Organização Geo-Politica Atual

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Organização Geo-Politica Atual

Mensagem por Saphira Odin em Sex 11 Set 2015 - 9:21

ORGANIZAÇÃO GEO-POLITICA ATUAL
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Norte

Vale dos ventos e campos de vinhedo: Prefeito

Vale dos ventos é um lugar voltado para economia auto sustentável. Basicamente, produzem seu próprio sustento na base da agricultura, vendem o resto para Ksherna e parte do que sobra, é manufaturado por eles mesmos para vender para Lorien. Seu comercio com o sul é bem restrito devido a enorme distancia. Recebem madeira, semente e produtos para agricultura de Lorien e minério e produtos forjados de ksherna. Sua produção de mel e vinho é a melhor, tanto que possuem uma cidade satélite somente voltada para isso.

O exercito do vale dos ventos é mediano e criado somente por segurança e precaução. Quase não recebem ataques ja que qualquer ameaça passaria por Lorien antes. Possuem uma guarda real que protege o prefeito e uma guarda da cidade que mantém a função de policia.

Vale dos ventos é governado por um único prefeito, um senhor gorducho, medroso, mas preocupado com o bem estar da situação. Tanto para auxiliá-lo quanto para fiscalizá-lo, o prefeito possui 5 acionistas que formam um conselho. Abaixo deles está os lideres populares (pessoas influentes, lideres de sindicato) E abaixo deles está o conselho da cidade, formado de qualquer um que seja ativo politicamente, não importando sua posição social. Cada nível da hierarquia tomando conta das mais altas e vice versa. Quando um prefeito vai mal ou morre, é eleito um novo prefeito dentro dos acionistas e um líder social é promovido a acionista.

Campos de vinhedo são principalmente voltadas à produção de vinho e mel e extremamente dependente do vale dos ventos. Estão em constante comércio e em um lento processo de conturbação, uma cidade crescendo em direção a outra até se tornarem uma só. Possui uma prefeitura, mas quem realmente manda lá é o vale dos ventos. Inclusive, o prefeito de campos de vinhedo é sempre um dos acionistas do prefeito do Vale dos ventos. Apesar do comércio restrito, Campos de vinhedo possui sim um comercio diversificado, formado de pequenos produtores, mas eles não fazem tanta diferença economicamente, nem poderiam. Se os produtores pequenos produzissem mais isso diminuiria a dependência de campos de vinhedo e apesar de nunca haver desacordo entre elas, medidas politicas e sociais são sutilmente tomadas para impedir o progresso acelerado.

Possui um minúsculo exercito e geralmente quando é necessária uma força de defesa, é os próprios moradores que formam seu exercito, mas não há histórico de grandes batalhas lá. Por ser uma cidade quase completamente rural, o pouco de exercito que possuem só serve como policia.

São regiões habitadas principalmente por humanos e com forte presença do setor agropecuário. Vale dos ventos é cercada por propriedades rurais que ficam menos distantes entre si conforme se aproximam do centro administrativo, passando de um salto para um relativamente pequeno aglomerado urbano onde se realizam as operações comerciais, religiosas e administrativas. Campos de Vinhedo segue o mesmo modelo, mas com área rural proporcionalmente maior e centro administrativo diminuto.

As temperaturas são amenas e reguladas pelas brisas marítimas e continentais, dependendo das estações. Possuem tendências pacifistas em sua cultura, preferindo resolver diplomaticamente seus problemas a utilizar a força bruta. Apesar de seus habitantes naturalmente curiosos e progressistas, o financiamento de pesquisas e avanços tecnológicos é baixo com a exceção das técnicas agrícolas, oferecendo assim pouco estímulo para grandes descobertas. Em compensação, a pouca intervenção governamental nos assuntos de Pesquisa e Desenvolvimento abrem um espaço agradável e seguro para tal.

