Diana Levi

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Diana Levi

Mensagem por Kaneva Frienk em Sab 9 Mar 2013 - 22:03

Diana Levi

Meu nome é Diana Levi, nascida em Pejite, meia-elfa. Mas, antes que comece a pensar em qualquer coisa relacionada a árvores e florestas. Eu não sou a melhor meia-elfa que pode encontrar. Não sou muito chegada à florestas e ficar pulando de árvore e árvore, ou sei lá o que os elfos fazem naquele mato. Mas também odeio aquela monotonia dos humanos, trabalhando o tempo todo para conseguir um pequeno salário no final do mês que não chega nem perto do tempo "perdido". Por que eu sou assim? Porque eu tenho uma história.

Era uma vez... Não, sem era uma vez. Minha história não chega nem perto a um conto de fadas. Meu nome é Diana Levi, mas pode me chamar de A Estranha, todo o lugar o qual eu vou me chamam disso. O por quê? Bem, não é por causa da minha aparência, modéstia parte eu sou até bem bonita ou pelo menos era o que diziam os meninos: "Você é bonita até, pena que é estranha". Eu sou estranha aos olhos deles porque eu sou metade-metade e não consigo achar um lugar para mim. Os elfos parecem ser tão felizes e galanteadores, definitivamente não é o meu lugar. Os humanos, acham que estão no topo da cadeia alimentar, que tem o direito de julgar tudo e todos. Bem, os humanos são assim, claro não todos mas sua grande maioria. Vida injusta, bla bla bla.

Meu nome é Diana Levi, mas pode me chamar de filha da prostituta mais bem paga de Pejite. Mas, tenha a certeza de que irei te dar um soco na cara. Ela se chama Rose, tem cabelos ruivos assim como os meus e seios fartos (vamos deixar a comparação de lado agora). Se você já passou por Pejite, já a viu por ai ou ao menos ouviu falarem dela. Por que ela faz isso? Bem...

"Era primavera e as flores desabrochavam lentamente para espalhar seu lindo aroma. Elas estavam em todos os lugares, nos parapeitos das janelas, sendo entregues a moças belas por cavaleiros galanteadores querendo suas camas aquecidas durante a noite e em simples vasos decorando as mesas dos restaurantes. Rose estava andando pela rua com seu vestido cor de romã que tinha acabado de ganhar de seu pai quando uma rosa branca apareceu em sua frente. Ela subiu os olhos apreciando o braço musculoso, os ombros largos, o queixo pontiagudo, as orelhas puxadas e aqueles olhos que a hipnotizavam.

- Uma rosa para uma flor. - disse o homem. Rose tímida pegou a rosa e sorriu.
- Qual seu nome, meu senhor?
- Istyar Lothar, mas pode me chamar - ele beijou a mão dela - daquele que a fará ficar apaixonada.
- Isso só o tempo pode nos dizer. - Ela corou e sorriu.

Eles conversaram, compartilharam interesses, ele cantava e a encantava e ela deixava ser cortejada como que não queria nada, mesmo querendo. Istyar dizia que tinha acabado de chegar de Jyllia, que ele era cantor e tocaria no restaurante naquela noite. E ela disse que iria encontrá-lo. Rose foi para casa, pegou seu melhor vestido, arrumou o cabelo e se maquiou impecavelmente.

Quando a noite caiu lá estava ela, vendo Istyar cantar e tocar, ela ficava sem falas hipnotizada por sua beleza e talento. O tempo passava e a moça ia se deliciando com cada nota que saia da boca dele, com cada olhar que ele dava a ela, com cada movimento que ele fazia. No final de sua apresentação ele levou-a para a pousada a qual ele estava instalado, para uma suíte onde ninguém poderia perturbá-los durante uma noite magnífica.

Ao acordar viu seu vestido rasgado em cima de uma cadeira e as roupas dele no chão. Aquela tinha sido a melhor noite de sua vida. E aquela manhã não estava nada mal, ela estava deitada em cima dele e ele mexia nos cabelos dela. Nenhuma palavra precisava ser dita, apenas seus olhares já diziam tudo.

