Confraternize-se !

CHAT OFICIAL!
https://join.skype.com/rrhhmSipQkIk




Sejam felizes
- Regras -
- Raças -
- Modelo de ficha -
- Classes -
- História -
- Talentos -
- Mapa -
- Perícias -
- Transportes -
- Vantagens -
- Desvantagens -
- Lista de magias -
- Armas -
- Equipamentos -
- Itens -
- Tá perdido? -
Últimos assuntos
» Players (novatos ou não) sem GM - New Order
Seg 26 Jun 2017 - 13:48 por Cloud

» Minhas histórias inacabadas.
Dom 25 Jun 2017 - 5:47 por Stained B.

» Qual Música que você esta escutando agora?
Sab 24 Jun 2017 - 17:32 por Stained B.

» Campanha: A guerra de sangue
Sex 16 Jun 2017 - 9:17 por alinesantos

» Desenvolvimento de nova ferramenta para RPG de mesa
Sex 16 Jun 2017 - 9:14 por alinesantos

» socorro alguem me ajuda a construir minha ficha, tem algo errado aqui
Qua 14 Jun 2017 - 19:48 por Lord Death

» Dados das trevas
Sab 10 Jun 2017 - 2:11 por Dicer

» Coisas para ter medo:
Sab 3 Jun 2017 - 19:34 por Stained B.

» Prefeitura
Seg 29 Maio 2017 - 20:54 por Lord Death

Parceiros
Zephyr RPG

História Principal

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

História Principal

Mensagem por Saphira Odin em Sex 11 Set 2015 - 8:52

 O COMEÇO
____________________________________________________________________________

Capítulo I – Arder em Chamas


Os Sete Dias de Fogo.
Ano : 2 de dezembro de 2412

Ao contrário do que acontece geralmente nas histórias, onde no começo não havia nada, o conto de Zephyr começa com tudo. A tecnologia havia tomado conta da vida humana, desde antes do seu nascimento. Seres perfeitos criados a partir da escolha dos melhores genes, desenvolvimento monitorado e partos automáticos sem dor. Humanos viviam mais de 130 anos, a base de pílulas, cremes e rações especiais que lhe forneciam a capacidade de estender  seu tempo de vida enquanto se empanturravam de fast-foods que, aliás, haviam comprado a maioria das outras empresas.

Torres de concreto surgiam da terra, complexos domiciliares mantendo milhares, talvez milhões de pessoas em um único condomínio aonde letreiros se penduravam,alienando ainda mais os humanos, já desmembrados mentalmente, com o único propósito de ser bonito a qualquer preço, ter dinheiro e morrer obeso. A tecnologia médica nunca foi tão focada na cirurgia plástica e robôs eram capazes de transformar qualquer pessoa em apenas algumas horas, sem a intervenção humana.

Carros velozes planavam em rodovias de aço, com GPS e funções que permitiam ao motorista seguir o caminho sem nem sequer tocar no volante, automatizando o computador de bordo a andar sozinho. Computadores domésticos eram tão poderosos que se tornavam capazes de tornar consciência própria, formada por A.I. Celulares modernos emitiam hologramas das pessoas com quem se conversava e televisões emitiam  ondas que faziam o espectador SENTIR de todas as maneiras possível, ultrapassando o áudio-visual.

Não somente nos lares e cidades, a tecnologia tomou conta dos campos de batalha. Robôs programados capazes de acertar alvos a quilômetros de distancia sem ferir nenhum civil eram comercializados como guarda costas, aviões com bombas poderosas o suficiente para destruir um pequeno país em questão de segundos. Campos de força anti-mísseis,armas capazes de perfurar  o mais resistente  dos obstáculos e armas biológicas que tinham a capacidade de matar somente um alvo em especifico.

Tanta tecnologia era dividida entre as potencias mundiais, que brigavam por cada descoberta assim como carniceiros brigam por um pedaço de carne. Nações inteiras odiavam umas as outras sem motivos, civilizações controladas por seus superiores aceitavam o ódio, alienadas e obedientes ao que suas televisões diziam. A descrença geral destruiu totalmente as religiões, sobrando apenas as que mais se adaptavam ao mundo capitalista, que vendiam sua fé em troca de dinheiro. Nem mesmo as ONGs tinham mais poder e foram acabando uma a uma até que o poder de opinião foi reduzido a quase nada.

