O Templo Perdido - Parte 1/7

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O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Zephyrus Ensoron em Sex 22 Nov 2013 - 19:28

- Já a encontrou? – perguntou um homem todo elegante.
- Sim, senhor – respondeu um homem troncudo e forte.
- Encontrou as chaves?
O homem grande pareceu sentir medo por um momento.
- Ela não trouxe. Ficaram todas no templo.
- Todas as doze?
- Infelizmente, senhor.
O elegante homem se levantou e caminhou até a janela. Observou o céu antes de voltar a falar:
- Suspeitei desde o princípio que isso poderia acontecer. Que seja, pois já pus o meu plano em ação.
- Que plano?
- Vou reunir doze aventureiros, prometendo-lhes fama e muito dinheiro. Dessa forma, conseguirei reuni-los rapidamente. E cegos pela ganância, partirão imediatamente – riu baixinho e se virou encarando o homem forte que recuou. – Claro que não irei contar sobre os riscos que irão correr.
- É um ótimo plano senhor.
- Eu sei. Fui eu quem o fiz.
Ele se virou e caminhou até a porta. Abriu, e antes de sair completou:
- Mande montar acampamentos em todas as principais do Continente de Zephyr. Tenho que achar os doze o mais rápido possível.
- Os doze seriam aqueles doze?

- Sim... Os escolhidos do Apocalipse.


~.~
Está aberta a campanha!
Quero tudo no mínimos detalhes: como chegaram a cidade, como encontraram a noticia, como reagiram a ela... Enfim, tudo.
O primeiro post irá decidir se vocês morrem ou vivem, ou seja, caprichem.
Vocês podem narrar em QUALQUER cidade do continente do Zephyr.
Eles irão fazer um teste com vocês. Um homem, de aparência muito importante, só para complementar, irá trazer uma pequena esfera. Se vocês forem o escolhido, ela irá brilhar em roxo e bem... Vocês são os escolhidos.
Depois que todos postarem, eu deixarei os que estão na mesma cidade interagirem enquanto a "caravana" se prepara. Darei pequenos detalhes sobre a viagem e depois, narro vocês viajando.
Será uma viagem dificil, portanto, se esforcem. Terão coragem para conseguir?
Boa sorte.
Que a Deusa Nefertite vos proteja.
Spoiler:
O melhor post ganha XP extra.

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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Nyer em Sab 23 Nov 2013 - 22:46

O sol pairava no centro do céu, até poucos minutos atrás não havia nenhuma nuvem, contudo de pouco a pouco duas nuvens que formavam a forma de um guerreiro em posição de defesa no ponto de vista de uma pessoa com ao pelo menos um pouco de imaginação e tempo suficiente para se perder na imensidão daquele céu azul com apenas duas nuvens que de pouco a pouco ia se aproximando do sol como se aquilo fosse um embate entre-estas duas coisas. O clima estava ótimo, hora ou outra passava uma corrente de ar fria que amenizava o calor mediano que o sol de aparente bom humor colocava naquele local. Porém não falo isto por ser um amante do sol, pelo contrario, apenas falo isto por ter passado um bom tempo em uma floresta que quase sempre era noite e ver a lua dia após dias estava começando a me incomodar.
Já havia saído daquele fim de mundo fazia algumas horas, porém parar para apreciar o sol da manhã era algo que não me cansava mesmo não sendo muito amigo de luz ou coisas do gênero.  Estava andando sem rumo, apenas queria me distanciar daquele lugar que com toda certeza era bem pior que o inferno, e sim eu posso afirmar isto pois já estive lá. Caminhava meio que sem rumo por um tempo, realmente não tinha a menor ideia de como cheguei ali e muito menos de como sairia daquele fim de mundo.
 
- “Milord, você não sabe onde está indo, não é?”
- Não, não sei...
 
Não queria parecer inferior ou nada do tipo, porém o pouco de humanidade que carregava dentro peito me fez falar apenas por puro instinto. Pensava que havia perdido tal coisa, realmente é um problema ter uma fraqueza deste tipo, contudo não é nada que um pouco de brutalidade do meu verdadeiro eu para oprimir tal coisa que me tornava quase que um demônio comum do primeiro escalão do inferno. Continuava caminhando calado, realmente não queria voltar naquele assunto e simplesmente comecei a encarar como se aquilo nunca tivesse ocorrido em toda minha vida.
De repente chegava em frente a uma casa que se localizava no meio do nada, pelo menos nos primeiros instantes pensei isto, logo olhei melhor e sentir o cheiro de carne humana frente em uma quantidade massiva, era certo que mais a frente havia uma cidade. Olhava melhor aquela casa, de inicio olhava como um humano normal e via uma casa de madeira pintada em um verde esbranquiçado com dois andares, possuía uma varanda com uma cadeira de balanço ao lado esquerdo que era dividido por uma “escadaria” composta por três escadas que me levavam a entrada da casa. Mas da maneira que eu conseguia ver era possível ver três formas humanoides fontes maciças de calor no canto esquerdo a pouco mais de quinze metros a minha posição atual. Um sorriso largo nascia por entre meus lábios, um sorriso ganancioso que mostrava que eu realmente tinha um plano e este plano sem duvidas não era nada como pedir para dormir naquela residência.
- Arrumei uma casa... Greed... Kukukuku...
 
Caminhava enquanto deixava a minha foice apoiada em cima de meu ombro direto enquanto mantinha ela presa entre meus dois braços enquanto fazia o movimento de cruza-los e mantê-los assim. Seguia em direção da casa enquanto fazia questão de ser o mais barulhento possível na escadaria e no momento que cheguei na porta falava “toc, toc” como um piada que para apenas eu ouvir e ria de mim mesmo enquanto dava uma forte batida com o cabo de minha foice e na segunda tentativa a porta sucumbia a minha força. Podia ver com a minha visão sensível a calor que o pai estava armado com um machado e a mão e a filha foram se esconder no armazém que ficava perto da cozinha. Tentei fingir não ver que o pai estava se escondendo atrás da porta, mas meu instinto de matar falou mais alto e apenas sentia meus braços armados com minha foice de movendo para trás e logo em seguida eu acertava a parede que não era lá muito grossa e ouvia os gemidos do pai que aparecia na minha frente com um belo buraco em suas costas que deixava um lindo rastro vermelho de sangue atrás.
 
- Vou... Te... Matar...
- Não, não vai. E em um movimento único e implacável decepava sua cabeça deixando sua carcaça que esguichava sangue pelo chão de madeira da casa, recolhia a cabeça e seguia vagarosamente para onde a mãe tentava esconder sua filha.
 
Ela notava minha chegada e com um instinto materno pulava daquela pequena sala em uma estocada que visava acertar meu estômago. Girava meu corpo cento e sessenta graus para a esquerda evitando aquele golpe. Ele era destra. Não por muito tempo. Girava minha foice em minha mão deixando a mesma de cabeça para baixo enquanto fazia um movimento de levantar meu braço direito para cima e assim acabava arrancando fora o braço que estava estendido e ela cortado com maestria e perfeição pela lâmina afiadíssima de minha tão amada foice. Abria um sorria meiga para a mulher ao ver seu olhar aterrorizado e dava um deve beijo em sua bochecha esquerda enquanto girava novamente a foice entre os meus dedos e cravava minha arma em seu abdômen e fazia o movimento de impulsionar meu braço para trás fazendo com que eu dividisse a mulher em duas partes até chegar a sua virilha. Não prestava atenção, mas conseguia sentir o cheiro dos órgãos dela bem melhor agora.
Olhava para a criança, ela ainda não havia visto nada... Por um instante sentir remorso de ter matado todos naquele local. Por um instante. Fechei meu olhos e respirei fundo girei minha foice e joguei ela dentro do armazém, não era bom em mira e minha foice poderia ou não matar a garota se quisesse. Era uma escolha dela, não minha.
 
- Se você ainda estiver viva, fuja. Não quero fazer mal a uma criança. Está ficando tarde, mas se for correndo consegue chegar na cidade antes de mim. Aqui... A cabeça do seu pai... Caso queria um sepultamento dos pelo menos um dos membros de sua família, não espere encontrar corpos quando voltar para cá. Não espere encontrar está casa. Jogava a cabeça dentro do armazém e voltava para a sala de estar e subia as escadas.
Entrava no quarto do casal e via minha foice banhada de sangue vir flutuando. Não sabia muito bem se era o sangue na criança, porém também não me interessava se era ou não. Estava cansado e não tinha muito tempo para pensar, estava com dois corpos no andar de baixo e aquilo com toda certeza irá me satisfazer pelos próximos dias, tinha uma enorme cama para dormir. O dia não podia dar mais certo do que deu hoje.
 
[...]
 
Não lembro se estava sonhando, apenas lembro de sentir um cheiro familiar no mesmo instante que havia despertado do estado de transe que meu corpo se submetia ao dormir. Aquele era um cheiro familiar demais, porém minha sonolência e minha barriga cheia não me fazia ligar os pontos. Ouvia de fundo um bater de asas que era forte de mais para ser de um animal comum e ao ligar este fato com o cheiro levantava da cama me colocando sentado como um susto e no mesmo instante pegava minha foice e a arremessava contra a janela que se localizava no lado esquerdo do quarto.
 
- Anjo!
 
Via de fundo um corpo com asas grandes que eram familiares demais. Começava uma corrida na direção da janela que minha foice havia quebrado e ao chegar pulava girando o meu corpo como se almejasse ficar sentado na janela e de costas para o lado de fora, no entanto estendia meus braços agarrando a parte superior da janela e me impulsionava para cima chegando em um telhado em “V” que não era muito íngreme e por isto conseguia me manter de pé aqui. Olhava minha foice que dava uma enorme curva indo em direção ao anjo que vinha com todo o embalo em minha direção, olhava para ele como olhava para um velho amigo e no instante que ele sentia a minha foice com sua habilidade sonar pegava-a e jogava direção, aquilo acertava o telhado a um ou dois metros de mim e como resposta dava alguns saltos para trás e me propulsionava em um enorme salto na direção do anjo. No trajeto ia me transformando em uma raposa branca e com e logo conseguia chocar meu corpo contra o dele e neste instante mordia a lateral de seu pescoço sentindo o gosto adocicado de seu sangue puro. Ele começava a cair, estávamos a pouco mais de um metro e meio do chão quando ele usava seu antebraço para tirar meus dentes de seu pescoço. Aquilo me fazia bater de costas contra o chão e rolar algumas vezes. Transformava-me de novo em demônio, minha foice voltava na minha mão. Sorria ao ver ela, mas não tinha tempo para fazer nada o anjo estava como um gavião atrás de sua presa, sua espada prateada brilhava com a luz do sol. Me levantava e já me preparava com um golpe da esquerda para a direita em diagonal e o anjo fazia exatamente o inverso disso e nossos golpes se chocavam um contra o outro fazendo nós dois voamos para direção opostas.
 
