vontade. É claro que nada aconteceria. Ela gostava de mulheres, ora! Qualquer um seria capaz de perceber isso, mesmo que não verbalizasse.


Levantou com gosto de cabo de guarda chuva na boca. A cabeça, um gongo.


Analisou a proposta de Lautrec, que a mostrara o pequeno panfleto que informava sobre a recompensa de 50 peças de ouro pela cabeça do criminoso Seji Malford. Então já foi logo dizendo o que pensava:


- Um pangaré desses nem pode ser chamado de criminoso. Só porque esfaqueou algum guardinha bebum pelas costas? - sua empolgação era visível - E melhor: as autoridades nem fazem distinção entre vivo ou morto. O pagamento é igual. É só passar a lambida e levar o cabeção dele como prova.


Vaia acendeu o último cigarro que sobrara da noite passada, jogando a fumaça pra cima. Os outros 39 tinham sido completamente obliterados junto à bebedeira. Continuou:


- Esse Zéquinha nem barba na cara tem. Imagino qual seria a idade dele. Tem sorte de estar SÓ sendo procurado, e não dentro da cadeia servindo de brinquedo sexual dos outros detentos. Não se fazem mais criminosos como antigamente. - expeliu mais fumaça, dessa vez pelo nariz. - Vamos atrás desse juvenil. Alguma sugestão de por onde começar, amigão?


E aguardou a resposta de Lautrec.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Sab 14 Nov 2015 - 4:03

Lautrec riu com a reação da garota, achando que talvez houvesse encontrado a melhor companheira possível para "se aventurar" por aí.

- Minha cara, você é uma das garotas mais virtuosas que já conheci, mas sou um homem inexperiente com mulheres então não sei até onde você pode tomar isso como elogio. Mas tá, respondendo sua pergunta, acordamos já bem tarde e eu prefiro esperar o anoitecer por duas razões: primeira e mais importante é porque eu não quero sair com essa dor de cabeça infernal pra procurar um merdinha qualquer, aliás, tome isso - E entregou um copo de água que parecia ter algo junto a água dentro - A água ameniza a ressaca e eu bati com uma erva que entorpece um pouco qualquer tipo de dor, então eu assumo que vai ter uma efetividade tremenda contra ressacas, ainda não testei, MAS! De qualquer forma, segunda razão é: É a noite que os ratos saem e andam na rua, e creio eu que os becos de Pejite tem muitos olhos e ouvidos que diriam muita coisa em troca de muito pouco, e é assim que encontraremos o ratinho que queremos.

Lautrec pegou um copo, pôs água, bateu com a mesma erva que havia batido no copo de Vaia e então tomou,  sua reação imediata foi fazer uma careta de quem tinha acabado de tomar algo horrível.

- Odeio coisa amarga, aliás, não sei como as pessoas conseguem gostar de café, odeio café.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Dom 15 Nov 2015 - 0:02


Vaia não tinha frescura nem nojinho. Tomou logo o copo inteiro. E não é que aquele treco era ruim mesmo? Não conseguiu segurar a careta, mas conseguiu segurar aquilo dentro de si.

O cigarro acabou e Vaia jogou a ponta pela janela, pouco se lixando se ia queimar a cabeça de algum descabelado azarado. Então continuou a conversa:

- Concordo com a abordagem. Mas, Lautrec, tem uma coisa que quero saber com detalhes. Como exatamente você luta? Que armas usa? Preciso saber disso para na hora H combinarmos nossas habilidades da melhor forma possível, ta ligado? Vai que esse anãozinho tem amigos mais perigosos que ele... E pode apostar, a vida não vai ser tão bacana de entregar ele de mão beijada assim. Ah, não mesmo!
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Dom 15 Nov 2015 - 15:05

- Espadas, adagas, lâminas no geral, até uma faca de cozinha se a necessidade surgir, eu me especializo em cortar e cortar apenas, qualquer tipo de arma contanto que seja de corte, entende? Mas isso me levanta a questão, você não me parece o tipo guerreira, como luta?

