Velum

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Velum

Mensagem por Convidado em Qua 22 Jul 2015 - 11:07

Nome do Personagem: Velum (Embora geralmente troque de nome com a facilidade que troca de forma)
Raça: Doppelganger (2)
Classe: Sem classe.
Nível do Personagem: 1
Idade Real/Idade Aparente: 30/ 20, em sua forma mais utilizada
Altura: variável, mas geralmente 1,75
Peso: variável, mas geralmente 75 kg

Características Físicas: Após muitos anos de treinamento Velum conseguiu uma forma humana a qual pudesse se fixar, continua sendo feio, mas é muito melhor que a massa praticamente amorfa que costumava ser. Consegue desenvolver sem esforço um corpo pálido e um pouco fraco demais. Olhos de um negro profundo e um ralo cabelo no topo da cabeça, por fim tem o corpo coberto de tatuagens para disfarçar as falhas ainda presentes na mutação. Geralmente usa jaquetas e casacos largos demais para ele, calças jeans e pesadas botas militares. Apesar de essa ser sua forma mais comum, Velum prefere trocar de pele sempre que possível.
 Personalidade: Velum é uma enorme montanha russa. Seu humor é instável como gases de alta pressão e tão perigoso quanto. Segundo ele mesmo existem dois estágios de sua vida que se alternam constantemente. O Bobo e o velho. Enquanto o bobo apresenta uma alegria insana e perigosa, com risadas sarcásticas e cheias de veneno, o velho é um estágio de depressão, de poucas palavras e mau humor que acaba contagiando quem estiver perto. E como se não bastasse, o Doppelganger, quando não está em sua forma natural deve lidar com a personalidade da pessoa que está sendo copiada.  

História:
Estávamos todos ao redor da fogueira quando o gordo Eli pigarreou e disse com sua voz rouca de velho oeste:
-Bom, meus caros senhores, hoje irei contar uma história que aconteceu a muitos e muitos anos. E Juro pela minha égua que ela é tão verdadeira quanto o fogo que te esquenta.

As sombras da barba e do chapéu de Eli contrastavam com as partes iluminadas pela chama vermelha do fogo, o velho tomou um gole de sua bebida e continuou:

-Eu era jovem ainda, jovem como o Cody ali, quando me deparei com uma enorme lona colorida, estendida sobre enormes ripas de pau, aquilo era um circo. Não sei se já ouviram falar, mas um circo é um local onde eles exibem pessoas que fazem coisas maravilhosas. Mágicos, dançarinas, animais fantásticos e é claro aberrações.

-Aberrações como o George? – Disse Paul apontando para seu irmão. Todos caíram na gargalhada e Eli disse:

-Hahahaha, não, o George é muito feio para ser exibido em um circo, mas continuando. Eu estava vagando por ali e o dono do circo, um senhor feroz chamado Heatstone, me chamou para trabalhar lá por alguns meses. Estando pobre como eu estava eu aceitei. As tarefas eram simples. Alimentar os tigres, escovar os cavalos, ajudar as bailarinas, maquiar o palhaço. Mas havia uma jaula, meus senhores, e essa jaula era a que mais me intrigava.
E o maldito velho parou sua narrativa novamente para beber seu maldito gole, eu odiava quando ele fazia aquilo. Sempre parava a história no meio da parte interessante. Mas como sempre, ele continuou.

- Essa jaula não tinha uma abertura, uma janela, um furo se quer. E as instruções eram muito claras: Nunca abra um buraco, mesmo que pequeno na caixa. Caso um buraco seja aberto. Esconda seu rosto e a chave. E nunca, em hipótese alguma, abra a porta. Encima dessa jaula havia um letreiro que dizia: “Você”.

Quando o dia do espetáculo chegou e eu tive uma folga, eu fui para a tenda separada onde eles exibiam o você. Entrava um de cada vez e eu via a cara das pessoas que saiam da tenda, em seus semblantes eu via horror, medo, confusão e até mesmo dor.
Quando chegou a minha vez e eu entrei na tenda eu vi.-

Maldito velho! De novo tomando um gole de sua bebida, eu juro, um dia eu hei de quebrar aquele maldito cantil.

-Eu vi, naquela tenda, com 3 correntes ligadas no pescoço e com as mãos amarradas em uma corda grossa estava: Eu. Sim, exatamente, uma cópia idêntica minha em cada detalhe. Fiquei extremamente assustado, sabe? Aquilo provavelmente foi a coisa mais assustadora que eu já vi. Ligadas naquelas correntes estavam fios que poderiam matar aquilo com um simples pressionar de botão.

                Passados alguns dias do espetáculo, eu ainda trabalhava naquele circo. Eu estava lavando o chão, com um balde e um rodo, sabe? Quando o chefão chegou, eu não resisti e perguntei a ele “Como você conseguiu aquele... Bicho? ” O chefão olhou para mim em dúvida, não sabia se deveria responder, mas por fim disse “Foi a uns 5 anos atrás, eu estava andando pela cidade grande quando soube de rumores de um Doppel na região, eu e uns amigos armamos uma emboscada e acabamos pegando o bicho. ” Eu achei a história muito mal contada, mas quem sou eu para contradizer o chefão, não é mesmo? Mas naquele dia, algo sinistro aconteceu. –

                E o velho estava prestes a tomar mais um gole de sua bebida quando eu segurei o cantil e disse furioso:

                -Termine. A merda. Da história. Velho.