- Quanto tempo não encontro um anjo...
- Monstro... Você matou esta família?
 
Sorria, não um sorriso normal meu que escondia toda a maliciosidade da minha alma, desta vez eu mostrava toda a maldade que residia no fundo da minha alma com apenas um sorriso. Pelo olhar de espanto dele o anjo entendeu o que havia acontecido com a família que residia naquela casa. Seus olhos enchiam de lágrimas enquanto iniciava uma investida rápida demais para que eu desviasse do golpe por completo, apenas tive tempo de me levantar e me preparar para receber o golpe em alguma parte do meu corpo. Mas eu tinha um plano. E assim sentia uma forte estocada no lado esquerdo do meu peito bastante próximo do meu ombro. Olhava para o homem sorrindo, eu não sentida dor, segurava aquela arma e com um golpe de cima para baixo arrancava a mão do anjo que segurava a espada. Ele se contorcia no chão de dor, tirava de mim uma profunda gargalhada.
 
- Eu não sinto dor... Anjo tolo... Nunca vai matar um Ashtaar.
- V-você é um Ashtaar?
 
Não tinha tempo de rir da inocência daquele anjo, deve que havia sido expulso do céu e agora queria fazer algo bom para este mundo onde a carnificina é a verdadeira realidade. Tirava vagarosamente a espada da minha ferida enquanto apertava com minha mão esquerda esta mesma arma apenas para ter o prazer de ver meu próprio sangue negro de tão impuro descer vagarosamente enquanto caminhava com passos calmos em direção ao anjo. Tirava a espada e jogava para ele, não havia uma boa luta a um bom tempo e ele teria que me divertir por mais algum tempo. Ele entendia a mensagem enquanto se levantava lentamente tentando ignorar a dor de ter uma mão amputada e vinha em minha direção, queria dar outra simples estocada em mim. Por um momento fiquei com raiva de poupar aquela vida inútil e com isto efetuava uma propulsão com minha perna direita para o lado esquerdo no último segundo e com um movimento belo batia a lamina da minha foice no guarda mão fazendo a arma pular de sua mão e cai a alguns metros a minha frente. Com golpe final cravava minha foice no peito do anjo e sentia uma queimação em minha barriga, movia meus olhos para baixo e via que esta estava com sua mão esquerda escoltada em meu estomago enquanto um brilho saída por entre seus dedos.
 
- Não! Magia da luz.
 
 Tentava me distanciar, mas era tarde demais, aquilo explodia me arremessando longe dali. Aquilo não machucava minha carne, não visivelmente. Mas aquilo me fazia sentir uma dor inigualável e até então achava que era impossível sentir dor. A dor apenas continuava enquanto um pequeno furo começava a surgir em minha barriga. Aquele furo apenas aumentava e no primeiro instante eu não tinha força para me levantar, mas tinha que fazer isto antes que aquele furo começasse a consumir os meus órgãos. Cambaleava até o anjo procurando em suas vestes, minhas poções haviam ficado no quarto e não teria tempo para voltar até ele. Rezava para encontrar qualquer tipo de poção e sem muito trabalho encontrava um cinco poções curativas e um antidoto que provavelmente deve ser desta doença, caso ela se virasse contra ele. Pegava os frascos e virava-os em minha boca e sentia meu corpo apagar e sentia meu choque contra o solo.
 
Acordava no meio da noite, a primeira coisa que fazia era passar a mão na minha barriga e ver o estrago. Não encontrava nada e abria uma belo de um sorriso. Voltava para casa cantarolando o ritmo da musica “London Bridge is falling down” e ia em busca das minhas poções, pegava o corpo do anjo e armado com as belas facas que momentos antes encontrei na cozinha crucificada o anjo no lado externo na casa e ateava fogo ali. Agora sim poderia ir para a cidade.
 
[...]
Por sorte cheguei a uma casa de cortesãs, mas eram todas anãs e seria estranho qualquer relação com uma. Elas me lembram crianças... Foi melhor não fazer nada, apenas fiquei sentando em um canto esperando que algum humano idiota divertisse minha noite, mas nada acontecia por horar. Até que um homem entrava na dala, ele se vestia muito bem, carregando uma espera em sua mão esquerda que parecia brilhar levemente. Ele pareceria estar ali para dar uma notícia ou coisa do tipo, apenas me interessei por achar uma pessoa da minha da estatura naquele local e com uma aparência tão importante. Ele olhava para mim com um olhar torto, parecia estranho, porém acho que ele ao entrar ali já havia entendido que a aura macabra que cobria o local vinha de mim.
 
- Estou aqui para reunir um grupo de viajantes. Não posso explicar muitas coisas a você, mas prometo muita fama, dinheiro e todas as mulheres do mundo que vocês conseguirem ter. Ele começava a olhar para sua esfera que começava de pouco a pouco a brilhar um pouco.
- Você realmente acha que alguém aqui é idiota o bastante para se arriscar em uma aventura que pode ser um golpe? Falei em um tom de desagrado, não havia notado, mas ele estava se aproximando de mim, quando chegou perto o bastante aquele objeto começou a produzir uma luz roxa que era um tanto repugnante para uma pessoa com uma visão como a minha.
- A pedra está brilhando para este demônio? ... Ele não pode ser um dos doze escolhidos do apocalipse! Contudo a esfera nunca mente... Tenho que confiar nela pois é minha única maneira de chegar até aquele lugar. No começo achava que ele estava falando comigo, contudo com o desenvolvimento de sua fala era evidente que ele estava pensando alto.
- Estou pouco me lascando se sou um dos doze não sei o que lá do... Acha mesmo que vou me prestar a fazer um trabalho comunitário? Minha vida é mais importante que alguns trocados.
- Então terei que negociar? Falava ele com um ar de desanimo, como se já tivesse feito isto algumas vezes com outras pessoas. – Ok... O que você quer? Quer que eu lhe de dinheiro para aceitar a jornada... Fama... Mulheres de verdade...
- “Melhor não, milord”
- Mulheres de verdade... Falei em um ato de instinto, como se quisesse forçar o meu cérebro a entender aquilo.  Por fim concordava, talvez aquela aventura realmente seja algo que eu possa tirar proveito para melhoras minhas habilidades e no final poderei ter mulheres que não fossem anãs. – Eu aceito. Porém se voltarmos vivo quero quilos de outro e muitas mulheres.
 
Ele sorria e levantava. Ao ter falado aquilo me arrependia profundamente, talvez não fosse a melhor ideia do mundo me meter com este tipo de pessoa. Aventureiros. Nunca são boas pessoas... Estranho eu falar isto, talvez seja pior que todos eles juntos. Porém era questão de orgulho, minha foice com toda certeza iria falar coisas como “eu sempre estou certo” e não daria a ela o gostinho da vitória. Caminhamos por uma hora, passando por vielas e a cada momento estava pronto para decepar aquele homem se tentasse bancar o espertinho e em fim chegamos em um acampamento, olhava torto para todos enquanto via uma fogueira rodeada por troncos seguia até lá e esperava o que iria acontecer.


Última edição por Nyer em Qui 28 Nov 2013 - 0:39, editado 2 vez(es)
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Ivy-chan em Dom 24 Nov 2013 - 1:39

Já fazia algum tempo que Ellyel estava na estrada. Vagava sem um rumo certo. Já havia cumprido algumas de suas missões, e enfrentado alguns inimigos. Porém, nada era páreo para a bruxa.

Ao longo de sua caminhada, Ellyel tivera a oportunidade de arranjar vestes mais apropriadas, inclusive uma mochila que melhor comportava seu tão precioso tesouro. Fruto de uma promessa que fizera há meses e, talvez, seu único companheiro de viagem. Ellyel nunca poderia negar que, de fato, aquela companhia a fazia um pouco feliz, e por obra do destino, sua maldição não afetava a criatura. As coisas estariam mudando para ela?

===================

A lua brilhava de forma intensa e, naquela noite em especial, Ellyel resolveu que poderia parar para apreciar um pouco mais a paisagem. Já fazia algum tempo que a veterana não sentia os prazeres da vida, simplesmente porque não queria. Porém, que sentido havia em apreciar a destruição? Tudo que ela sempre amou quando menina, simplesmente fora embora. Fora um amor em vão. Por muitos anos esse pensamento tomara-lhe a mente. Por longas datas, Ellyel viajara sozinha, e evitava ao máximo qualquer tipo de confronto.

Parar para apreciar a paisagem teria sido seu erro. enquanto descansava observando a lua, fora abordada por um grupo de ladrões, cinco no total. Claro que ela era habilidosa demais para que eles saíssem ilesos, e obviamente eles estavam de olho no pertence mais valioso da mulher. O ovo.



— Vejam rapazes, que bola moça encontramos aqui...— Um dos bandidos, provavelmente o líder, falava enquanto apontava para a "jovem" bruxa. Ele era bem mais alto que Ellyel, e bastante encorpado. Havia cicatrizes por quase todo o corpo do rapaz e, embora parece "gasto" pelo tempo e experiência, com certeza não passava dos 25 anos de idade.— Então moça.. pode ser do jeito fácil... ou do difícil.