A nova corrida armamentista começou em silencio, sem ser notada, mas a principal fonte primária estava acabando e aqueles que quisesse sobreviver deviam estar preparados para roubar dos outros, assim como a humanidade sempre fez. Começou assim, em 2 de dezembro de 2412 a corrida armamentista pela água.

Ataque Terrorista
Ano: 5 de abril de 2483

Longos anos se passaram e a tensão crescente invadiu o coração de todas as nações. Desesperados por recursos, foi iniciada a exploração da lua, onde dezenas de colônias já existiam e brigavam pelo que havia lá. Além de uma nação estar contra outra, a republica lunar estava contra todas.

No dia 5 de abril de 2483 o chanceler da lua foi à terra se reunir com outros ministros afim de resolver  de uma vez por todas a distribuição de água. A ideia suicida de derreter as calotas  polares havia sido a muito descartada e sobrava somente a lua para explorarem,coisa que o chanceler tentaria, no mínimo,organizar.

A iniciativa foi coberta pela mídia e muito aplaudida por todos, numa falsa aprovação e minutos depois que todos os representantes haviam chegado um caótico terrorista de um grupo anti-lunar simplesmente detonou uma bomba nos alicerces da construção, bomba poderosa o suficiente para matar a todos.

Temendo a reação da terra a republica da lua emitiu o alerta de guerra e todas as transações com o planeta foram canceladas, a terra estava sozinha com seu problema e aturdida com o ataque. Muitos já haviam previsto o fim do mundo o que, naqueles tempos de guerra, não era difícil supor que seria em breve. As nações voltaram contra si tendo plena consciência de que lutariam com as outras. Nunca, na história da humanidade, seu conhecimento foi tão focado na arte bélica

Sobrevivência Covarde
Ano: 20 de abril de 2483

Em meio a todo o caos, que passava 24 horas nos noticiários e nas enormes telas presas nos prédios como gigantescas televisões que repetiam as mesmas imagens sem parar um grupo de cientistas e voluntários se uniram em busca de esperança. Mesmo sobre as ameaças e reprovações da terra e da lua, A colônia espacial ‘’Arca’’ foi inaugurada e dentro dela 3 mil pessoas ,entre pessoas da terra e da lua se uniram para viver em conjunto,longe das duas super potencias que ameaçavam se explodir.Junto com eles,levaram amostras de DNA e também várias espécies animais e vegetais. A operação ‘’ Noé’’ Foi um sucesso e a colônia passou a seguira orbita da terra, longe do planeta e da lua mesmos correndo perigos pela reprovação, uma iniciativa privada como essa não tinha o menor valor frente a magnitude dos eventos e logo foi esquecida. A colônia foi lembrada nos noticiários como ‘’ os infiéis fugitivos’’ mas ninguém deu muita importância.

E Tudo Vai Ficar Pior
Ano: 14 de setembro de 2500

Mesmo sob os apelos terrestres, a lua ainda não havia mudado sua opinião e a terra já havia acabado com todos os recursos, sobrando mais nada no planeta além deles e sua tecnologia. A carne e vegetais eram artificiais, já não havia criaturas e nem ambiente para sobreviverem. Tudo ao redor das cidades havia se tornado lixões onde nem sequer ratos e baratas ousavam ficar.

Com o foco nos equipamentos bélicos,a medicina sofreu um atraso terrível e doenças antes erradicadas  voltavam a  assolar a população que entravam em desespero. As comidas fabricadas pelos humanos não haviam mais o necessário  e surtos de baixa imunidade faziam doenças simples se tornarem pandêmicas. O ar era espesso pela fumaça da poluição e cientistas diziam que havia anos desde a ultima vez que o céu pode ser visto claramente.

Enquanto os humanos morriam na terra, na lua não era diferente. Sem seu único fornecedor, os próprios recursos estavam acabando e nem mesmo a terra havia mais o que fornecer. Grupos separatistas eram formados e ataques terroristas se tornavam banais. Quando não havia mais o que acontecer, simplesmente ocorreu a quarta guerra mundial.