A textura deste povo tende para um tom branco com um leve toque acobreado, não estão entre os mais altos ou robustos do continente, detentores de cabelos de um negro profundo e castanho-escuro, apesar de tons mais claros serem vistos. São extremamente amigáveis e desejosos de ajudar. Amantes da liberdade, não perdem nunca uma oportunidade de aprender uma ou outra coisa nova com os viajantes, e preconceito não lhes é muito comum.

Utiliza-se de diversas formas para destacar-se em eventos sociais, como chapéus ou vestidos diferenciados, até tratamentos dos pelos corporais como barba e cabelo. Também é comum o uso de pedras preciosas e adornos afins.

Possui paixão por construções verticais, apesar de lhes faltar o conhecimento e a vontade para edificar qualquer coisa muito alta. Moinhos são abundantes em suas terras, e as casas e prédios são feitas de pedras claras e cobertas por uma massa que lhes dá um aspecto liso e bem branco. Devido à forte incidência de ventos por toda a região, as construções são erguidas de forma circular ou cilíndrica, terminadas com uma meia-esfera no topo, para reduzir os danos das correntes de ar.

Ksherna: líder espiritual, que também é general

São os maiores e melhores produtores de minérios e seus manufaturados, por motivos óbvios. Apesar de outras cidades terem um pequeno comercio de produtos desse tipo, Ksherna vence em preço, qualidade e produção de longa escala, portanto possui uma economia forte e diversa, indo desde minério puro a peças extremamente finas de minério como joias ou armaduras de corpo todo. Infelizmente não possuem capacidade de gerar produtos agrícolas suficientes para a população e dependem de Lorien e vale dos ventos. São os maiores compradores de vinho e cerveja da região.

Ksherna tem o habito de não possuir realmente uma guarda. Todo e qualquer anão já é por si um guerreiro e quando precisam lutar todo morador se mostra um valoroso soldado. Mas possuem sim alguns soldados, que servem como policia.

São regidos por um líder espiritual, que ao contrário da maioria dos clérigos, quase sempre tem uma posição de líder militar. Anões, no entanto não seguem uma real hierarquia. Abaixo do líder está o povo e a sua função é simplesmente fornecer sabedoria e fazer decisões criticas. Em tempos de paz, Ksherna se governa por si mesma.

Ksherna é o lar dos anões que, como seus irmãos élficos, optaram por adaptar uma localidade natural geralmente inóspita a suas necessidades, nesse caso falamos das Montanhas Nijord. Tendo infiltrando-se profundamente nas entranhas da montanha, talhando-a em vastos corredores pétreos e salões de igual constituição. Os anões são como humanos baixos e robustos, sempre aparentando grande idade, barbudos e cabeludos, orelhas levemente pontiagudas, detentores de pelos grossos e comumente em tons castanhos, possuidores de uma tez acobreada mesmo apesar de raramente vir o sol. Trajam tecidos simples e poucos trabalhados, e não tendem a se preocupar muito com sua coloração ou estilo. A diferenciação de estilo de cada um é bem mais comumente dada pelas tranças, penduricalhos, adornos e armadura: os anões são usuários assíduos desta última. Em tudo lhes agradam o metal e as pedras preciosas e sentem-se muito melhor sob a rocha das montanhas e seu ar abafado.

São amplamente conhecidos por sua fama de beberrões e seu gosto por cervejas de toda espécie. Possuem um tino quase natural para forja e processamento de minerais. São bem receptivos a estrangeiros, principalmente quando trazem cerveja, mas apresentam indiferença quanto ao mundo fora de suas montanhas. Apesar de a religiosidade ser presente e forte em algumas seções da sociedade, não é incomum encontrar um anão que não veja importância alguma em rituais, práticas e pregações religiosas, preferindo ignorá-las.

Como a vaidade de um anão reside basicamente em suas camadas protetoras de metal, é incomum encontrar algum que não possua uma armadura decorada e bem polida, com destaque especial para o elmo do qual se crê que deriva a primeira impressão que um anão pode deixar.

Os túneis que cavam em suas montanhas são largos e altos, muito maiores do que o necessário para o tráfego de anões, frequentemente necessitando de engenharia avançada para impedir o desabamento súbito de suas paredes. Costumam demonstrar afeições por construções quadriculadas, linhas perfeitamente retas e paredes e colunas grossas, mais até do que o necessário.