Como quem deduz que seria do jeito fácil, o rapaz aproximou-se de Ellyel, já segurando-a firme pelo braço e levantando-a. Ela, porém, não esboçou qualquer tipo de reação até então. Perguntava-se por que aquele homem tivera o trabalho de fazê-la ficar de pé, já que logo em seguida, a jogara no chão. Talvez, e bem provavelmente, tenha feito isso só para sentir que estava no comando.

Na verdade, há muito Ellyel já acostumara-se a este tipo de situação, e preferia não reagir, para não acordar sua maldição.

Uma a uma, tivera suas peças de roupa removidas, e continuava a simplesmente deixar que o rapaz fizesse o que  bem entendera com ela. Mantinha-se imparcial, e esboçava o mínimo de chateação possível. Afinal, não queria acabar acordando. Certamente, não queria estragar aquela noite, que mesmo com tudo isso, ainda poderia ser boa, no final.

Mas nem sempre era como o esperado, até mesmo para ela.

Enquanto tinha seu corpo abusado, seus olhos mantinham-se fixos na lua. O satélite, porém, parecia perder o brilho esplendoroso de minutos atrás. Seus olhos fechavam-se lentamente, enquanto sua mente acordava suas lembranças, fazendo toda sua vida, suas 100 luas, passarem como um filme em sua mente.

Ellyel sentia seu corpo aquecer e tremer, seu ódio e desgosto acumulado de todo um século, havia finalmente acordado. Abrira repentinamente os olhos, estes mudaram de cinzas para esbranquiçados. Como se nada estivesse acontecendo, ela se levantou. O homem, que estava por cima de seu corpo, não entendeu o que estava acontecendo, claro; e nem como ela simplesmente havia se levantado, como se ele não pesasse nada.


— O que pensa que está fazendo sua...


Pobre do infeliz que tem o azar de cruzar o caminho de Ellyel, A Bruxa da Vida.
Ele sequer teve tempo de concluir sua frase. Notou-a balbuciar algo e abrir a boca, antes de ser consumido pelas chamas. Como um dragão, Ellyel soltara uma baforada de fogo que consumiu o homem em poucos segundos. Além deles, mais 2 que estavam próximos, também foram mortos. Os demais não conseguiram fugir, pois foram cercados por uma pequena horda de esqueletos que, simplesmente, surgiram do solo.

Ellyel pegou seu companheiro e guardou-o na mochila, então simplesmente deu as costas e desaparecera em meio as névoas daquela noite, enquanto seus inimigos eram massacrados.

===================

Já fazia alguns dias que Ellyel deixara seu último rastro de destruição. Caminhara bastante, e agora, por consequência de seus passos incessantes, havia chegado em uma cidade.

Ela não pretendia entrar em nenhuma, na verdade, nem sabia que havia uma ali.



“Preciso de um mapa novo.”


Já que estava ali, Ellyel procurou primeiramente uma casa de refeições.Uma boa comida, para variar um pouco, com certeza cairia bem.

O centro da cidade estava cheio, e havia uma multidão no qual, infelizmente, a bruxa acabou se metendo. No meio desta, havia um homem comum que não se destacava em nada, apenas pelo fato de parecer perdido. Quando passou por ele, Ellyel não conseguiu evitar dar uma olhada no rapaz, quase que trocando olhares com ele, mas ela não vira nada demais. Ainda.

Aquele homem, por algum motivo, parecera mais perdido ainda, mas isso não interessava a mulher, que simplesmente seguiu seu caminho.

Chegou à uma taberna que parecia estar mais cheia do que o lado de fora, mas ela simplesmente ignorou este fato. Assim como não deu ouvidos às piadas e cantadas baratas que lhe eram dirigidas. Permaneceu no recinto por cerca de 43 minutos. O tempo de arrumar um lugar no balcão, fazer o seu pedido, esperar por ele e, finalmente, se alimentar.

Pagou o que devia e saiu. Contudo, ela não esperava o que o destino estava lhe preparando. Assim que saiu do lugar, deu de cara com um homem, quase sendo derrubada. Era um rapaz alto, devia ter seus 1,80 de altura, ou mais. Era bem magro e moreno de sol. Seu rosto era liso, o que lhe dava uma aparência jovem. Talvez fosse mesmo. Não demonstrou nenhuma surpresa ou reação com o que vira, era o mesmo rapaz perdido de quase 1 hora atrás, aquele com quem ela trocara olhares.



— Você! Sabia que era você! Sabia que estava por estes lados...


Ele demonstrava certa excitação, enquanto pegava o que parecia ser uma pedra. O mineral não parecia conter nada de especial, ao menos, não para os leigos. Aquela pedra possuía alguma magia e, quando ele apontou a mesma para Ellyel, esta brilhou.

— Eu sabia! Sabia! Ela tinha reagido à você! Eu sab...


– Não estou interessada...


Ellyel não fora rude em suas palavras. Falava com calma enquanto desviava do homem e seguia caminho. Este, no entanto, segurou-a de modo gentil pelo pulso.

— Como pode dizer isso, se nem sabe o que irei lhe propor?

– Já disse...Não estou interessada...

— Posso lhe prometer as maiores riquezas.. e tudo o que..


Em um movimento rápido, Ellyel girou o pulso, livrando-se do rapaz. Virou-se para o mesmo e falou com calma, e como sempre, inexpressiva.


– Nada disso me interessa...


Após "largar" a frase para o rapaz, ela seguiu seu caminho. no entanto, não conseguiu livrar-se de um companheiro a mais. Enquanto caminhava para fora da cidade, aquele jovem rapaz seguia ao seu lado.

— O que você quer? Vamos lá.. todo mundo tem um preço...

– Não eu...


A saída da cidade não era tão longe, mas parecia que nunca chegava, tamanha a chateação que seu novo companheiro causava. ele não parava de falar, simplesmente oferecendo tudo o que vinha à sua mente. "Homens?", "Fama?", "Dinheiro?", "Diversão?", "Comida?", "Trono?" Tudo era negado por Ellyel.

Finalmente chegaram na saída da cidade, até que o rapaz jogou sua, provavelmente, última cartada.


— Ora..vamos lá! O que pode haver de mal em uma pequena viagem? Conhecer novos lugares... novas pessoas.. Uma nova perspectiva de vida!

– ...

— Ao menos me dê uma chance! Eu sei que posso te..


Ele não concluiu a frase. Ellyel parou repentinamente, virando-se para ele. Este imaginou que teria, mais uma vez, uma resposta negativa.

Ellyel, no entanto, fechou os olhos e suspirou.



– Uma chance... Quer uma chance...?


Ela ficou encarando o rapaz que permaneceu quieto, provavelmente não sabia como agir ou o que falar. Ficaram se encarando por um tempo, um momento silencioso, quando Ellyel finalmente respondera.


– Que assim seja... Irei com você...


“Talvez seja interessante...no final..”

— Mesmo?! Perfeito.. Então nós podemos..


– Apenas..guie-me.


Ellyel não sabia que tipo de peça o destino estava lhe pregando. No entanto, não possuía, de fato, nada melhor para fazer. O pedido de uma chance fora o suficiente para lhe fazer "ceder". No final, acabara por ficar curiosa com tudo o que estava acontecendo. Apenas torcia para a curiosidade não ser o motivo de sua morte.
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por tabuleiromistico em Dom 24 Nov 2013 - 6:21

Drinaar estava a tempos procurando por alguém de sua espécie, e depois de tantas procuras ele encontra um draconato e o melhor é que era fêmea! Uma draconata de dois metros de altura e muito bela para a raça.

- Enfim, uma pessoa de minha raça e posso dizer que você é muito linda. Nunca vi alguém tão bela como você!

A draconata vai se aproximando dele aos poucos.

Draconata - Qual é o seu nome? Você me parece ser bem forte!

- Me chamo Drinaar e o seu nome é?

Draconata - Mariniat é o meu nome e então é aquele que entrou no Castelo Negro e saiu vivo de lá! Escutei muitas histórias de você, grande guerreiro.

- Sim, sou eu!

Mariniat, então, encosta sua mão em seus pescoços e o beija.

@Drinar para de beijá-la.

- Devido a nossa raça estar em extinção devíamos reproduzir nossa espécie!

Draconata - Quer ter um filho comigo? Eu aceito.

A visão de Drinaar fica escura e volta e ele vê Marianit grávida.

------------------------------X-------------------

Em uma trilha numa floresta a noite:

@Drinaar acorda e olha em volta e percebe que está amarrado em uma árvore.


"Era apenas um sonho!"

Drinaar já chama atenção com sua aura dourada, mas de noite ele parece uma lanterna viva.

Ladrão - Então, lembra de mim?

@Drinaar olha e reconhece.

- Sim, eu lembro! É aquele idiota ganancioso que eu e meu amigo enganamos.

O ladrão dá um soco em Drinaar.

Ladrão - Por sua causa, meus amigos estão mortos!



- Como se eu me importasse com eles e muito menos com você, e acho que devia ter medo de mim, pois se me deixar escapar tenho certeza que não gostará do que irá virar

"Eu estou com fome e pretendo te usar como alimento"

@Drinaar aproveita a distração da conversa e vai cortando a corda com suas garras e depois de um tempo consegue e mantem como se estivesse preso.

Ladrão - Vamos parar de papo! O que importa é que agora irá sofrer as consequências por me enganar! Fez eu entrar numa caverna perigosa e sem recompensas e está na hora de eu me vingar.

O Ladrão vai até Drinaar com sua adaga e faz um corte no peito de Drinaar.

-É só isso que consegue fazer?[b]

O Ladrão ia colocando a adaga perto do pescoço de Drinnar.

[b]@Drinaar surpreende o ladrão e o pega pelo pescoço e começa a apertar o ladrão e o joga em uma árvore


O Ladrão cai no chão machucado devido a pancada.

- Como ia dizendo? Ah! Esqueci de dizer que eu sou superior a um ladrão, seres inúteis! Jamais perderei para pessoas assim de forma tão fácil. Então levante-se!

O Ladrão se levanta e o ataca de novo com a adaga, mas faz vários desvios levando apenas alguns cortes.


Ladrão "Como alguém tão grande pode desviar com tanta facilidade"

@Drinnar ataca com as suas garras acertando o pescoço do ladrão e o mata.