Um grupo armado atacou uma nação vizinha causando muitos mortos e isso bastou para que as nações bombardeassem umas as outras em cadeia, destruindo uma a uma, o chão se rompeu e a lava fluiu para fora, os mares poluídos destroçavam continentes inteiros com maremotos vindos de explosões de submarinos nucleares.

As cidades ardiam em chamas e não havia tempo de socorrer os feridos, pois armas biológicas se espalhavam matando um a um em questão de horas, explosões destroçavam prédios e monumentos. Androides vasculhavam ruínas em busca de sobreviventes, todos no intuito de não deixar nenhum ser vivo, humano ou não. O céu ficou vermelho sangue e cinza, assim como o solo. Em sete dias, não sobrou nada.

O Tempo das Cinzas
Ano: 2 de outubro de 2501

Depois do fogo que se alastrou pelo planeta, que rugiu como a fúria imbecil de homens que não se diferenciavam muito de macacos, matando uns aos outros com a única diferença de usarem armas mais sofisticadas do que uma clava ou uma pedra, arrastando toda sua existência para um imenso e inexorável destino, um grotesco e inescapável buraco sem fim. Esse,foi o fim de uma humanidade arrogante, orgulhosa, egoísta, narcisista e debiloide.

O que sobrou no seu lugar, foi um resquício de auto-piedade, orgulho ferido, amargura e a irritante, porém soberba vontade de sobreviver. E assim permaneceram de 14 bilhões de pessoas em 2498, para duas mil e quinhentas pessoas em 2501. Os únicos sobreviventes, ironicamente foram os da colônia espacial ‘’Arca’’ ,que permaneceram juntos. Porque as pessoas têm a instinto hipócrita de se unirem, depois que percebem que o fim chegou. Ao ver o que fizeram com o planeta, que havia se tornado inabitável, todos entraram em estados de criogenia em sua colônia, esperando que um dia enfim pudesse regressar à sua terra natal.

As Calotas polares derreteram afundando continentes inteiros, placas tectônicas se moverem tirando países e mudando a geografia da terra, terremotos, marés erupções, inversão de pólo magnético, furacões das mais diversas magnitudes unidos com incontáveis explosões nucleares remodelaram o planeta, o que sobrou foi um novo continente, parte da áfrica do sul e Austrália que se uniram com porções de terra submersa para formar um novo lar. Por ser o continente mais novo não havia tanta radioatividade, infecções ou poluição exacerbada. Mas havia muito que fazer e a terra demorou 4 mil anos para se recompor o mínimo que fosse.

Regresso
Ano: 2 de novembro do ano de 6517

Quatro mil anos se passaram  e enquanto isso, a carnificina deixada pelos primatas mais arrogantes do planeta foi lentamente  superada  pelo organismo mais ferido de todos. A terra continuava em seu eixo, apesar de haver alguns milênios que seu pólo magnético inverteu e voltou ao normal, o sol já podia ser visto ligeiramente, o que era ótimo depois de centenas de anos sem luz, apenas nuvens tempestuosas que choravam cinzas. Os continentes já não ardiam em chamas, nem os mares engoliam quilômetros de solo, depois de milênios, os desastres naturais, passaram a ocorrer com menos freqüência até desaparecerem,assim como a raiva passa,como passar do tempo.

A arca, finalmente poderia voltar para casa e foi o que fez. 2 anos depois da mínima estabilização da terra, a colônia acordou de seu sono profundo. Não houve comemoração, não porque a criogenia havia feito mal, mas porque não havia o que comemorar, não havia sobrado nada, se não a vontade de sobreviver. Porém não era tudo tão fácil, logo se depararam com um novo inimigo: radiação.

Pelo Bem Maior
Ano: 3 de novembro do ano de 6717
(1° de janeiro do ano 1)


A humanidade estava de novo em um beco sem saída. Não havia mais recursos tecnológicos, tudo que havia sobrado era a colônia espacial, que já estava com falta de comida e água, a terra não sobreviveria daquele jeito e a radiação impedia que vivessem na terra. Então como despedida da arca, que serviu de berço para a nova humanidade, ela foi ativada com sua função final. Um reduto, um imenso complexo tecnológico com o de mais avançado com o único intuito de produzir vida.