Enquanto falava, Lautrec se levantou e foi procurar o maço de cigarro extra que havia comprado no dia anterior, após encontrá-lo jogou ele na direção da menina e disse:

- Pega! Estou sustentando seu vício mas saiba que isso vai te matar um dia e é um péssimo jeito de morrer.

Off.:
Não respondi o seu off agradecendo por distração, perdão, mas muito obrigado pelo elogio, estou feliz que esteja gostando, caso desejar mudar o rumo da narração de qualquer forma é só falar.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Dom 15 Nov 2015 - 22:39


Vaia deu uma risadinha com o comentário do colega:

- Seria um bom conselho, se você não fosse um pudim de pinga, Lautrec. Tem uma música que ouvi por aí, mais ou menos assim: "Eu fumo sim, eu tô vivendo. Tem gente que não fuma e tá morrendo!" Achei ela a nossa cara! - e riu mais um pouco - Respondendo à sua pergunta, minha forma de lutar é mais baseada no elemento surpresa... Sou boa com adagas, e sempre prefiro enganar minhas vítimas antes de partir pro ataque. Manipulação é minha praia. Preciso aproveitar que sou bonita e usar isso a meu favor, concorda? - lançou uma piscadela.
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Seg 16 Nov 2015 - 1:54

- Ontem foi a primeira vez que eu fico bêbado desde meus 17 anos. - Então ele andou até a janela e olhou pra fora da cortina, tentando ver o horário. - Uma das coisas que servir no exército te ensina é a importância de se cuidar pelo menos um pouco - Após terminar, ele cantarolou algo de cabeça para continuar, numa brincadeira - Não é um pecado, Reverendo! Não machuco ninguém fumando e bebendo!

Então pausou para ouvir o que Vaia tinha a dizer sobre seu estilo de batalha enquanto se afastava da janela e se sentava num balcão perto da mesma, mas olhava pra fora da janela de vez em quando mechendo de leve a cortina para o lado, parecendo estar desconfiado de algo. Após Vaia terminar e piscar, ele ficou um pouco constrangido e disse, tentando desviar um pouco o assunto da beleza da garota:

- Pelo que você me disse, você não vai nem precisar da minha ajuda pra pegar esse cara, serei seu guarda costas caso as coisas não vão do seu jeito, pode ser assim? Daqui a pouco já vamos sair, tenho uma ideia de por onde começar. - Então Lautrec pausou por um momento por parecer ter visto algo do lado de fora, mas logo continuou a frase. só que sem desviar o olhar de onde estava olhando - Alguma coisa que deseja fazer antes de sair? Tomar um banho ou sei lá, a casa é sua.. acho que já tenho um alvo pra gente, só que é melhor esperar um pouco antes de agir.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Seg 16 Nov 2015 - 14:04


A garota não acreditou na história dos 17 anos:

- Você pensa que engana quem, Lautrec? Você chamou a garçonete pelo nome... Deve bater cartão nessa estalagem... Cara de pau. Vou tomar um banho sim. Bem gelado. E vê se continua de olho pela janela, como está fazendo. Se algum "amiguinho" seu aparecer, não quero ter que lutar pelada. - a garota riu com a própria piada - e obrigado pela hospitalidade! Venho já! - e foi dirigindo-se ao banheiro.
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Seg 16 Nov 2015 - 14:58

Lautrec respondeu meio que gritando para Vaia ouvir de dentro do banheiro:

- Daria e eu temos história, tá?! E outra, seria um prazer ver você lutando pelada! - E então riu um pouco com o próprio comentário, logo se lembrou de algo e adicionou - A água quente é do lado direito, a fria do esquerdo!

Lautrec continuava olhando pela janela, e aguardou Vaia sair do banheiro pacientemente.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Seg 16 Nov 2015 - 21:13



- Qualquer gracinha enquanto tomo banho e eu te mato, seu tarado! - gritou do banheiro a garota.

Vaia tirou as roupas e então abriu então a válvula da esquerda. Entrou debaixo do chuveiro sem frescuras.

Suas roupas e objetos ficaram embolados no chão, em um canto.