- Comida

@Drinaar começa então a comer a carne fresca do ladrão ficando com a boca cheia de sangue

------------------------------------X-------------------------------------------

Drinaar não sabia era que estava sendo vigiado por um homem.

Não pode ser, ele é um monstro! Como irei falar com ele sem ele me atacar, e essa aura dourada estranha dele..mas a pedra brilhou para esse monstro. E que nojo! Comendo aquele humano! Canibal!


Com li...cen...ça, 


@Drinaar olha e vê um homem alto

- Quem é você? - mostra não ser agradável

Eu vi sua batalha e vi que é forte e posso lhe oferecer fama, dinheiro, mulheres se vier comigo! 

- Quem lhe disse que quero dinheiro? Mulheres? Fama? Não preciso de ninguém para me dar fama. O que adianta ter fama sem ser por méritos próprios. E além do mais é muito estranho alguém oferecer isso assim de forma tão fácil. Há quanto tempo está me seguindo.

@Drinaar olha com desconfiança.
[/b][/b]
[b]
Desde que essa pedra brilhou para o senhor. Ela nunca erra, o senhor é um escolhido de doze pessoas e essa pedra afirma isso!

[b] - Então quer dizer que sou um dos escolhidos!


"Eu sempre soube que eu era escolhido, sei que não nasci a toa e devo mostrar o porque de eu ter sido escolhido. Mostrarei a todos que sou muito forte e superior a muitos!

- Tudo bem! Eu irei contigo!

"Se são doze pessoas, tomara que sejam de raças diferentes da que eu conheço para poder aprender mais sobre outras culturas de acordo com meu objetivo."

O rapaz disse a palavra certa a Drinaar, se não fosse essa palavra escolhido, Drinaar não aceitaria. Mas algo que Drinaar tem é sua vaidade e justamente essa vaidade pode levar para um caminho sem volta que é a morte. 
[/b][/b]
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Tenzim em Dom 24 Nov 2013 - 13:32

The Way of Blade
Sideway Chronicles - The Unorthodox Dozen!



LEGENDA:
«Narração»

Fala
[Pensamento]
Falas Homem Elegante




«Apesar do sol estar em seu ponto mais alto, a estrela parecia incapaz de vencer as grandes muralhas da cidade de Pejite. Criados para conter os ataques à cidade os gigantescos muros de pedra também atenuavam o calor, projetando sua sombra em direção ao centro da cidadela e assim criando portos seguros para aqueles que não estavam acostumados com o calor do deserto. Diariamente, centenas senão milhares circulavam sob a sombra das muralhas, as ruas reuniam um grande número de mercadores e viajantes vindos de todos os arredores que, convencidos da segurança proporcionada por Petra e suas sentinelas, fomentavam um intenso comércio. Sem dúvida, Pejite era uma bênção, uma joia em meio ao deserto infrutífero e um excelente local para se começar uma aventura.»

«A busca por conhecimento foi o que levou o jovem Tyrael até ali. Depois, do episódio na Montanha Jack Frost, o nômade viu-se responsável por uma tarefa difícil e demorada que, provavelmente, duraria a vida toda: criar seu dragão, Glaedrimir.  Ora, para os zephyrianos, dragões, ainda mais os dourados, não passavam de seres míticos que povoavam sonhos e canções, ninguém havia visto algum em centenas de anos! Além disso, o garoto nunca teve notícia de um cavaleiro sortudo o bastante para firmar parceria com alguma dessas criaturas. Então, o pouco que tinha resumia-se a livros e relatos ancestrais encontrados na biblioteca da cidade, muita coisa inventada ou exagerada, o que exigia um trabalhoso processo de filtragem, porém, ainda era melhor que a tentativa e erro.»
  
«Quanto mais tempo passava em Pejite, mais o ruivo percebia que ali não era o lugar certo para ele. Afinal, a cidade parecia estar sempre em clima de guerra, todos eram meio paranoicos em relação a segurança e as leis rígidas demais. Em outro caso, Tyrael já haveria se metido em alguma confusão, uma briga de bar ou até saído dali, mas ele não podia arriscar ser expulso da cidade e, consequentemente, perder o acesso ao livros. Então, tinha que andar na linha. Um ditado de seu clã dizia que um homem quando perde sua liberdade definha como um lobo sem presas, o que aparentemente era verdade. O cavaleiro estava visivelmente abatido, havia olheiras embaixo de seus olhos que já não brilhavam mais como brasa e seu sorriso tornou-se algo extremamente raro, mesmo quando na presença das mulheres da cidade, quem ele achava inadequadamente fáceis demais.»


«Nesse começo de tarde, o cavaleiro seguia montado em sua égua, Imaginação, em direção a mais um dia mergulhado em pergaminhos e grimórios sobre runas e dragões. O pés fora do estribo, a postura relaxada e o fato de não segurar a rédea indicavam que homem e animal estavam em perfeita sincronia, dominados pela lerdeza pós-almoço. A égua seguia como que se guiada pelo pensamento, a passos lentos ela fazia o caminho que já tinha aprendido a dias, pois havia sido exaustivamente repetido, sempre procurando proteger-se sob a sombra de algum telhado ou marquise. Tyrael não levava muita coisa consigo, o jovem vestia botas marrons cujo cano ia até metade da coxa, um culote preto e uma camisa de mangas longas azul com detalhes em dourado. As botas calçavam de maneira precisa, ajustadas sobre a perna do espadachim era evidente que havia sido feitas sob medida, além disso, o calor intenso explica o fato dele não estar de luvas e os trajes de tecido leve. Carregava também, sobre o dorso de Imaginação, uma bolsa de couro e a lâmina Byfröst.»

«De repente, algo chamou sua atenção. Puxou as rédeas fazendo com que a montaria para-se e observou por um instante. Próximo ao chafariz da praça, um grupo de homens se reunia, pequenos ou grandes, carecas ou barbudos, velhos ou novos, todos tinham algo em comum: portavam grandes armas. A fila crescia cada vez mais e já estava atrapalhando o trânsito dos pedestres quando Tyrael conseguiu identificar o motivo daquilo tudo, doutro lado da praça, de pé atrás de um púbito, um homem em trajes elegantes fazia um anuncio, gesticulava bem enquanto falava de maneira eloquente sobre uma aventura prometendo ouro, mulheres e glória, além de um ingresso garantido para as odes dos bardos por toda Zephyr.»

"Eles cantaram o nome de vocês por mil anos! Serão grandes heróis"

«O nômade torceu o nariz e abriu um sorriso enviesado. Pessoas assim o enojavam, provavelmente, o homem tinha dinheiro para bancar uma expedição, mas não tinha os culhões necessários para fazer o trabalho sujo. Era curioso e até cômico, talvez, fosse um jeito dos Deuses equilibrarem as coisas: aqueles que nascem covardes também tinham, de berço, o dinheiro para bancar quem lutasse suas batalhas. Yuck, mercenários! Como Tyrael os odiava! Faziam da morte um negócio, ceifavam vidas e destruíam vilarejos por alguns trocados. Vendiam suas espadas e sua honra devido a ganância e normalmente morriam por causa dela. Eram piores que prostitutas e, provavelmente, agora, alinhavam-se na frente do homem, seduzidos pelo doce tinir metálico das moedas.»

«Enquanto pensava, soltou uma risada e tocou levemente a barriga de sua égua, fazendo-a avançar em direção ao púbito. Conseguiu uma duzia de olhares feios e xingamentos quando Imaginação fez seu caminho através de trombadas e pisões, a égua avançava indiferente, usando o corpo para tirar da frente qualquer um que interrompesse seu avanço. O cavaleiro sabia que não era justo, mas detestava filas e não tinha tempo para perder ali. Finalmente, ficou cara-a-cara com o homem, o ruivo puxou as rédeas de Imaginação, fazendo-a bufar e despentear o cabelo do anunciante. Tyrael encarou-o por cima da montaria, seu olhar e seu sorriso revelavam o hiato existente entre os dois, de um lado um cavaleiro e doutro um mercador da morte, um Deus e um covarde.»

Você sequer avisou a esses homens da grande possibilidade deles morrerem... Oh, deve estar perguntando como eu sei disso?  É um palpite extremamente fácil de se fazer, afinal, almofadinhas como você, ou quem sabe o cara estiver por trás disso, foram mimados a vida toda. Aposto pela sua roupa que foi sua mãe quem te vestiu hoje e, ela também deve ter dado um duro danado pra conseguir pro lindo bebê dela tudo o que ele queria. Sabe qual o problema disso? Te torna um babaca, você acha que promessas de dinheiro e mulheres podem comprar tudo, inclusive a vida desses mongoloides ai... Não que eu me importe com eles...

«O tom amigável e franco com que tinha falado provavelmente irritaram o homem. As pessoas na fila agora olhavam boquiabertos, aguardando a resposta desenrolar daquele discurso. O ruivo fez uma pausa e sorriu, tornando o clima ainda menos amigável. Seus olhos cerrados e o sorriso de raposa aumentavam a tensão, o ar, de tão carregado, parecia prestes a se inflamar num turbilhão de fogo.»

 Não acha mais fácil implorar a um cavaleiro de verdade? Alguém que vai ter sucesso e conseguir realizar seu desejo mesquinho?...Você deve estar se perguntando e o que eu ganho com isso? Fique seguro, seu ouro podre não me interessa, pode dá-lo a todos os fracassados nessa fila quando terminarmos.

«Enquanto o homem gaguejava tentando articular uma resposta, a multidão outrora boquiaberta irrompeu em vivas e assovios. A possibilidade de ganhar dinheiro sem por seu pescoço a prova agradava e muito. Mas, por que Tyrael estava fazendo aquilo? Ele simplesmente, queria ser escolhido! Não era mentira, a recompensa não lhe importava, já a glória. Tinha fome de glória! Desde pequeno, seu avô, Touro Sentado, lhe contava histórias sobre os heróis e seus grandes feitos, o velho incutiu na cabeça do cavaleiro que ele estava pre destinado a ser um herói, era seu destino e também era uma alternativa muito melhor que permanecer lendo na cidade.»
 Vo-você vai ter que passar no test...