Toda a energia foi enviada e concentrada. Água foi produzida a partir do oxigênio no ar. O solo foi descontaminado passando pro processos de produção e a radioatividade foi tirada pois a própria maquina se alimentava de radioatividade. E assim, por duzentos anos a maquina trabalhou sem parar. Trabalhou até o fim e quando terminou, suas funções pararam, sua energia acabou e ela morreu,sem chance de reparos. A ultima maquina produzida pelo homem, morreu por um bem maior. Em primeiro de janeiro do ano novo, a maquina chamada Adão, faleceu. E assim,esquecida pelo tempo, se tornando sucata e então, pó.

Neandertal
Ano: 14 de janeiro do ano 01

Não havia mais tecnologia, não havia mais conformidade, sem seus poderosos chips de computador, a população foi reduzida a homens da caverna, tudo que sobrou foi, uma produção de vegetais geneticamente modificados que foram imediatamente replantados. Do dia 1 ao dia 14, já haviam crescido o suficiente para alimentação usando somente água e o pouco de luz do sol que vinha por entre as nuvens tempestuosas e sujas de fuligem. Sem madeira, a humanidade foi forçada a voltar para as cavernas e viverem da agricultura já que boa parte da vida animal havia sido morta antes ou depois da guerra. Sua única fonte de subsistência eram as plantas geneticamente modificadas e um resquício mínimo de vida animal que obviamente, era artificial já que porcos, galinhas, cães e outros
animais de médio e pequeno porte dificilmente sobreviveriam naquelas condições. No dia 14 de janeiro foi plantada a primeira e única semente natural sem modificações genéticas remanescente da guerra. Ela foi plantada e cresceu poucos dias depois. Foi chamada de ‘’A Primeira.’’

Capítulo II - Reerguer

Dividir
Ano : 28 de novembro do ano 1

Um ano sem arvores, vivendo em cavernas. Afogados na tecnologia que antes viviam, mal conseguiam se adaptar a fazer coisas simples, e assim como homens das cavernas, reaprenderam o fogo, a caça, a agricultura, pesca e fabricação de instrumentos rústicos como machadinhas. Usando o lixo que vinham das marés, reciclavam e reutilizavam o máximo possível. Demorou um ano para que ‘’A Primeira’’, a primeira arvore plantada gerasse frutos que se espalharam pelos arredores, reiniciando o ciclo e recuperando lentamente a vida no novo continente.

A primeira geração surgiu e as primeiras aldeias se formavam.  Ao decidir onde ficariam três grupos se divergiram: os que preferiam permanecer nas seguras cavernas, cavando cada vez mais fundo, expandindo seu reino subterrâneo, aqueles que preferiam permanecer perto da ‘’Primeira’’ e entrar em contato com a natureza e aqueles que preferiam migrar para as planícies onde havia maior abundancia de alimento, apesar de ser mais perigoso.

Foi assim que os três primeiros reinos surgiram, Vale dos Ventos, Ksherna e Lorien. Um pequeno grupo, diferente de todos, preferiram se aventurar nas terras ainda não descobertas do continente. Liderados por Alexander Pejite e Muril Jylia, desbravaram corajosamente,viajando dias e dias, até finalmente se estabilizarem, incontáveis quilômetros de distancia, do outro lado do continente. Mas seu legado não foi limitado a somente duas aldeias, criaram várias em seu caminho. Como a antiga Delphos.

Descobrir
Ano : 7 de julho do ano 15

Anos se passaram e a economia cresceu forte, a humanidade estava unida e as gerações foram surgindo, trazendo um aumento populacional também. Houve então, tempos de paz. No centro árido do continente uma cidade, antes minúscula e de poucos habitantes se tornou praticamente o centro econômico da região, pois ficava entre o sul e o norte, e servia de intercambio entre elas. Seu nome era Delphos e mantinha consigo uma cidade satélite, chamada Delphenia e que tinha como único intuito,avançar tecnologicamente. Em 7 de julho no ano 15, porém, tudo que houve, foi o relato de uma construção antiga ao longe,documentada por um viajante que se perdeu. Foi a primeira vez que o castelo negro foi visto.