Lorien: conselho de anciãos

Lorien tem uma economia completamente auto sustentável, mas não vendem o expoente, porque simplesmente não sobra, sua moeda de troca são suas manufaturas e artesanato, ninguém faz arcos melhores que Lorien. Só produzem oque precisam para se alimentar. Entretanto, tem o habito de comprar material de ksherna e produtos agrícolas do vale dos ventos.

Também tem uma boa economia de produtos manufaturados apesar do comercio ser em grande parte de ksherna e vale dos ventos. Lorien se mantém amigável, mas distante de todos só agindo realmente quando o problema é comum, dentro de suas florestas ou quando um aliado necessita de grande ajuda. Não tem o costume de se intrometer em assuntos alheios

Possui uma guarda sempre ativa, uma patrulha que ronda toda a floresta e protegem contra invasores, são bons, fortes, espertos, mas não são tantos para se considerar um exercito. Entretanto, assim como em ksherna, em tempos de dificuldade, qualquer elfo pega arco e flecha e se torna um perigo a qualquer invasor.

São comandados por um conselho feito de anciões, detentores da cultura e das tradições do povo, qualquer um com pelo menos 240 idade pode entrar, mas mesmo assim não é muito fácil achar candidatos.

É uma vasta área de Alihanna na qual os elfos construíram suas habitações, ou melhor, dizendo, adaptaram a natureza para instituir morada em cavidades nos troncas ou simples edificações apoiadas nos galhos. São muito reservados e não costumam receber visitantes, apesar de serem bem hospitaleiros com os poucos que são aceitos em suas terras. Possuem uma tradição fortemente oral, apesar de todos serem versados no idioma élfico escrito. É costumeiro que se trajem com vestimentas justas para homens e caçadoras e batas ou vestidos longos e largos para mulheres e intelectuais, todas de cores que mimetizam as da floresta: verdes, marrons e afins, e mesmo que não sejam arqueiros propriamente ditos, são treinados com arcos, bestas e balistas, assim como na arte de produzi-los e suas munições. A raça é comumente alta, magra e flexível, longas orelhas pontudas e olhar severo. São amantes da natureza e adeptos ao druidismo, e no que quer que façam, costumam evitar interferir com a natureza, sua vida e seus ciclos tanto quanto possível.

Ao atingirem a idade de trinta anos, participam de um ritual espiritual que envolve a confecção de um arco próprio, personalizado. Este pode ser carregado consigo em viagens e utilizado como uma arma real ou apenas instrumento decorativo, mas sem perder contanto sua função espiritual.

Elfos da floresta mantém em boas vistas aqueles que saem de seu lar para conhecer o mundo exterior, contanto que não terminem maculados pela influência e artifícios dos outros povos, e que mantenha sua natureza. Os poucos edifícios que chegam a construir possuem estrutura levemente esférica e amplas janelas, raramente sendo grandes o suficiente para necessitar de colunas para sustentação.

Valfaia: conselho

Valfaia é a cidade dos Halflings, ou Hobbits. Ela é a unica concentração populacional de Hobbits grande o suficiente para se mantiver no mapa e é composta de minúsculas vilas que vivem muito próximas umas das outras, cada vila é composta de uma a 3 famílias ou amigos que vivem juntos ou em casas vizinhas. Elas são quase sempre independentes, mas mantém uma relação totalmente cordial e trabalham em equipe pelo bem geral da cidade. Valfaia por ter essa organização inusitada, é uma com a economia mais forte e centralizada, porque são várias vilas produzindo seus produtos e dividindo entre si mantendo a economia estável e autossuficiente. Na verdade, Hobbits não gostam muito de comercializar com outras cidades.

Seu único produto de exportação é a cerveja que produzem. Se campos de vinhedo e conhecidos pelo vinho, Valfaia é pela cerveja e pelos destilados sendo estes últimos produzidos não como comércio principal. Eles não possuem governo, cada vila toma conta de si e de uma as outras. No máximo, possuem algumas pessoas influentes e, devido ao respeito pelos mais velhos, em tempos de crise escutam a voz da experiência.