Besteira! Sou um cavaleiro de dragão, passo em qualquer teste que você tiver ai. Manda a ver, almofadinha!


«O homem, sem muita fé, jogou uma pequena esfera de vidro que o nômade pegou com a mão esquerda. Tyrael sentiu a palma de sua mão queimar, mas tolerou a dor sem alterar seu semblante, afinal, tinha que manter a pose. A pequena esfera de vidro tornou-se totalmente negra, arrancando suspiros de toda a platéia que havia se formado, surpresa ainda maior foi quando a cor pareceu retrair para o interior do objeto e assumiu uma textura gasosa, dando origem a uma pequena nebulosa roxa que reluzia.  O cavaleiro mordeu os lábios por dentro, a dor havia aumentado, ele olhou para o homem que parecia satisfeito. Estava pronto para devolver o objeto a seu dono quando, de repente, fogo brotou da marca prateada de sua mão, o fogo tinha a mesma coloração do sinal de seu clã. As chamas oscilavam ao redor do vidro, porém, de maneira abrupta, penetrou na esfera. As duas energia pareciam repelir-se, cada uma ocupando uma extremidade do globo, mas quando reagiram o resultado inicial foi num clarão momentâneo, tão fugaz quanto o momento ele logo desapareceu para dar lugar a uma orbe prateada, com a superfície um tanto embaçada e cujo âmago estava repleto de estruturas semelhantes a fibras cristalizadas . Ainda assim, ao olhar atentamente para o centro do objeto era notável o brilho arroxeado que se espalhava e depois retraia, de maneira ritmada como a batida de um coração.»


Bom, pela sua cara de espanto, eu aposto que passei no teste. Então, quando começamos?

Eu...Eu nunca vi nada assim... Me encontre no acampamento próximo as muralhas ao entardecer.

«Tyrael, puxou as rédeas de sua égua fazendo-a dar meia volta e esporeou o animal que irrompeu num trote. Com a mão o cavaleiro fez um sinal de positivo enquanto sumia no horizonte. Na hora marcada, ele estava lá, acompanhado de Byfröst, Imaginação do Deserto e Glaedrimir, pronto para partir em mais uma jornada.»

Tenzim
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Chris B.R. Knight em Dom 24 Nov 2013 - 19:31

Era uma calma com o sol brilhando em uma temperatura costume para aquele horário, porém bem agradável. As pernas do viajante tremiam, seu rosto brilhava com o bater das luzes solarem, pois seu rosto estava empapado de suor, seus lábios estavam rachados e a boca seca, devido a falta de água, sua barriga roncava vorazmente. Ele estava prestes a começar uma carnificina ali, mataria qualquer animal e usaria seu conhecimento de culinária para poder se alimentar, afinal, era a “Cadeia Alimentar”. Qualquer poça de água ou alguma gota de chuva seria boa, apesar do céu limpo e a terra seca.
...
O Meio-Dragão escalava a montanha Nijord, para chegar a cidade dos anões, Ksherna. Mesmo faltando poucos metros. Ele pensaria que morreria ali mesmo, cairia de fome e sede e desabaria montanha abaixo. Por preces e um pouco de sorte, o rapaz chegou em Ksherna, tentando manter a pose. Ele andou rapidamente para o Grande Barril, lá ele poderia desfrutar de comida e bebida. Ele se dirigiu ao balcão, e com um pouco de dificuldade para falar, pediu uma cerveja e algum tipo de comida, apenas para saciar a fome e sede.
Ele escutou um alvoroço em quanto tomava lentamente sua grande cerveja, suas bochechas estavam coradas, mas mesmo assim o rapaz não estava em seu estado bêbado... Pelo menos não ainda. Ele tomou um último gole e se virou para um rapaz, talvez um espadachim, sentado ao seu lado.
-Senhor...Poderia me falar o motivo de tanto movimento em Ksherna?
-Ah, claro. – Ele limpou a garganta e pôs-se a falar -  Um homem, muito elegante por acaso, chegou aqui em Ksherna. Ele trazia consigo uma esfera de vidro, um pergaminho e agora acabara de montar um palco improvisado. Ele falava de grandes riquezas, glória e fama.
Aquilo já bastava. O Mercenário, Christopher, saiu em direção ao homem elegante, havia vários tipos de seres. Ágeis Elfos, pequenos anões, chamativos Youkais e etc. Seu martelo glorificava-se, dizendo que estava disposto a fazer tudo por dinheiro. Já o rapaz, estava em busca de glória e fama, talvez assim, poderia descobrir quem ele realmente é, e talvez, desvendar o mistério do nascimento que sempre corroeu sua mente. Ele afastou os anões, desviou-se dos Elfos e transpassou por vários outros seres, a ponto de ver um Elfo segurando a esfera, todos se silenciaram. O homem olhava atentamente a esfera, junto com o Elfo. Depois de um tempo, resumido em apenas dois minutos, o homem tomou a esfera do Elfo e o mesmo saiu do palco, cabisbaixo. Agora, várias pessoas se ofereceram a fazer o teste, empurrando Christopher para o fim da multidão. O homem elegante olhou em volta.
-Acalmem-se trogloditas! – Ele falou com um sorriso amarelo – Escolherei agora, aquele que tem um grande destaque em minha visão. Em vários cabelos... Tanto loiros, castanhos e até vermelhos! Escolho aquele que está no fim...O rapaz de cabelos brancos como a neve que cai! – Ele apontou em direção ao Meio-Dragão, abriram um espaço grande, para não serem atropelados pelas asas, o martelo de ferro negro ria em vitória contra os outros. –Olá jovem!
-Ahn...Oi – Ele falou olhando para todos, com vários tipos de olhares. Curiosos, raivosos, psicopatas...
-Você foi escolhido dentre muitos outros para fazer o teste! – Ele falou sorrindo – Mas devo-lhe avisar que correrás perigo de vida.
-Ah poupe-me! – Um youkai falou, andou até o palco e empurrou a cabeça de Christopher – Acha que um menino, com poucos músculos comparados ao meu, e com um martelo pobre como esse seria superior a mim? – Ele falou, tomou a esfera da mão do homem elegante e a segurou por um curto período de tempo, logo em seguida ele trocou de mão, a apertou, girou e quase a quebrou, se não tivesse sido tomada pelo homem elegante, que por acaso trajava um chapéu cinza, paletó preto e calça traçada preta.
-Saia daqui! – Ele falou com raivaEntão... Continuando. Você, jovem rapaz, aceita esta aventura, mesmo correndo perigo de vida?
-Eu aceito! – O martelo falou. Antes que Christopher pudesse dizer algo, a esfera foi colocada em sua mão, uma dormência, e o menino agora pensava que sua mão estava em chamas. A esfera pulsava em sua mão, e parecia até que fogo percorria em suas veias. O menino olhava seriamente para a esfera, pensando soltar-lhe a qualquer momento. Quando os olhos do homem brilharam, eles encontraram-se com os olhos azuis-elétricos do menino que olhou surpreendido para a esfera. Uma nebulosa fumaça, na qual o menino não poderia distinguir que textura teria no final, rodeava o interior da esfera, mudando de cor repentinamente, como um caleidoscópio. Muitos olharam curiosos, mas nem todos prestaram atenção, pois, pelo olhar do homem elegante, aquele era o resultado que ele queria. A fumaça parou de rodar dentro da esfera e ela atingiu uma cor roxa, e em um brilho ofuscante chamou a atenção de toda Ksherna.
Todos saíram de seus bares e casas, alguns com bigodes de cerveja e corados de bêbados. Alguns casais com pouca roupa olhavam pela janela e crianças tentavam alcançar o palco, afim de tentar pegar a esfera. O homem pegou o braço desocupado de Christopher e ele olhou para todos aqueles olhos.
-Aqui temos! O nosso campeão! – Uma salva de palmas, mesmo sem sentido soou, alguns resmungavam indo em bora. Christopher olhou em cada par de olhos que se encontrava com ele. Ele estava surpreso, e isso não poderia negar. O martelo mexia de felicidade em seu cinto.
“Deuses...O que eu faço agora?” Christopher pensou com dificuldade, pois a multidão gritava e aplaudia.

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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Maseratsu em Seg 25 Nov 2013 - 10:22

Era frio, chovia naquele fim de tarde em Lórien. faziam 18° e os transeuntes já se recolhiam para suas casas. Porém em um canto da cidade havia um tumulto causado por um indivíduo de capa azul e vestes negras, com um pequeno detalhe em dourado no seu peito, representando uma mulher.

 Levava consigo a mensagem de que uma caravana necessitava de um aventureiro bravo que pudesse enfrentar a fúria dos deuses e assim receber toneladas de ouro. E, como qualquer jovem guerreiro de todo continente, o elfo só ouviu "toneladas de ouro" e decidiu se alistar. O choque de todos os cidadãos se fazia perceptível, porém o Engenhoqueiro não deixou-se abalar por isso.

- Já que se acha tão bom assim, porque não lhe testo em um combate? - Disse o homem, com um ar arrogante.


Croix aceitou prontamente, e os dois deslocaram-se para a floresta para não sujar a cidade. A mesma multidão de antes os acompanhavam, como platéia. Gritavam por "elfo" ou "forasteiro" para encorajá-los a lutar. O desafiado veio então com uma pergunta:


- Meu nome é Gekirann. E o seu seria?