Escavar
Ano : 19 de agosto do ano 15

Um mês depois do relato de um viajante, foi formada um grupo de exploração a fim de achar o suposto castelo que nunca havia sido descoberto antes, numa região desconhecida e inexplorada. Enquanto isso, nas capitais do continente foi iniciada as primeiras escavações para achar objetos do passado com o intuito de recuperar parte da gloria perdida.

Ao longe, nunca região afastada, cientistas estudam um novo tipo de ecossistema próprio, um pequeno bosque de fungos onde insetos viviam pacificamente, resultado ainda das mutações vindas da radiação. A descoberta foi aplaudida e bem recebida, denominada ‘’o milagre da evolução’’. Estudiosos afirmavam que era impressionante como a natureza evoluiu a tal ponto.

Comoção Geral
Ano : 20 de outubro do ano 15


Dois meses depois do grupo de exploração ter ido rumo ao suposto castelo, nenhum dos 30 integrantes voltou o que gerou angustia geral. Entretanto as descobertas nas escavações foram incrivelmente bem sucedidas e houve a primeira revolução tecnológica, redescobriram diversos objetos que facilitaram a vida dos habitantes, engenharia, matemática, química entre outros campos de estudos foram lentamente redescobertos e a alquimia começou a se tornar popular. O sucesso foi tanto que todos esqueceram o pequeno bosque de fungos e com medo de estragar o bom humor dos cidadãos, novas explorações ao misterioso castelo foram canceladas.

A humanidade passou por um tempo chamado de repouso dos deuses. Um grande período onde houve paz e a regiões prosperaram. Nesse tempo, que durou dois mil anos, houve decisivos e importantes fatos, que se mesclavam longos períodos de calmaria. Dentre os fatos importantes, vieram a expansão do Fukai e seu reconhecimento como mal comum, a destruição de Felphos a fundação de Jylia, e a mudança dos dois vilarejos irmãos do sul para Pejite e Kannin e a primeira guerra contra o Fukai, que destruiu o templo de oratória, agora conhecido como ruínas de fogo.

Peças de Tabuleiro
Ano: 16 De Janeiro do ano 30

15 Anos depois da descoberta do Fukai, denominado assim pelo seu descobridor, o cientista Jennai Fukai, que foi o primeiro a reconhecer a região como um novo ecossistema os fungos já haviam dobrado sua área de atuação e os primeiros insetos de grande porte começaram a ser vistos. Sua localização ficava a leste do rio Sirius e aproveitadores começaram a usar a descoberta como ponto turístico.

Enquanto isso no sul, dois vilarejos irmãos chamados Grefen e Lhefen foram renomeados. Seus fundadores, também irmãos, morreram e deixaram como herança a bravura dos grandes exploradores que foram e seus filhos, que tomaram para si o direito de governar a cidade, eles se uniram numa cidade só, chamada Kejite, união dos sobrenomes das duas principais famílias, Kannin e Pejite.

Rebelião
Ano: 29 de Agosto do ano 446

Caos geral. O centro estava sendo tomado pelo Fukai e Delphos a principal pólo econômico e ligação entre o norte e sul estava quase sendo engolida pelos fungos. Não somente isso,estava  quase sendo engolida por insetos que cresceram dezenas de  vezes o tamanho que tinham centenas de anos atrás. Foi declarada  guerra imediata contra o Fukai e soldados de todo continente se uniram para combater a ameaça. Seus esforços foram de certo valorosos, mas não adiantaram muito, mesmo com toda a força, unidade e coragem dos exércitos, faziam pouco mais do que atrasar os avanços constantes dos insetos. Desesperados, os habitantes de Delphos e Delphenia fugiram em massa para todos os lados. Grande parte foi para o sul, coma promessa de um lugar melhor.

Infelizmente, a vinda dos imigrantes gerou super população em Kejite. Não havia comida para todos nem infra-estrutura para aquele súbito crescimento. A família Pejite insistia em manter os imigrantes, com o plano ambicioso de aumentar a economia com tantas pessoas sem ter onde morar nem ter o que comer. Uma grande população à mercê deles. Kannin, no entanto defendeu a ideia de eles criarem uma cidade livre, que teria ajuda de Kejite onde assim poderiam ressurgir com toda sua grandeza. As opiniões divergiram e além da guerra contra o Fukai, veio uma guerra civil dentro de Kejite. Depois de 15 anos com atentados terroristas e tentativas falhas de paz, A família Pejite venceu a disputa, subjugou Kannin e até hoje Kannin não se recuperou da guerra, sofrendo ainda por cima com a expansão do deserto.