Relação com outros povos:

Mantem uma relação cordial, porém distante com o sul, mandando pequenos comboios com mercadorias, quase sempre, por encomenda para Jilya. Ksherna é a cidade que mantém mais contato com o sul, ao contrário do que se pensa. Apesar de Lorien estar mais perto geograficamente, é ksherna que admira a disciplina militar de Pejite e a bebedeira de kannin. Além disso, peite é uma enorme compradora de armas, coisa que fortalece Ksherna. Jilya mantém constantes transações com o norte mas tirando isso os dois polos são bem distantes. Devido ao custo de levar as mercadorias do norte atravessando o Fukai, no mínimo além do material, carruagens e etc, um pequeno exército sempre é necessário para abrir caminho. Quanto mais perto do centro mais perigoso é o Fukai por isso  dar a volta e seguir pelos lados é o mais seguro e com certeza leva muito mais tempo.

Centro

Mir: Ditador Zeth

Mir é uma cidade  extremamente fértil que produz tudo que precisa com pouco espaço. Mantém trocas cordiais com o norte e com o sul, já que é o ponto  entre os dois e lucra muito com isso. Entretanto, devido sua localização ruim, não mantém realmente muito contato e se mantem sozinha afastada do resto do mundo. Evitam sair de sua redoma de proteção. Atualmente esta regida por um ditador, que se aproveitou da ingenuidade militar de uma cidade tão pacifica para lentamente conquistá-la, existem muralhas e patrulhas e a população é forçada a obedecer a conduta absolutista, os toques de recolher e abusos por parte do exercito pessoal de Zeth. Por causa de sua localização inconveniente  e da sabedoria com que Zeth trata seus negócios, as outras cidades se mantém indiferentes ao sofrimento da população, mas a grande tendência é que se ninguém impedir, Mir se tornará uma nova Pejite.

A cidade de Mir existe implantada em uma elevação do terreno, uma espécie de colina. Desenvolveu-se ao redor d'O Cristal, este sendo capaz de repelir o ar venenoso do Fukai. Uma cidade calma, religiosa e elegante, seu povo apresenta estatura maior do que o comum e sua pele, apesar de variar dos tons mais escuros aos mais claros impedindo assim uma etnia humana fixa e oficial para a cidade, todos possuem a aparência muito bem cuidada. Sempre muito limpos de corpo e vestimentas, tons claros são seus preferidos em suas roupas. Não é comum ver um cidadão armado, embora as restrições para o porte destas sejam poucas, e são comumente gentis e hospitaleiros. Mantém seus cabelos bem cuidados e adornados, e a barba também caso possuam, o que não é bem comum. São detalhistas e num geral, moralmente alinhados para o bem.

Suas casas elevam-se em fortes estruturas de pedra, geralmente mais de um andar e bem verticalizadas (maior altura que largura), erguendo-se em alguns aglomerados de parentes ou amigos. O aglomerado mais comumente conhecido por ser o maior e mais luxuoso se localiza não muito longe do centro, onde as cinco famílias mais antigas montaram residência e terminaram por erigir um complexo de edifício para abrigar seus descendentes. Estas famílias são as de nome Funnortis, Garien, Malvikos, Perenius e Constantim.

O Cristal protege a cidade como um espírito guardião, utilizando-se de magias para evitar o sacrilégio de seu território por forças malignas. Inicialmente ele se limita a magias de buff a aliados e de inimigos, mas conforme se aproxima do centro e d'O Cristal ou aumenta a malignidade de seus atos, o protetor pode utilizar-se de magias mais ofensivas.

É impossível quebrar ou remover qualquer lasca ou pedaço do protetor de Mir, mas este poderá ceder de vontade própria uma pedra semelhante à sua constituição, de efeitos diversos, para aqueles que julgarem dignos de portá-la, estando a cidade em dívida com os mesmos. Este 'fragmento' do cristal é materializado do nada e não existe limite de produção, mas deve haver grande merecimento. Também não será tão poderoso quanto o original e poderá vir modificado de acordo com seu portador pretendente, e alterará seu estado, cor e efeito de acordo com o coração deste.