 O aspirante a aventureiro respondeu com seu primeiro nome apenas, e pôs-se em posição de batalha, segurando a espada com suas duas mãos e flexionando seus joelhos. 
 O seu inimigo então sacou de sua bainha uma katana de lamina negra, que ele chamava de Zanbatou. Posicionava-se como um lutador de esgrima esnobe, com uma mão em sua cintura e outra segurando a espada apontada para Croix. Seguiu então com uma investida, que fora bloqueada pela Forgers' Wish muito rapidamente, porém logo quando sua lâmina parou Gekirann chutou a perna do Elfo, que fraquejou por um momento.
"Pelo menos ele é só rápido, não forte"
O engenhoqueiro então desviou a lâmina do seu oponente com a espada, que estava virada de lado, e a levou para trás de seu corpo. Virou a parte do martelo para cima e saltou, desferindo um golpe poderoso no chão à frente dele, exclamando um poderoso "Croix, Esmaga!". Seu rival desviou-se do ataque com destreza, porém a parte de trás da espada havia lhe acertado, trazendo para fora de sua perna esquerda um sangramento médio.
- Parece que o garoto aqui sabe lutar, mas e quanto a isso?
Canalizou a sua energia na espada, elevou-a aos céus e gritou: "Explosão Aleatória!"
Croix ficou atônito. Aquilo poderia explodir qualquer coisa, porém depois de um tempo veio a surpresa: a espada do seu oponente explodira em suas próprias mãos! - Heh, parece que você perdeu. Não possui armas, nem mãos, e sua perna está ferida.
Gekirann retirou uma esfera de seu casaco, e esta brilhava um roxo poderoso, que parecia ser profundo.
- Pessoal de Lórien, temos aqui nosso escolhido! O Escolhido da Tormenta, Croix Von Rekenber!!!!!


A plateia aplaudia com grande felicidade enquanto seu herói saía de lá seguindo Gekirann até uma clareira da floresta.
- Seu nome não é Gekirann, não é mesmo?
- Como sabe?
- O único Gekirann do planeta é meu filho adotivo.
- Pode muito bem existir outro.
- Prossigamos com a viagem, não podemos ficar aqui, não é mesmo?
O corpo de Croix começou a brilhar, pois a noite já havia caído e engolido o continente. Eles seguiam viagem até o "acampamento" que ele havia prometido em sua performance teatral para atrair aquele elfo em especial.


OFF:
O laranja é a fala do "Gekirann", pra diferenciar um pouco do padrão.
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Convidado em Seg 25 Nov 2013 - 13:00

Tema inicial:


Havia um silencio sepulcral na câmara do mestre onde meditava sobre o próximo passo a ser dado, perturbada repentinamente pela entrada de um servo que trazia em suas mãos tremulas uma mensagem que fora interceptada pelos cavaleiros negros. A mensagem dizia que um havia um templo que havia surgindo sobre as areias do deserto repleto de riquezas, mas conhecia este templo havia mais do que ouro e joias, este local na qual se referiam havia um poder que poderia usar para concluir minha maior ambição, causar a total extinção da vida. E assim converte este mundo ao caos e destruição, após traçar uma estratégia na sala de guerra onde havia um antigo mapa do templo da perdição. Inicio os preparativos para minha viagem dando as ultimas instruções aos oficiais das unidades nas quais estará sobre as ordens do meu leal general, O retalhador de almas, cuja lealdade para com a irmandade e a mim sempre foi inquestionável. No dia seguinte parto para uma longa viagem até o templo milenar que se encontra em meio ao deserto, onde terá inicio o fim dos tempos. Sempre esperei pelo ressurgimento deste local profano na qual repousa este poder, agora será minha oportunidade que não deixarei escapar. Encontro a tal caravana mencionada na mensagem tomando cuidado para não ser visto a acompanho o grupo voando a certa distancia. Quando chegarmos ao local eu vou pacientemente esperar eles adentrarem no templo e assim evitarei qualquer problema com as defesas e armadilhas do lugar, enquanto ocupados poderei chegar até a câmara onde o poder que causara a extinção da vida esta a minha espera. Agora com a deusa Nefertite enfraquecida será possível entrar neste lugar, sem ser impedindo por nenhuma de suas magias que a protegia de mim.  


Última edição por Azetlor em Ter 26 Nov 2013 - 14:56, editado 5 vez(es)

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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Mythos em Seg 25 Nov 2013 - 20:45

Legenda:
-- > Pessoas externas. Ouvinte normal, Narrador sublinhado.
= > Vallen. [Isso mesmo, Vallen participa da narração] 
- > Falas
"" > Pensamentos/Citações
Obs: Coloquei a legenda no começo pra ajudar a entender o texto.


Prólogo:


--- Bem, como isso é um prólogo temos que começar de antes da aventura, então, eu pretendia ir direto aos fatos, mas parece que enrolação deixa a história mais bem vista, e essas coisas todas, então, busca um lanche porque, ao que tudo indica, isso aqui vai demorar... Bastante. Agora que terminei de alertá-los, que comece o festival. 
 
Vallen, Vallen, Vallen, apenas um garoto comum que saiu de sua casa em busca de recuperar tudo aquilo que foi perdido, mas, na verdade, ele não poderia recuperar nada. É triste pensar assim, mas nada que ele possa fazer trará seu pai ou sua mãe a vida, não importa o quanto ele tente, não importa o quanto ele busque, não importa o tanto que ele se esforce, o que está feito, está feito. Não há como consertar, não há como restaurar laços destruídos por coisas tão transcendentais como a morte... Ele ficava se perguntando, afinal, o que é a morte? O começo do fim ou o fim do começo? Não sabia, e começava a pensar que não descobriria, pelo menos, não enquanto estivesse vivo. Complexo, bonito e intangível. Entretanto, sempre há uma salvação, sempre há um necromante, sempre há um shaman, contudo, todos nós sabemos, desde sempre, que um serviço como esse custa caro, poucos tem tal habilidade - Comunicar-se com os mortos - o que dava uma certa valorização no produto.


--Vamos parar com os assuntos filosóficos e vamos direto para o começo da aventura, a aventura de verdade.---


O jovem aventureiro estava localizado em Ksherna. O motivo?


 Bem, como eu posso dizer... Era perto de sua antiga fazenda no Vale dos Ventos, local, onde ele morava com seus pais. Enfim, retomando o assunto, ele se encontrava em O Grande Barril. 


Brincadeiras, bebedeiras e confusões a parte, Val estava em uma pequena competição culinária e tudo dependeria do quão bom este era cozinhando. Como tudo começou? 
Inocentemente, o pistoleiro desfrutava de uma bebida no balcão do local, estava cansado, a viagem tinha sido um pouco desgastante e tudo que ele queria era relaxar um pouco. Havia aproveitado a oportunidade para perguntar ao bartender se ele sabia de algum lugar onde precisavam de um cozinheiro, contudo, ates que a resposta fosse dada, um garoto sem modos esbarrou suas asas no ombro de Vallen. Por alguns instantes, um grande conflito se mostrou iminente, mas, como todo bom cavalheiro, - com um de inteligência - Vallen acalmou-se e, num gesto de bondade infinita, apenas fitou o garoto que, provavelmente intimidado pela figura imponente do pistoleiro, ofereceu uma bebida para retratar-se. Novamente, em sua bondade e sensualidade incomparável, Val aceitou, poupando assim a vida do garoto. - Aos conhecedores do evento, eu peço desculpas, mas isso é uma narrativa e eu tenho que engrandecer meu personagem.


--Tudo bem, tudo bem, eu entendi... Eu só não entendi uma coisa: Como diabos tudo chegou à uma competição culinária?


-- Calma, calma, garotão. Eu vou chegar lá.


Após uma bebida e muita conversa jogada fora, o barman finalmente responde a pergunta de Vallen... Sim, ele sabia  de um lugar onde precisavam de cozinheiro, e este, era o próprio Grande Barril. Respire fundo e veja a insolência do jovem, que, agora, sabemos que se chamava Christopher. Assim que Vallen se oferece para o trabalho, Christopher pergunta se havia mais uma vaga na cozinha. Como se o grande, o insuperável, o incomparável, Vallen, quisesse trabalhar com uma criança alada como aquela. Sinceramente, eu pensei que rolaria um banho de sangue nesse momento, tudo bem que Val é bondoso, gostoso e lindo, mas eu não esperava tamanha compaixão de sua parte... Ele, simplesmente, se levanta e caminha em direção a cozinha, não se preocupou em perguntar se havia ou não uma competição, apenas se levantou e foi cozinhar.


Minutos se passam, os pratos ficam prontos... De um lado, o grande, o magnífico, o esplendido,  ensopado preparado pelo grandioso Vallen, do outro lado o frango do outro cara. Mostrando um grandioso senso de competição, Val caminha até o frango do garoto passarinho e prova o prato. Um sorriso misterioso é observado no rosto do pistoleiro e ele sai da cozinha, como se dissesse: "Ei, dessa vez foi um pedaço do seu frango, da próxima vez pode ser um pedaço do seu cérebro."


-- Esse foi o resumo da situação, por favor, continuem conosco para que saibam o resto da história, na verdade, o começo dela. Prometo que a próxima parte não terá tantas informações desnecessárias... Ou não. 


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Breaking News: Caravana na cidade.




Vallen sai da cozinha e volta ao bar, para por um minuto próximo a porta e começa a olhar cuidadosamente ao seu redor, afinal, o que tinha de produtivo para ser feito lá? Bem, tínhamos algumas opções: Beber, comer, jogar. O que faria? Um sorriso sensual, ele se vira e caminha até o balcão, pega seu antigo caneco e o enche com cerveja, esperava o barman voltar da cozinha, naquele momento, ele julgava os pratos. Um suspiro, uma golada, caminha até a mesa de pôker, puxa uma cadeira e se senta. Calmamente, coloca sua caneca na mesa e bate com seu polegar duas vezes, pedindo cartas. 


Silêncio, os jogadores o fitavam... Quem diabos era aquele forasteiro? Como ele poderia se impor daquela forma? De fato, temos que admitir, ele não demonstrava medo, não demonstrava insegurança. Realmente, a primeira vista, Val era uma garoto fora do normal, mostrava uma grande habilidade, chegava a intimidar os outros. Bem, mas, eram 4 contra um... Aquele momento estranho que a Baker - pistola de Vallen - possui 5 balas antes da recarga. Pronto, fim do momento, um dos jogadores distribui as cartas, hold 'em, bitch.


Várias moedas de bronze eram jogadas na mesa, agora sim estamos conversando, agora sim temos um sistema, embora a moedas de bronze não valem muito. Tudo bem, tudo bem, já era um começo. O papo continua, todos estão se divertindo e Vallen começa a tratá-los bem, como amigos, e mostra uma forma bastante carismática de ser. Eis que um dos jogadores menciona algo muito interessante, como era mesmo?