Enquanto Pejite e Kannin brigavam e marcavam fronteiras, os refugiados de Kannin e a população da Antiga Delphos se mudaram para um campo, que se tornou campo de refugiados, que se tornou vila e então, tornou-se cidade. Chamada Jylia.

Queimar Até os Ossos
Ano: 4 de dezembro do ano 895

A guerra se espalhou pelo continente, Destruiu Delphos, Delphenia e inúmeras vilas. Não somente, aumentou ainda mais o deserto e os monstros incitaram o terror. A moral dos homens diminuiu pelo cansaço e a cada soldado que perdiam, pareciam surgir mais dois insetos. Em meio a isso, o Fukai ameaçou o templo de oratória. Diversos fiéis, mesmo sabendo do perigo se refugiaram dentro do templo e oraram para seus deuses quase esquecidos pelo tempo. Enquanto isso, os soldados lutavam para matar os insetos. Foi observado o processo de conquista do Fukai.

Primeiros insetos pequenos aparecem, seguidos por maiores que servem para proteger e explorar o terreno almejado, depois os fungos começam a se multiplicar e se espalhar até conseguir engolir o terreno, em poucas semanas, o que era uma região qualquer, é tomada por fungos. O mesmo estava acontecendo com o templo de oratória. Os insetos tentavam invadir o lugar e um cinturão humano de soldados defendia incansavelmente, mas ninguém sabia por quanto tempo iriam durar.

Ensandecer.
Ano: 25 de fevereiro do ano 1.002

Era loucura tentar manter aquele lugar. Os insetos surgiam dia e noite e os soldados tinham que lutar por horas a fio até que trocassem de turno, descansar e lutar e novo. Já havia uma pilha com toneladas de cadáveres, por mais que os soldados fossem mais fortes e raramente aparecia um inseto muito maior que um cachorro, eles com certeza vinham em maior numero. Foi criado um plano suicida: Explodir o templo de oratória e a região toda, queimando tudo na maior área possível a fim de erradicar boa parte do Fukai. Todos foram contra a principio, mas, por baixo dos panos, todos os preparativos estavam sendo feitos, por "precaução"

Ensandecer Ainda Mais.
Ano: 26 de fevereiro do ano 1.002

Dia seguinte, uma montanha de corpos podres em volta de um templo, fiéis intoxicados pelos esporos do Fukai, soldados lutando a meses,alguns lutando por anos e um general louco resolveu acender um fósforo no lugar errado. Não foi somente uma explosão, que matou centenas de pessoas, mas como um incêndio colossal, houve relatos de que o fogo pode ser visto do vale dos ventos apesar de nada ter sido confirmado. O incêndio se alastrou e queimou tudo, tudo mesmo, até as cinzas,que se mesclaram com o solo, deixando uma região desértica e destruída. Quase 3 mil pessoas morreram e um numero incontável de insetos e dezenas de quilômetros quadrados de Fukai também, alguns dizem que o general foi um herói incompreendido, outros o chamam de  louco, a verdade é que Adramelech Sanzir nunca foi encontrado o que se supõe que ele morreu junto na explosão.

Pseudo-Trégua.
Ano: 13 de Março do ano 2012 

Mil anos desde o ataque suicida nas ruínas de fogo, que ficou com esse nome graças ao incêndio que a batizou com o nome ‘’ruína’’. E desde então o Fukai parece ter se estabilizado pouco a pouco até atingir uma suposta letargia, seu crescimento diminuiu bastante e parece até ter regredido. Ninguém conseguiu dizer o porquê e várias hipóteses foram formuladas, mas nenhuma realmente conseguiu explicar o fenômeno. Rumores sobre o Fukai ser um organismo inteligente começaram ser formuladas. Enquanto isso, as civilizações permaneceram em crescimento, algumas até esquecendo o embate antigo enquanto outra, como Pejite, se tornaram fortalezas militares, apenas esperando o próximo ataque.