Delphos: Anarquia

Delfos é muito utilizada por um misto dos mais variados povos, mas todos com uma característica em comum: são, por alguma razão, incapazes ou proibidos de viver em outras localidades. Isto faz com que Delfos seja um lar para criaturas sombrias e pessoas indesejadas, como piratas, salteadores e afins. Aproveitam-se das antigas estruturas da cidade, criadas de forma cúbica ou retangular, simplistas e sem telhado, mas muito próximas umas das outras, algumas até parede a parede, facilitando a formação de imensos blocos salvos do Fukai pela derrubada de parede e instalação de exaustores.

Apesar de abrigar tipos que não negariam uma boa briga, as condições de vida em Delfos são bem pacíficas. Provavelmente por medo de seus habitantes de acabarem destruindo seus únicos espaços habitáveis e a indesejável vontade de lutar sob o efeito dos esporos do Fukai. Como é impossível entrar despercebido em uma residência devido às câmaras de esterilização, o crime também não é uma constante na vida desses povos.

Sul

Jilya: Prefeito

Segue o modelo do vale dos ventos, tendo uma conduta imparcial, pacífica e progressista, tem um comercio enorme e é distante de kannin e Pejite, evitando conflitos. É a cidade que mais mantém trocas com o norte servindo de mediadora econômica do sul. Vende seus produtos para Kannin e  para Pejite e compra do norte, cercada  pelo boque e pelo pântano, mantém uma certa distancia.

Possui um exercito mediano que mantém preparado. Não porque pretende entrar em conflitos, mas por precaução, caso Pejite ou kannin ataque uma à outra. O exercito reveza seu tempo entre expedições ao Fukai, tanto para aumentar fronteira quanto para defender-se de ataques e serve como policia para a população.

Jylia é um grande misto da população da antiga Kejite, da parte de Kannin, com os sobreviventes da tragédia em Delfos, e por tal possui um ar religioso, místico até. Situada em um relevo um tanto mais acidentado e curvilíneo, pequenas ladeiras são comuns, porém raramente são íngremes. As ruas são ladrilhadas de pedras quadrilaterais que esta comumente coberta com musgo ou com alguma vegetação despontando dentre seus encaixes cuidadosamente postos. É bem arborizada e suas ruas não aparentam ser construídas de forma muito lógica ou regular, e também não se importam tanto com isto.  

Templos são comuns, mas geralmente são menores de idade escala, possuindo apenas dois templos maiores: Templo de Jylia e Templo do Sul, este último sendo habitado por bravos e nobres monges lutadores.

Suas construções são feitas em pedra e recebem uma boa dose de acabamento externo e interno de um material da região, deixando-as com tons ocres, combinando com os ladrilhos do chão. As casas costumam ser bem cúbicas, e as sustentações são grossas e postas em seus quatro cantos: tão grossas que comumente são dois ou três dedos mais protuberantes que a própria parede.

Possui forte presença dos mais variados tipos de magos, místicos e sacerdotes, só não sendo considerada a capital da magia no continente por causa de Mir e seu Cristal. Na seção nordeste da cidade, foi erigido o Panteão, um templo com entrada em paralelepípedo, mas que se torna logo um espaço semiesférico caracterizado por sua grande abóbada. Construído muitos anos atrás, poucos sabem ao certo qual sua origem: um grande arquiteto do passado, ao receber a bênção de ter toda sua família salva da praga que devastou seu povo, buscou abrigo em Jylia e, com seu próprio capital, financiou a construção do templo que tinha planejado como agradecimento. Em seu exterior está escrito seu lema: "Omnes homines vulto salvos fieri".