Enquanto Vaia tomava banho, perguntou em voz alta para que Lautrec pudesse ouvir de fora do banheiro:

- Falou que já tem um alvo em mente. Quem seria? Ele pode nos dar informações do nosso procurado juvenil? Onde vamos encontrá-lo?

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Ter 17 Nov 2015 - 2:58

Lautrec respondeu de forma quase mecânica, como se estivesse com a mente distraída com outra coisa:

- Nome dele é Fâni, provável que possa e eu estou olhando pra ele agora, parece que está com problemas.

Lautrec riu um pouco ao ver que o pobre homem estava sendo jogado contra a parede por dois brutamontes, então gritou pra Vaia:

- Não demore muito! Precisamos dele vivo e pelo menos consciente pra conseguir o que queremos dele!

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Ter 17 Nov 2015 - 20:50


- Então era isso que você estava esperando acontecer enquanto olhava pela janela? Já estou botando a roupa, @#$%#! Quer pelo menos ter a decência de ir na frente? E vê se não sai matando ninguém, não se esqueça de que você está no meio da maldita rua! Já te alcanço! Vai dando um jeito neles!
 
A garota então terminou de se vestir, colocou sua adaga na parte de trás do corpo, bem escondida, e se dirigiu à saída do banheiro.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Ter 17 Nov 2015 - 23:52

Lautrec riu do pequeno desespero da garota e disse:

- Não se preocupe, ele escapa dessa, mas se está pronta então vamos lá - Então pegou um cinto que parecia ser a bainha de várias adagas e duas espadas, e se dirigiu a porta.

Após sair com Lautrec, Vaia pode ver dois homens grandes e assustadores, barbudos, que tinham cara de ter sido mandados por alguém com muito mais poder do que eles, como ogros que seguem ordens. Ambos empurravam e ameaçavam um homem franzino, falando que se ele não pagasse eles teriam que fazer algo a respeito. Lautrec se aproximou dos dois homens, e disse:

- Senhores...? - E então os dois homens se viraram de forma brusca, naquele tom de "como ousa nos interromper", só que ao ver que era Lautrec que havia falado com eles, ambos se tornaram apreensivos, e saíram de perto do homem franzino e se retiraram do local, mas antes fizeram um sinal de cortar o pescoço com os dedos para o pequeno homem.

- O que você fez dessa vez?

- O que você ta fazendo aqui L? - Disse o homem se levantando assustado.

- Se acalma, eu só quero fazer algumas perguntas, prometo que serei bonzinho.

- Vai se ferrar L! - E então ele saiu correndo pra dentro de um beco.

Lautrec vai andando na direção que ele saiu correndo calmamente e grita: - Porra bocão! Assim você dificulta as coisas, né? - E então tirou uma adaga de seu sinto e atirou ela contra a perna do homem correndo quase que de imediato, a adaga atravessou a perna do rapaz exatamente atrás do joelho, fazendo com que ele tombasse de forma violenta e batesse o rosto no chão e o atordoasse, então Lautrec se aproximou um pouco rapaz, que gritava de dor olhando para a ponta da adaga que saia de seu joelho, e disse:

- Eu ia fazer isso da forma legal e mais fácil, mas agora eu vou deixar o trabalho com minha amiga, e eu não tenho muita certeza se fará da mesma forma - Então Lautrec se virou para Vaia e disse - Ele estuprou duas crianças, uma de 12 anos e outra de 13, a mais nova se matou a um ano atrás aos seus 14 anos por trauma, nunca consegui evidências o suficiente pra prender ele e a polícia não quis investigar mais a fundo, desde então ele tem sido meu informante, sinta-se a vontade pra até matar ele na porrada se quiser, ninguém vai ver a gente aqui dentro, e quem ver vai virar a cara.

- Vai se ferrar L! Não há provas contra mim seu filho da puta!

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Qua 18 Nov 2015 - 8:42


Vaia se aproximou de Fâni, que estava caido no chão segurando a perna. Chutou-lhe a barriga com o peito do pé, com bastante força.

- Eu não preciso de prova alguma. Pra mim, se Lautrec falou que você é um verme, então você é. - cruzou os braços e ficou imponente acima do homem - Que nome de mocinha hein? Vamos lá, quero saber sobre Seji Malford. - agachou e colocou sua adaga no pescoço de Fâni - agora.
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Qua 18 Nov 2015 - 10:45

- Seji é só um bandidinho qualquer, ele se esconde de bar em bar para não ser encontrado, eu vou saber onde ele tá? - Disse o homem, claramente com a perna doendo muito.

- Essa informação não me pareceu muito útil, pareceu útil pra você Vaia? Eu descobri ao longo de nossa amizade que a utilidade das informações dele aumenta proporcionalmente ao quão perto da morte ele está. - Disse Lautrec, se encostando na parede e rindo um pouco com o próprio comentário.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Qui 19 Nov 2015 - 20:50


Vaia então decidiu arrancar a adaga que o homem ainda trazia fincada na perna. Com punho firme ela agarrou no cabo e puxou, fazendo o homem sentir ainda mais dor. A ausência da adaga no ferimento liberou então uma passagem maior para o sangue, que agora saía em abundância da ferida, formando uma poça escarlate no chão ao redor do homem. Muito provavelmente sua perna nunca mais voltaria a ser a mesma, caso conseguisse se curar.
 
- Muito bem, bestalhão. Com esse sangramento você não dura mais vinte minutos sem desmaiar e morrer. Acho melhor você abrir logo a boca, assim quem sabe não dá tempo de você sair por aí pulando numa perna só pra achar ajuda.
 
Enquanto falava, a garota limpou a adaga cheia de sangue nas roupas de Fâni e a ofereceu de volta para Lautrec. Era uma faca muito bonita, com diversos detalhes no cabo e alguns padrões tribais talhados a fogo na lateral da lâmina. Sua leveza conferia fácil manuseio, possibilitando até arremessá-la com precisão, como seu dono o fez, atingindo a perna do fujão em cheio.
 
- Vamos ver se agora abre a boca, esse escroto.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Sex 20 Nov 2015 - 2:24

Fâni soltou um grito de desespero ao ter a faca brutalmente retirada de sua perna, e Lautrec riu da brutalidade da garota.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!! CARALHO! Ele é um bandidinho qualquer! Ok?! Pergunta pra Daria do bar alí ao lado! Pergunta pro Moska se ele estiver lá! Talvez ele esteja se escondendo na bosta do sistema de esgoto da cidade! Caralho como dói, aaaaaahhh. Você pode perguntar pro Moska sobre o.. o Lardo, o cara que pagam pra sumir do mapa, é conhecimento comum que se você cobrir a oferta de quem pagou pra ele, ele te diz a localização do cara, meu deus do céu como dói.. aaahhh. inferno, aaaaaahhh, o Lardo fica... do outro lado da cidade, num beco entre duas lojas de roupa na.. não lembro o nome da rua mas é bem fácil de encontrar, é a terceira porta a esquerda e você tem que bater na porta da seguinte forma: 4 batidas, espera, 2 batidas, que inferno eu vou morrer aqui num beco qualquer só porque vocês.. aaaaahhh, eu já disse o que eu sei, ok?! Me deixem em paz, que saco! Podiam ter só perguntado!

Fâni não conseguia deixar de gemer, a dor que ele sentia realmente era muito grande naquele momento. Lautrec disse a Vaia após o fim do pequeno discurso do Fâni.

- Não disse? Utilidade. Seja qual for a oferta de Seji eu posso cobrir, e se Lardo não tiver sido pago pra esconder o bostinha ele provavelmente sabe onde ele tá, Lardo costuma saber de tudo.. vamos então?

Lautrec se desencostou da parede, chamou vaia e fez menção de sair do local, mas antes jogou um pano branco para Fâni, Fâni começou a amarrar o pano no ferimento imediatamente tentando estancar o sangramento.

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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Vaia em Sex 20 Nov 2015 - 14:12


Vaia então decidiu subtrair os bens valiosos de Fâni antes de partir. Não precisou se preocupar com nada, pois o homem estava indefeso, então simplesmente cortou fora uma pequena bolsa que Fâni trazia pendurada no cinto, usando sua adaga.


- Vamos atrás desse cabra então. Espero que, se tivermos que cobrir alguma oferta, não seja mais dinheiro que a própria recompensa pelo bandidinho, senão não valeria a pena. Tomaríamos prejuízo...

A garota foi então abrindo a bolsinha que adquirira de Fâni, e seguiu Lautrec.
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Re: Estalagem Coelho Branco

Mensagem por Não é o Diff em Sex 20 Nov 2015 - 23:21

Dentro da bolsa havia apenas uma pequena pistola, parecia carregar 3 balas e ser bem poderosa, curioso que o Fâni não tenha tentado usá-la contra eles, talvez o rapaz só fosse burro mesmo.

Vaia adquiriu a pistola "Liberdade", porém está emperrada.
Liberdade:
Uma pistola curiosa, ela tem dois gatilhos e um formato curioso, seu tambor era muito grande e o cano parecia ter uma maquininha constantemente ligada a ele, a pistola tem uma águia entalhada pouco atrás do gatilho e parece ser feita de um metal cinza esbranquiçado.

Pistola de uma mão
AtkD: 3
Efeito: Se o segundo gatilho for pressionado uma vez, a pistola usará a máquina para derreter todas as balas que estão dentro dela e, ao ser pressionado uma segunda vez, dar um tiro derretido. O tiro derretido passará a dar dano de fogo e dará dano extra para cada tiro derretido. 1 tiro: dano normal, 2 tiros: +2 de dano, 3 tiros: + 4 de dano. Caso muito tempo se passar entre as duas vezes em que o gatilho for pressionado, a arma emperrará, precisando ter seu cano parcialmente reforjado.

Valor: 60 PO, metade do valor se emperrada.

Lautrec respondeu o comentário de Vaia dizendo:

- Independente do custo, estamos nisso pela caça, não pela recompensa, não se preocupe, eu cubro o custo e você pode ficar com a recompensa.

Então ambos atravessaram parte da cidade até o centro comercial, estava de noite então estava tudo fechado, porém Lautrec parecia saber precisamente onde era o lugar de que Fâni havia falado. Antes de chegarem ao lugar, Lautrec se virou para Vaia e disse:

- Por favor, deixe que eu cuido disso, essas pessoas são perigosas o suficiente pra até o próprio exército fechar os olhos diante deles.

Ao chegar na terceira porta do beco, Lautrec estava prestes a bater na porta quando um brutamontes abriu a porta antes e disse:

- Você sabe que o exército não é bem vindo aqui Sr. Lex, não quero ter um problema com o senhor então sugiro gentilmente que se retire. - O homem, apesar de seu tamanho e aparência assustadora, parecia falar de forma calma e articulada, além de que suas vestes pareciam ser muito bem cuidadas e lhe davam uma ótima aparência, enobrecendo-o a ponto de que se não estivessem num beco escuro, talvez Vaia nunca achasse que aquele homem era um criminoso. Ele era alto, careca, e tinha uma pequena barbicha muito bem cuidada.

- Eu já sai do exército, não sirvo mais.

- Não tenho intenção de desrespeitá-lo, mas a sua palavra ou um possivelmente falso certificado de dispensa não serão o suficientes para me convencer, então se não tiver nada além disso para provar que o que diz é verdade, sugiro novamente que se retire.

Lautrec passou o mão pelo cabelo por um momento, como se pensasse em algo, então disse:

- Eu trabalhei pro Silma, um assassinato, pergunta pro Lardo, o Silma nunca contrataria alguém que ainda faz parte do exército, além de que o exército não trabalha com infiltrações ou coisa do tipo.

O brutamontes virou a cabeça para trás e disse:

- Lautrec Linda Lex, ele trabalhou para o Silma, Lardo?

E uma voz pode ser ouvida do fundo do pequeno estabelecimento após alguns minutos, os quais o brutamontes esperou pacientemente: - Sim, ele trabalhou.

- Seja bem vindo então, Sr. Lex, Lardo se encontra no fim do corredor a esquerda, espero que possamos atender as suas necessidades. - Disse o grandalhão, se retirando do caminho. Após ambos entrarem, a porta foi fechada de forma violenta atrás deles, assustando um pouco Lautrec e Vaia.