- Ei, vocês estão sabendo da nova? Uma caravana qualquer se instalou na cidade, não sei direito, mas um homem oferece muito dinheiro pelo aventureiro certo, só precisa passar por um pequeno teste.


- Muito dinheiro? De quanto estamos falando?


- Não sei direito, não fui na seleção, mas parece que é um grande valor... Os aventureiros não passam no teste e quem passa é muito valorizado.


- Talvez eu vá lá, talvez seja o suficiente pra fazer um pequeno estabelecimento.


- Meu amigo, se você for escolhido... Terá dinheiro o bastante para comprar as pessoas dessa taberna.


Fortes risadas são emitidas na mesa, Vallen começa a se distrair e esquecer do jogo... Não tinha como manter sua atenção na mesa, tinha algo esperando por ele, sentia um forte magnetismo, como se... Pudesse reencontrar sua família, embora um grande guerreiro/cavalheiro como Val, não precisasse de outras pessoas para se sentir feliz, ou não, nunca saberemos.


Vallen se levanta e sai da mesa, despedindo-se das outras pessoas. É possível ouvir lamentos, as pessoas realmente estavam apreciando a companhia do padeiro, contudo, ele tinha algo a fazer.


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O começo de uma nova jornada:


= Que visão era aquela? O que era aquela figura extremamente majestosa e sensual era aquela? Uma visão do paraíso? Relaxem, galera, era apenas eu, Vallen. 


-- Eu não sou o melhor narrador do mundo, mas quem conta a história aqui sou eu, volte a fazer as coisas que eu volto a narra-las, ok? Ninguém gosta de espertinhos. --


 Voltando a história, Vallen havia saído de O Grande Barril, e, estava em busca de encontrar as expedições em busca dos heróis, talvez até ganhasse um pouco de dinheiro e tudo teria sido bastante produtivo. 


Já começava a escurecer e ele não havia encontrado os acampamentos, deu de ombros e decidiu que não iria mais procurar aquela coisa inútil. Agora, caminhava sem rumo pela cidade, não havia percebido o quanto deprimente ela era. Mendigos, ladrões, ratos... Figuras comuns em Ksherna, contudo, não dava para saber se era um mendigo ou se era, simplesmente, um anão descansando na calçada. - Mas que cidadezinha complica, não é mesmo? Puff, eu já teria desistido de entendê-la. - 


Uma pequena explosão se tornou audível junto com uma pequena multidão, de fato, algo grande acontecia. O jovem padeiro decidiu que iria ver o que era, vale ressaltar que este já estava desanimado e encontrar-se com a caravana em questão já não era mais esperado por ele, enfim, acho que entreguei o desfecho, então, vou simplesmente descrever a cena com o pensamento do garoto:


"Um acampamento? Uma caravana? Que diabo de estrutura majestosa é essa? Que coisas lindas... Olha, eu nunca fui ladrão, entretanto, se eu fosse, eles teriam problemas. São quatro caravanas de pecos formando um pequeno espaço fechado... Não sabia que os pecos podiam puxar tanto peso, vivendo e aprendendo... O quê? Sete barracas? Três fogueiras? Eles estão bem preparados, quanta infraestrutura... Acho que eu morei minha vida toda em uma fazenda e tinha um terço do tamanho disso, quem está organizando realmente tem muito dinheiro. Acho que até vai dar pra eu comprar um quilo de trigo."


Depois de analisar o local, Vallen caminha até o acampamento. As pessoas que estavam na fila não conseguiam conter seu medo e simplesmente desviavam da figura, preferindo atrasar alguns minutos do que enfrentá-lo. Tudo parecia promissor, pessoas ricas, ostentantdo sem dinheiro e ninguém havia sido escolhido ainda. É, realmente, Val finalmente começava a achar que haviam chances reais de ele ser escolhido como aventureiro pela caravana.


Após muito tempo furando fila, ele finalmente chega ao primeiro da vila. Um velho chega e chama pelo próximo, Vallen caminha em sua direção e juntos entram em uma das cabanas, parece que o teste aconteceria ali.


- Ei velhote, quando vamos começar o teste?


- O teste já começou e se fosse de paciência e disciplina, você já teria falhado.


- Vamos parar de enrolação e começar logo com isso.


- Começamos quando eu disser que começamos.


- Cara, anda logo.


- Tudo bem, tudo bem. De onde você vem?


- Eu venho de Vales dos Ventos... É... Você não vai perguntar meu nome?- Vallen fazia uma voz estranha, tipo um "You shall not pass.".


- Que merda é essa? Seu nome não importa.


- Apenas continue o teste, velhote.


- Quantos anos você tem?


- Quantos anos eu pareço ter?


- Pelas barbas de Gundar, por que você não simplesmente responde minhas perguntas?


- 17.


- Quais suas habilidades?


- A, eu sou um garotinho humilde, mas... Eu sou gostoso, inteligente, muito foda, e olha que eu nem tento... Mas eu também sei atirar e cozinhar.


- Nosso outro pistoleiro era tão prepotente quanto você.


- Mas não era tão bonito. 


- Tudo bem, terminamos a primeira parte... Vou explicar a segunda...


Quando o velhote terminou de falar algemas de ar prenderam Vallen a cadeira onde ele sentava. - O quê? Eu não expliquei o que continha na barraca? Uma mesa grande e duas cadeiras, tudo feito de madeira. Haviam alguns caixotes fechados, mas não dava pra saber o que estava dentro deles. Fora isso, nada mais era importante [Não vou ficar falando de colchonetes e camas improvisadas para outros homens dormirem.] -  Val se debatia, mas sua defesa contra magia era desprezível, então, ele resolveu apenas ficar de boa parecendo um cara fodão que tinha o controle da situação. Então, o velhote voltou a falar:


- O teste é simples, vamos trazer uma pedra, se ela brilhar, você é o escolhido, se ela não brilhar, toda aquela dinamite explode.


Dinamite?  Pelo menos sabemos o que tem dentro dos caixotes, ou não, sabe como são esses velhos? Por mais que ele tenha falado, enquanto apontava para as caixas, Vallen só saberia se olhasse.


- Relaxa cara, eu sou o escolhido, mas... PERA AÍ, então é por isso que ninguém que entra na barraca sai... E... Como as dinamites não destroem tudo aqui?


- Nós temos magos trabalhando, eles contém a explosão com magia e evitam o som, contudo, na última, um deles se distraiu e a explosão se tornou um pouco audível.


- Por favor, magos não existem... Deve  ter alguma dobra no continuo espaço tempo que impede a manifestação de ondas sonoras... Nasss, falei bonito agora, pena que eu não saiba o que eu disse.


Vallen da fortes gargalhadas e o velhote sai da sala, provavelmente estava indo buscar a pedrinha... Enfim, passa-se menos de dois minutos e ele volta, um pouco antes é possível ouvir algo como "Façam uma armadura ao meu redor, vou entrar lá.". Bem, o final da história é o mais triste... Eu não estava dentro da barraca e não sei direito o que aconteceu, mas dessa vez, realmente explodiu, tudo explodiu... O acampamento, as caravanas, as cabeças dos pecos... Um horror, todas as pessoas na fila para audições correram para suas casas e assim terminou a história do grande Val.


= Pera, pera, pera... Eu estava lá dentro e não foi isso que aconteceu. Vou contar a história, de verdade... Prestem atenção.... Lá estava eu, preso, lindo, sexy e sedutor, O velhote veio e a abriu uma pequena caixa, a pedrinha estava lá dentro. Ele veio se aproximando de mim, quase pensei que queria alguma coisa comigo, sabe? Um relacionamento, foi sinistro... Mas, conforme ele se aproximava a pedra começa a vibrar, como se ela estivesse mostrando a proximidade com o escolhido, quando ele chegou perto o bastante, ela simplesmente saiu da caixa e voou em direção ao meu coração, ficando ali, presa as minhas roupas, um forte brilho roxo foi emitido e... Eles disseram que eu havia sido escolhido.


-- Pera aí, então quer dizer que a explosão foi só uma grande magia?


= Para, né? Magia não existe. 
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Trebonidas em Ter 26 Nov 2013 - 22:25

O Grande Escolhido!
OFF:Não sigo a caravana se não ganha meu fumo XD

 Jylia continuava prospera e pacifica como sempre, apesar de Rufus estar lá a um tempo considerável. Estava aprendendo o funcionamento daquela sociedade. A policia local parecia se esforçar, mas a a infinidade de lojas e gente, tornavam a tarefa de impedir delitos algo praticamente impossível.

 O ladino já se via ficando rico rico.

 Pela primeira vez em muito tempo ele estava em sua forma humana, não que estivesse livre de riscos, mas estava de saco cheio.  De um lado, todo o barulho da cidade barulho, em especial o dos artistas de rua, o deixavam com vontade de matar alguém, de outro a riqueza concentrada ali o deixava que nem pinto no lixo.

 
 O sol ardia impiedoso, mas para aqueles que, como Rufus, andavam pelas ruas apertadas de Jylia, tinham as construções para lhes fazer sombra. Haviam coisas que uma criatura sem polegar opositor não consegue fazer e a que ele mais sentia falta era de esvaziar bolsos, mas havia algo básico para todo ladrão de respeito, era preciso escolher a vitima, pesar a dificuldade do roubo com suas habilidades pessoais  e a recompensa. A procura cessou quando viu a sua frente uma “oportunidade de trabalho”: um sujeito roliço, com dedos pequenos e gordos, parecendo salsichas, tinha cabelos escassos nas beiradas e uma careca no meio da cabeça. Eles estava distraído, olhando as lojas e no bolso de sua camiseta, via-se uma parte de um belo cachimbo muito bem trabalhado, com detalhes na madeira no formato de folhas. Não era excepcionalmente valioso, mas Rufus fumava e pretendia rouba-lo pra consumo próprio, afinal... havia um volume a mais naquele bolso que por conveniência só poderia ser fumo.