Dentro do Panteão, não há nada além de sua bela estrutura: suas paredes vazias servem para lembrar os homens da superioridade dos deuses, que não podem ser atingidos por meros conceitos ou imagens humanas, sendo assim considerado por alguns escolares como uma obra de arte, tanto física quanto metafísica. Rituais e orações, quando em voz alta, não são permitidas no Panteão, contudo: prefere-se evitar o conflito entre fiéis e seus ideais, sendo o lugar reservado apenas para contemplação filosófica. Com o passar dos anos, é claro, surgiram vários tipos de boato sobre tesouros, ícones ou conhecimentos escondidos por meio do Panteão, nenhum deles até agora confirmados.

Pejite: Monarquia absolutista

Pejite vive como um forte. Cercada por muralhas fortemente guardadas, exército enorme, treinamentos diários. O salario de um soldado é um dos maiores dente a população então é comum pessoas se alistarem almejando um cargo de alta patente. Sua economia  é escassa, Pejite não produz muita coisa seja agrícola seja por minério. Ela ganha dinheiro fazendo favores militares, extorquindo de kannin e barganhando com Jilya. Possuem sim algumas plantações, mas são poucas e insuficientes. Vivem e respiram o militarismo e são governados por Petra com mãos de ferro.

Pejite é o polo militar-tecnológico do sul: o primeiro por ter adquirido esta característica ao vencer a guerra com sua cidade-irmã muita anos atrás, a segunda por virtude de sua forte economia decorrente do domínio militar da região Sul que, apesar de não se estender a todo o território austral, é implícito pela obediência e cuidado dos povoados próximos.

Sua arquitetura é bem quadricular, como demonstrada pela grande muralha que a cerca, em formato predominantemente poligonal e livre de curvas em seu planejamento. Esta mesma edificação possui impressionantes nove metros de altura, com torres de 14m em espaços de 10 em 10 metros. É resguardado por uma grossa ameia, fazendo com que o muro imponente possua sete metros de espessura. Possui cinco portões de entrada: Norte, Sul, Leste, Oeste e Noroeste, sendo os portais protegidos por uma cerca férrea de quadrados pequenos, uma na entrada e uma na saída, que são baixadas quando a entrada de algo precisa ser barrada. Na face interior ainda existe um grosso portão de madeira, que permanece majoritariamente aberto exceto em casos de real invasão militar.

Do lado externo localizam-se os vastos campos onde a agropecuária floresce, trabalhando em ritmo frenético para atender a grande demanda de produtos da cidade, falhando em prover sequer metade do necessário para a cidade. Do lado interno existe uma infinidade de ruas e ruelas que se repartem aqui e acolá: as partes mais próximas da muralha são as mais organizadas e uniformes, mas conforme um aventureiro se aproxima do centro, notará que começarão a surgir formas estranhas na disposição geral da cidade, como quarteirões triangulares, ruas tortas e sem saída, etc.

Mas no centro geométrico da cidade há grandeza planejada: em um monte de terra artificialmente elevado quinze metros acima do povoado, rodeado por outra muralha tão imponente quanto a primeira e rodeado por um fundo fosso (4m de profundidade, 7m de largura) está o Palácio Real, que também é construído com grossas paredes externas (as camadas exteriores tendem aos 4m de largura) erigidas em pedra cinzenta como todas as muralhas, mas retocado com massa, pintado e decorado. É uma construção colossal e complexa, tanto em planta quanto em seus detalhes artísticos mais finos. O interior é muito bem iluminado por suas diversas janelas, todas do primeiro andar sempre muito acima do nível da terra. O interior é luxuoso, e possui em seus apêndices a cozinha real, um estoque de alimentos assim como a base da guarda real.

As casas dos plebeus são comumente feitas de pedra, o telhado em palha e madeira, em alguns casos pode-se ver telhas ou edificações quadradas, sem telhados. Geralmente, não possuem acabamento externo. Pelo caráter militar da cidade, é comum ver um grande número de patrulhas pela rua, e o povo em si parece ter herdado o militarismo de seus líderes: são ferozes, agressivos e aptos a agarrar uma oportunidade dentro de seus primeiros segundos de vida. A economia se desenvolve de forma feroz entre as grandes empresas, o que leva vários apotecários, alquimistas, engenheiros e pesquisadores em geral a montar seus workshops dentro de Pejite, o que incrementa cada vez mais o poder da Rainha.