Então ao chegar na sala de Lardo, parecia uma gigante biblioteca de manuscritos, com arquivos e mais arquivos em todo lugar e uma infinidade de papéis com coisas escritas presos na parede, além de que ela era muito maior do que parecia ser. Após chegar lá, viram um homem que guardava um arquivo que havia aparentemente acabado de pegar. O homem parecia ser novo, tinha um cabelo preto e usava uma camisa com um suspensório, parecia usar um terno incompleto com o colete pendurado num pequeno cabide ao lado da escrivaninha, ele era bem atraente e tinha uma pequena barba malfeita de quem passa muitas horas num escritório fechado, além de usar óculos que pareciam cair muito bem nele, dando um ar de intelectual. O homem estava com as mangas puxadas, deixado a vista o fato de que ele tinha um corpo mais ou menos definido sim, porém não musculoso. Ao ver Lautrec, o homem abriu um sorriso, levantou os braços e disse enquanto terminava o gesto de levantar os braços num bater de palmas lento:

- Vini, vidi vici! Ninguém acreditou em mim quando eu disse que o general mais temido do exército de Pejite ainda entraria nessa sala precisando de minha ajuda. - Então parou de bater palmas, andou até atrás da escrivaninha, se sentou, cruzou os braços e disse - No que eu, Lardo, posso ser útil nessa noite ao Sr. Lex e sua parceira?

- Estamos procurando por Seji, um bandidinho qualquer de Pejite que esfaqueou um guarda, gostariamos de saber se você sabe onde ele está. - Lautrec parecia visivelmente incomodado pelo comentário, porém tentou não demonstrar.

O semblante de Lardo pareceu se fechar por completo - Seji me traiu, ele veio pagar para ser escondido e traiu as condições, ele está nos esgotos da cidade achando que eu não sei onde ele tá mas eu estou apenas esperando até semana que vem pra mandar alguém arrancar a cabeça dele, ele não esfaqueou guarda nenhum, eu que inventei isso pra manter a polícia no pé dele. Porém se quiserem trazer ele pra mim em vez de pro exército eu dobro o preço do cartaz, e se ele estiver vivo eu triplico. Se quiserem saber onde ele está, ele está dormindo no sótão de uma tia e o sótão tem acesso direto ao esgoto, se quiserem a planta da casa isso vai custar 27 PO, porém o mapa dos esgotos eu lhes darei de graça, toma. - E então jogou um papel enrolado que puxou de uma gaveta pro Sherlock e ele pegou no ar - Agora, se não se importam, isso é tudo que eu posso oferecer hoje, não estou atendendo hoje porém abri uma exceção porque fiz uma aposta de que você apareceria no meu escritório um dia. - Então riu consigo mesmo. - Agora por favor se retirem do meu estabelecimento antes que eu tenha que pedir pro meu associado fazer isso por vocês.

Lautrec queria perguntar mais coisas, e até mesmo comprar a planta da casa, porém achou melhor puxar Vaia de leve pelo braço e induzir ela a se retirar do local, sabia que a última coisa que ambos iriam querer é arranjar problema com aquele cara. Achou melhor também deixar de fora a informação de que fora indicado ir ali por Fâni, nem Fâni merecia a brutalidade de Lardo.

Após saírem, a porta foi violentamente fechada novamente num estrondo, e estava começando a garoar.

- Cuidado com esse cara, Lardo... - Disse num tom sério, então continuou num tom mais descontraído - Bom, você quer ir atrás dele agora? Eu não estou cansado e eu não ligo muito de tomar chuva, o que você acha?

Off::
Eu narrei até aqui porque não queria te forçar a fazer um post sem tomar maiores decisões, mas se quiser que eu não faça tanta movimentação de forma tão súbita, eu posso começar a ir um pouco mais "um passo de cada vez", só realmente acho chato para o jogador ter que ficar falando "Eu continuo ouvindo e sigo *insira npc aqui* para onde ele for", porém se você preferir eu posso narrar em blocos menores.

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Re: Estalagem Coelho Branco

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