Istyar ficou na cidade por mais alguns meses e nesse tempo suas noites juntos ficavam cada vez frequentes. Os habitantes já começavam a perceber, as vizinhas comentavam umas com as outras, mas nenhum dos dois se importava com o que falavam deles porque eles tinham um ao outro e era só isso que prestava. Isso até o dia que Istyar teve que retornar a Jyllia. Rose chorou durante uma semana inteira, nada conseguia acalmá-la. Ela implorava para deixarem ela ir, mas o pai e madrasta sabiam que Jyllia não era o lugar dela. Istyar disse a ela para ficar calma, que ele voltaria em três meses para eles viverem juntos. O que ninguém sabia, é que Rose estava grávida.

Passaram-se aqueles longos três meses e Istyar não apareceu. Quatro meses, cinco, seis, sete... E nada. Apenas a barriga de Rose crescendo. Quando a menina nasceu, Rose a abraçou com todo o seu amor e carinho. Ela era sua filha, afinal.

Meses depois ela já sabia que Istyar não iria voltar para seus braços, nem para abraçar a filha deles. Ela chorava e chorava, mas depois se confortava com a menina e tudo ficava bem novamente. O tempo foi passando o pai de Rose faleceu, deixando-a sozinha com a madrasta que não gostava em um pouco dela. Sozinha na vida com uma filha nova para criar o lugar mais fácil mas menos respeitoso era a prostituição. Com a madrasta sendo sua cafetina, seus dias foram uma tortura, quando então a madrasta deixou-a sozinha e partiu para o Norte.

Hoje Rose cuida de Diana, sua filha, ganhando o sustento com o que a foi ensinado. Se ela de orgulha? Depois de tanto tempo, ela acaba se acostumando e tornando o pesadelo em um doce sonho."


Todos de Pejite sabem, ela não é apenas uma mulher qualquer, ela é guerreira, ela é mãe (mesmo de uma menina que "não sabe nada da vida"), ela é A Mulher.

~~~

Voltando a minha monótona história... Por que acham que eu não sei de nada? Porque sei de tudo. No sótão de minha casa tem uma janela, onde passo a maior parte do meu tempo. Nela posso ver todos os habitantes do bairro, todos aqueles que falam o quanto estou errada e o quanto eles estão certos. O mais incrível é saber que eu sou estranha por não fazer nada de errado. Jericho Swain, por exemplo, se encontra várias noites no Bordel. Mas creio que não seja problema já que a Sra. Swain, não se interessa mais pelos corvos que o marido cria e sim pela produção de espantalhos do Sr. Fiddlesticks. Eu sei sobre os maiores podres de todos, então qual seria a melhor desculpa do que me chamar de retardada e me colocar em um local onde ninguém acreditaria em mim?

Por que eu escrevo? Pelo simples prazer de saber que se ninguém ler, terei isso para mim mesma. Para contar minhas futuras aventuras, se um dia eu sair de Pejite eu explorarei as mais grandiosas bibliotecas, participarei dos maiores festivais de música e assim viverei minha vida fora dessa gaiola. Antes de dormir, fico pensando em como seria visitar Jyllia, saber o que todos aqueles elfos fazem, os artesões, os artistas... Todo esse mundo onde ninguém parece ter defeito algum, onde todos são apenas felizes, cantando e dançando por ai. Ou então, eu passaria pelo Fukai, vendo aqueles gigantes insetos e chegaria a imensidão do Norte. Atravessaria todo o continente e então, pegaria um barco e iria até o desconhecido.

Mas depois eu acordo para a realidade... Onde fico apenas observando tudo e todos. Volto ao meu conforto aprendendo de tudo um pouco, desde a vida das pessoas até os "segredos" de Zephyr. E sabendo que nada de ruim poderá me acontecer, porém nada de incrivelmente bom...

Um dia eu farei tudo e que quero fazer...
um dia eu sairei,
Um dia terei coragem,
um dia me aventurarei...
Um dia.
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