Apesar de tanto desenvolvimento, a cidade possui um problema recente: devido às muralhas extremamente fechadas e rígidas, o povo tem encontrado dificuldade em encontrar espaços para novas edificações, fazendo com que haja um boom de edifícios verticais pertencentes a famílias, negócios ou um misto dos dois. Há também uma grande frequência em desastres relacionados a este tipo de construção, já que a tecnologia para tal ainda é precária, visto que tal pensamento não brotou na cabeça dos moradores até recentemente. Estima-se que, em média, o tamanho mais eficiente com relação a risco e benefício seja 3 andares, o que alarma a guarda para a possível necessidade de se incrementar a altura da muralha

Kannin: prefeito

É um lugar um tanto árido, mas ainda assim fértil pela proximidade com o Sirius, portanto não é difícil imaginar que sua economia seja quase que completamente agrícola. Kannin é pobre, carece de tecnologia e não produzem produtos manufaturados, ao menos não em grande escala, dependendo  das trocas com Jilya. Devido sua dificuldade com produtos e tecnologia, seu exercito é fraco e precisa constantemente  de Pejite, já que a proximidade com o Fukai é grande e não é raro receberem invasões. Na verdade, é bastante comum que venham a sofrer ataques em suas fronteiras. Em troca de uma proteção constante, no entanto, Pejite cobrar altas taxas e produtos de kannin. Se tornando uma relação de dependência forçada. Kannin possui sim um exercito, mas é o pior equipado possível e é relativamente pequeno, usado somente em emergências, geralmente a população faz as leis com a próprias mãos, brigar é com eles mesmos.

Kannin é composta por uma população majoritariamente meio-humana/meio-youkai pela influência dos povos oriundos de Jylia, submissa ao Reino de Pejite por consequência da influência militar deste último. Constantemente abusada por seus vizinhos, a população torna-se mais ressentida com o passar dos anos, enegrecendo seus corações com desejos obscuros com relação às patrulhas que dominam e zombam de seu lar, mesmo não sendo uma cidade muito avançada tecnológica ou socialmente; afinal, até mesmo uma caixa de papelão pode ser chamada de 'casa'. Nas regiões mais afastadas do centro, contudo, é muito maior a incidência de casas feitas de madeira e de estrutura fina, sendo estas a discrepante maioria nesta região.

As ruas de Kannin são estreitas e ladrilhadas com pedras irregulares e bem danificadas pelo tempo, apesar de pouca vegetação crescer em seus vãos. As casas são construídas do mesmo material das ruas, uma pedra de tons variando entre o ocre e o marrom claro. São em geral um tanto baixas, raramente passando de 2m de altura, e uma casa é dificilmente igual a outra: paredes tortas e estufadas para fora ou para dentro, janelas irregulares e altura e largura possuindo grande variação entre uma estrutura e outra. Em Kannin é costumeira a hidratação através de poços fundos cavados pela população, sendo muito comum encontrar alguns abandonados nas partes mais antigas ou populosas da cidade. Há no centro da vila uma rua bem mais ampla, cerca de três de suas ruas normais, e o dobro disso em uma praça com grande círculo de pedra que se ergue um tanto disforme em seu centro, hospedando sobre si um grande poste de madeira.

Este é importante para a história da Vila, pois é considerado o primeiro marco de sua existência, de quando desertores de Kejite formaram enfim o povoado de Kannin. Em homenagem aos pioneiros, ergueu-se então uma espécie de réplica simbólica da estaca que simbolizou o início da posse daquela região por aquele povo, posse esta ameaçada alguns anos depois pelo conflito com sua cidade irmã de Pejite. Sua população é, em geral, possuidora de tons acobreados de pele, característica de seu trabalho braçal e primitivo por consequência da dominação, mas suas raças de humanos, youkais e etc. são comumente bem mistas.
OFF: editado (Ichirou).
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