                Eli olhou para mim em parte surpreso com minha atitude, em parte bravo por não poder tomar seu gole, mas decidiu não causar confusão e continuou sua história:

                - Eu continuei lavando o chão até chegar a porta da jaula do Doppel, senti alguma coisa estranha, vocês sabem que eu tenho esse sexto sentido. E quando me virei, ali na jaula de madeira, quase imperceptível. Um buraquinho do tamanho de um comprimido pequeno, e na pequena luz que passava pelo buraquinho, um olho negro como a noite. Como ele fez o buraquinho, não sei, talvez com a unha, talvez com o bico da flauta, ah é, a flauta ainda não apareceu.

                Eu entrei em pânico, já havia mostrado o rosto, tentei esconder a chave que estava presa no meu cinto, mas me bati muito e achei ser tarde demais. Um silêncio sepulcral tomou conta daquele recinto pôr o que pareceram ser anos, quando, quebrando a espera, o som da fechadura se destrancando. –

                Eli parou a história e estendeu sua mão para mim, relutante eu dei o cantil para ele, nunca tinha visto ele falar por tanto tempo sem beber, talvez ele morresse, eu não queria arriscar. Ele bebeu dois goles imensos, limpo os lábios com a manga da camisa e continuou:

                - A porta da jaula se abriu lentamente, e eu vi por alguns segundos uma criatura pálida e magra, com olhos fundos e desesperados, mas essa criatura logo sumiu para dar lugar a uma cópia perfeita de mim mesmo. Exceto que em sua mão estava uma flauta de bambu. E ela veio andando na minha direção, com um olhar maligno, um jeito de andar, tudo naquela criatura demoníaca me assustava.

                Quase sem voz eu gritei “Guardas! ” Para a minha sorte haviam dois lanceiros se aproximando e quando viram a situação vieram correndo. A criatura se jogou para cima de mim e derrubou nós dois no chão. Quando os guardas chegaram, eles não sabiam mais quem era quem.

                Eu e a criatura gritamos ao mesmo tempo “Ele!” Os lanceiros ficaram confusos e abaixaram um pouco as lanças. Nesse momento a criatura se levantou rapidamente e apenas batendo nos lanceiros com sua flauta ele matou os dois, o primeiro morreu com uma pancada feroz na nuca e o segundo teve o destino pior, ele foi imobilizado pela criatura e o bico pontudo da flauta entrou bem devagar no seu olho, eu só consegui vomitar ainda caído no chão.
                Então a criatura pisou no meu pescoço, apontou sua flauta para mim, olhou no fundo dos meus olhos e disse:

                -Vou deixar você vivo, para contar a história. Meu nome é Velum.

                E saiu correndo noite adentro. Juro que cada detalhe dessa narrativa é verdadeiro. E eu tenho certeza que Velum ainda anda pelo mundo, só os deuses sabem onde ele está, ou que forma ele assumiu agora, mas ele pode estar mais perto do que você imagina. –

                Os mais novos e mais assustados olharam para os lados, para a escuridão da floresta. Eu olhei para o velho Eli. Ele olhou para mim e eu pude jurar que seu olho azul gelo estava negro como a noite. Ou talvez fosse apenas a minha mente pregando peças.
 
 
Ps: Eu fiz um terceiro contar a história porque:
1: Velum não lembra nada por causa da tortura do choque elétrico, então não há passado.
2: Velum não é dono de sua própria personalidade, seu intuito é sobreviver e não viver. Então o futuro é quase insignificante, por enquanto.
3: Eu queria sair um pouco do padrão.
4: Se não gostou, eu refaço em primeira pessoa ou algo parecido.
               
 
ATRIBUTOS:

Força:1
Habilidade:2
Velocidade: 2
Resistência:1
Inteligência: 2
Balística1

HP: 1 x 10 +5 = 15
SP: 2 x 10 +5 = 25




Talentos:
- Simular Objeto
- Esmagar

Pericias de classe:
- Pericia com arma Nv. 2 (Flauta de Bambu)
-Instrumento musical Nv. 1 (Flauta)

Perícias:
-Mímica Nv. 2
-Furtividade Nv. 1
 

Vantagens Raciais:
-Transformação consciente: Qualquer criatura que esteja ao alcance da visão.
- Mente Inacessível: Já que ''não tem'' personalidade, não tem consciente para ser lido. 
- Olhar da verdade: justamente por possuírem uma percepção incomum dos seres e copiá-los até nas lembranças, doppels também percebem quando estão mentindo.

Vantagens:
- Arma Especial (Flauta)[2]: Inteligente (1); Perícia Ótima(1); Ataque físico+2 
- Arte(1)
-Foco em arma(1)

Desvantagens Raciais: 
- Mania: (Imitar os outros)
Desvantagens:
-Cleptomaníaco(-1)
-Amnésia(-1) (Não lembra de nada antes do circo)
-Intolerância(-1) (Torturas com choques elétricos)
Estilo de luta: Bojutsu

Movimentos do estilo de luta:

Itens:
-Flauta de Bambu (20 po)

-Manteau (20 po)

Magias:

Resumo de Custos: 

Raça: 2 pontos.
Classe: 0 pontos.
Talentos: 0 pontos.
Atributos: 9 pontos.
Vantagens: 4 pontos.
Desvantagens: +3 pontos.
Estilos de Luta: 0 pontos.
Total de Pontos Utilizados: 15


Última edição por Velum em Sex 24 Jul 2015 - 13:26, editado 1 vez(es)

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Re: Velum

Mensagem por Saphira Odin em Sex 24 Jul 2015 - 13:37

Ficha aprovada. Caso não tenha um narrador pode pedir um neste link http://zephyr.forumeiros.com/t1032-players-novatos-ou-nao-sem-gm-o-retorno
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