 Em respeito a tradição ladina, não inventou muita coisa. Correu em direção ao homem e trombou com ele de propósito, não com força o suficiente para derrubar, mas apenas para desequilibrar e fazer com que se descuide de seus bens.


 _ Olha por onde anda seu imbecil retardado!_ Rufus começou a gritar como se fosse culpa do homem roliço.


 _ Mas foi culpa sua! _Retrucou o outro sem perceber que estava mais leve, mas o gatuno fingiu não ouvir e foi embora resmungando até sumir de vista.


______________________________________

Já anoitecia e a fumaça clareava seus pensamentos e logo ele concluiu que o melhor a fazer era se dirigir à uma taverna para colher informações... A decisão mais idiota de sua vida. Encontrou a famosa Hospedaria do Krios e nela entrou com o objeto roubado entre os lábios. Não tinha visto mas o homem sua vitima esta ali bebendo com mais dois homens de meia idade numa mesa colada na parede.


 Enquanto Rufus seguia até o balcão, o sujeito roliço saiu dali para chamar os guardas. Em circunstâncias normais o ladino teria notado o ar ficar mais pesado em algum momento, mas no balcão o estalageiro que estava de costa, se virou para falar com ele. Por mais que um lobo não fosse um cão, suas características poderiam muito bem causar alguma confusão. Enfim, ao ver Krios ele foi tomado pelo pânico, ficando congelado ali, com os olhos saltando das orbitas.


 _ Por que tá me encarando?!  Me acho bonito?! _ Falou Krios nitidamente não gostando da reação do recém chegado.

 
 Rufus era todo medo irracional. Tanto que demorou um tempo até que percebesse que foi capturado por alguns guardas que estavam fazendo uma ronda ali perto. Espairecido, não resistiu, sendo simplesmente arrastado e jogado em uma cela vazia. Nesse momento tomou consciência de sua burrice, mas contanto que não aparecesse outro cachorro, sabia (ou imaginava saber) como fugir dali. Considerando as suas habilidades aquilo não seria nada.

 Apenas se transformou em gato, passou pelas barras de metal uma vez que ficou menor do que antes. O lugar tinha poucos guardas e menos presos ainda, o que tornou fácil a parte de não ser visto, o problema de fato era reconhecer o território e encontrar sua adaga, logicamente confiscada.

 
 Uma vez tendo suas coisas devolva e não achando nada de valor, saiu dali saltando por uma janela.

 
__________________________________


  Amanheceu e Rufus que pela milionésima vez dormira no telhado de alguém em sua forma felina. Não estava disposto a continuar como gato, mas para isso precisava deixar a cidade de alguma forma. Até que notou algo estranho, viu um homem de ombros largos com seu cavalo proseando com um homem vestido com um nobre com cabelos negros bem arrumado e cavanhaque. Sendo o primeiro deles nitidamente um cavaleiro e o outro parecia um tipo de serviçal de luxo.


 _ ...Prometemos que a recompensa será alta... Sem contar com a fama _ Pode ouvir o engomadinho dizer.


 _ Não estou interessado no ouro nem na gloria. Luto pela justiça _ Disse o cavaleiro imponente.


 Rufus ficou incrédulo. "Como pode ser tão idiota?" Pensou na mesma hora. O cavalo também não parecia concordar com aquilo, pois começou a balançar a cabeça como se gritasse "não".


 _ Mas nossa causa é justa. Ela é para salvar o mundo do apocalipse _ Insistiu.


 O cavaleiro fraquejou, foi a brecha para que o outro arrancasse a esfera com a qual saberia quem eram os escolhidos. Desconfiado o homem colocou as mãos na esfera. Esperou que algo acontecesse, afinal, quando jovem sonhou ser a encarnação do deus da justiça... Nada. Desolado o cavaleiro saiu dali, enquanto seu cavalo mostrava os dentes parecendo rir.


Rufus pensando somente na promessa de riqueza fácil (pelo menos foi o que ele pensou), correu até o homem sem deixar a forma de gato.

 
 _ Eu sou quem você procura. O Escolhido. _ Falou tentando chamar a atenção do estranho.


 O sujeito demorou um tempo para encontrar o gatuno, até que finalmente olhou para baixo e viu um gato a observa-lo. Mesmo assim não disse nada, não percebendo que o animal falara.


 _ Vamos logo! No caminho você me explica como eu ganho o ouro! _ Rufus tornou a falar.


 Em resposta o humano colocou a esfera no chão e disse desconcertado:


 _ Coloque suas m... patas _


 Rufus colocou sua pata ali e logo a esfera brilhou, emanando uma luz roxa que rivalizava com a luz solar. O que fora uma surpresa para todos menos a do engomadinho pois aquilo já havia acontecido uma uma vez com ele
 


  _ Vamos... Temos que nos preparar para partir _ O homem disse desconfiando da esfera que selecionara um gato preto.


 Rufus não quis saber de mais nada, pois sua prioridade era sair dali o quanto antes


 _ ... Ah sim... e vocês tem erva de fumo? _ O ladino imaginou que considerando as vestes de um simples funcionário, ostentava tanta riqueza em suas vestimentas e modos, não seria difícil arrumarem fumo para ele, afinal... O escolhido merece ser mimado.  

OFF: Escolhi Jylia pq a saph vai me ressuscita se eu morre {acho[tomara(espero)]}

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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Rubi Make em Qua 27 Nov 2013 - 13:32

@GM

-Desculpe infelizmente você não este apito para essa aventura. –

 
O homem que até então tinha arrumado poucos viajantes na cidade de Pejite, esta em retirada da cidade, partindo para a próxima localidade importante atrás de mais recrutas. –Droga! Terei de viajar mais. -

Já dentro da carruagem, o elegante homem que vestia um terno impecável, barba e cabelo bem aparados, olhava pela janela quando em pleno pico do sol via na mata ao redor da cidade um clarão que chegou a ofuscar seus olhos. O distrair dos cavalos que fez com que a carruagem parasse atiçou sua curiosidade e após colocar o primeiro pé na estrada, na sua mente algo martelava, sabia que não estaria perdendo tempo. Caminhou para dentro da mata.

----Saindo do Inferno----

 É meio complicado correr contra algo que não se vê, e pior ainda correr de algo que não pode sentir a presença. “Droga”.

Algumas costelas quebradas, cortes pelo corpo inteiro e dores insuportáveis pelo corpo, ajudam a diminuir a fuga de qualquer um. Flutuaria se não tivesse quase morrendo, rezando para que minhas pernas não falhassem. Ainda não entendo como posso ser tão procurada no inferno, nunca estive aqui.

”Só mais um pouco. Vamos!”

Palavras motivacionais para mim mesma não estavam dando certo, por sorte sabia para onde estava indo, mas tinha que me apressar,cães do inferno normalmente não voltam de boca vazia. O portal estava se fechando e como última tentativa de sobreviver, saltei.

 
----Arredores de Pejite----
 

-Não posso estar longe, deve ser por...-

O homem não terminou de falar e por sorte me avistou deitada no chão, praticamente morta. Aproximou-se e parecia estar feliz por ter me encontrado. “Droga, um estuprador justo agora?!” O homem se ajoelhou e colocou algo que parecia uma esfera em minhas mãos, seu brilho era tão escuro e forte que mesmo com dor me dava prazer e as dores sumiram.

-Seja bem vinda. -

Com meu corpo recuperado, escutei a explicação do homem e o segui até o ponto de encontro, afinal não tinha mais o que fazer.
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Crimson Jack em Sab 30 Nov 2013 - 15:08

Não sabia como aquilo havia acontecido, de repente acordei e estava em frente a saída da caverna.

" - Que coisa louca foi ai dentro dessa floresta ein..."

- Nem me fale...

Levanto-me e começo a caminhar sem rumo, após algum tempo avisto a entrada de uma cidade, e logo mais ao lado algum tipo de acampamento, não sabia o que era aquilo. No acampamento conseguia ver algumas pessoas, e outras "coisas" andando por lá sem se importar muito, não pensei que fosse algo ruim então resolvi seguir em direção ao acampamento. Assim que chego, observo um homem vir em minha direção.

- Olá meu jovem, quer participar de uma aventura sem igual? Com riquezas e tesouros maiores do que você jamais sonhou como recompensa?

- Não quero tesouros, se o senhor me prometer respostas de minhas perguntas ja ficarei feliz em lhe ajudar no que for preciso...

"- Jack, Jack... sempre tentando bancar o bom samaritano."

-Pois não seja por isso, se me ajudar no que preciso lhe darei qualquer resposta que quiser... mas antes, vamos fazer um teste para saber se você tem a capacidade para a tarefa, aproxime sua mão desta esfera, não se preocupe, nada de mal acontecerá...

Meio receoso de algo que poderia acontecer estendo minha mão e a coloco próxima a esfera, quando aproximo a mão a esfera começa a tomar uma coloração diferente, uma cor bela mas sombria, brilhante mas obscura. Após ver aquilo, o homem sorri e me acompanha até o centro do acampamento explicando os detalhes e dizendo algo sobre não pensar que poderia encontrar dois escolhidos numa mesma cidade.

"- Acho que esse cara é meio lé lé da cuca... talvez ele tenha batido a cabeça... fica falando em magia."

- Então o senhor está dizendo que eu sou um dos escolhidos do apocalipse e o senhor esta reunindo-nos para impedir o fim do mundo?

- Exatamente, aguarde aqui até que todos os escolhidos sejam encontrados para que possamos seguir viajem e assim explicarei mais detalhes a vocês tudo bem?

- Ok...

Não imaginava o que teria que fazer, e alguma coisa me dizia que tinha alguma coisa errada com isso tudo.

"-Tem alguma coisa errada com isso tudo parceiro... cuidado com o que esse velho falou."

- Eu sei... - Começo a amolar minha faca enquanto penso no passado com um sentimento de tristeza e ansiedade no meu peito. - .... John, ainda bem que você não está vivo para ver o que me tornei... e Jerry, os fogos estavam lindos...

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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

Mensagem por Bluesday em Dom 1 Dez 2013 - 23:32

Logo posto... Provavelmente nessa segunda atarde '-'
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Re: O Templo Perdido - Parte 1/7

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