Esse clima se manteve assim por mil anos, enquanto lugares prosperaram ou não. O castelo negro foi finalmente reconhecido como uma região apesar de que ninguém jamais ter entrado lá. Ruínas de fogo permaneceram lá, como lembrete do massacre e a antiga Delphos foi para sempre soterrada pelo Fukai.


Capítulo III - Pilar de Luz

Big Bang
Ano: 1 de janeiro de 2013

Com a estabilização do Fukai e um aparente desaparecimento dos grandes insetos que encheram de medo o continente, as navegações pelo Sirius foram reabertas, enquanto isso, pequenos grupos de exploradores começaram a enfrentar o Fukai.  Com o fim de guerra, muito material bélico foi deixado de lado o que barateou os equipamentos. Não só isso, depois de anos de batalha, o continente teve uma tendência maior a batalha o que se refletiu com o súbito aumento de aventureiros. Reclusos em seus reinos, as pessoas preferiam pagar para os nômades realizassem tarefas fora do reino. Começou a se tornar um hábito, havia muitos aventureiros, a maioria pessoas que perderam tudo nas batalhas e temerosos por novos ataques, ricos medrosos eram o que não faltava para lhe dar trabalho.

De entregar cartas a enfrentar monstros e bandidos, aventureiros prosperaram nessa época. Juntamente a isso grupos de exploração forma criados em diversos pontos do continente. Vindo de Jylia, um grupo de 15 pessoas se uniram para entrar no Fukai,com o objetivo de achar a rota mais curta e segura possível a fim de reabrir rotas mercantis entre o norte e sul, o que encontraram no entanto, foi de fato muito mais grandioso.

Um cristal gigantesco, em meio ao Fukai foi encontrado, nunca houveram registros daquilo,mesmo na época em que o mar da morte ainda não havia se espalhado por lá. Maravilhados pelo objeto, ambos manteriam acampamento ali e durante a noite, o cristal passou a brilhar. Com um único toque 10 das 15 pessoas ali morreram e uma explosão de luz e energia surgiu no meio do Fukai, podendo ser vista por todo o continente. Um pilar de luz se estendeu até os céus e mesmo que ninguém houvesse descoberto no dia, em primeiro de janeiro do ano de 2013 foi redescoberta a magia.

Fundação
Ano: 19 de outubro de 2313

Desde a explosão de energia do cristal no Fukai, fatos inexplicáveis começaram a surgir, raças se modificarem enquanto outras surgiam, pessoas mais sensíveis começaram a despertar talentos indecifráveis, teóricos dizem que o continente foi lentamente foi se acostumando com o poder mágico e que o cristal era um tipo de selamento, que agora liberado, fazia a magia fluir.

Imediatamente diversos estudiosos se dedicaram dia e noite na redescoberta dos poderes arcanos perdidos no tempo. Toda a força possível foi convocada apesar de que boa parte da comunidade cientifica ainda insistia na ciência e na alquimia, gerando dois campos de estudos diferentes. O progresso começou lento, mas depois de conseguirem entrar em sintonia a evolução dos poderes mágicos foi rápida.

A aceitação da magia no continente foi tão bem aceita que foi fundada uma nova cidade em volta do cristal. De difícil acesso ela permaneceu intocada mas prosperou , ainda hoje é difícil chegar ou sair dela mas a cidade de Mir, é muito respeitada por todos e tem um templo dedicado ao grande cristal,que liberou toda a magia do Zephyr.

Ponto Inicial
Ano: 1 de Janeiro de 2314

A magia prosperou a ciência também e os povos idem. Escavações foram refeitas, aventureiros contratados e cidades se movimentaram. É nesse movimento que o zephyr termina seu passado, atinge o presente e vai em busca do futuro, que é incerto a todos. A cada dia nova descoberta é feita, uma nova espécie é reconhecida e um novo terreno explorado, o mundo é de todo ser vivo e, portanto, todos têm o direito de explorá-lo. A história nunca acaba, pois o futuro ainda está para ser escrito.


-   Matuzalem.
OFF: Editado (Kakysta).

avatar
Saphira Odin
Transcendente
Transcendente


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum