The Secret World - War

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The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 28 Set 2012 - 22:27

História

A história se passa na epoca atual, aonde uma estudante normal descobre que toda a sua vida não passava de uma mentira.
Ela percebe então que está envolta à vários mistérios e, a inda por cima, a sua vida corre um grande perigo.

Personagens

Antes de apresentar os personagens, peço para que não se atenham em detalhes..
Eu mesma desenhei cada um deles, e no fim fiquei com preguiça. Então, tem muito trabalho cagado...x.x

Spoiler:
Risa Atsushii



Kevin Kashimoto


Kevin v2

Lembrando que estes são apenas alguns personagens, os que irão aparecer de inicio.
Brevemente mais deles serão colocados. Conforme forem aparecendo.

Personagens II

Spoiler:
Ambre


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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 28 Set 2012 - 22:29

The Secrete World - War [ Pt I]



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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 28 Set 2012 - 22:29

Prólogo

Spoiler:
Naquela
manhã de outono fazia frio. Um frio tão intenso que a maioria das
pessoas optaram por ficar em suas casas. O inverno estava chegando,
oficialmente, e já mostrava seus sinais neste final de estação.
Risa
ainda estava deitada, como a maioria das pessoas naquele dia. Ainda era
cedo, por volta das 6:15 da manhã; é normal que a esta hora já se
possua certa atividade. Risa era a única, na casa, que ainda estava
dormindo. E os sons incessantes da correria que acontecia fora de seu
quarto, não a incomodavam nenhum pouco. Por fim, sua mãe adentrou o
quarto.
Sua mãe era uma mulher bonita. Era alta para a maioria
das mulheres, e bastante magra. No entanto, mesmo magra, possuía um
corpo bem definido. Possuía todos os atrativos físicos que um homem
procurava em uma mulher. Seus cabelos eram castanhos avermelhados e seus
olhos eram da mesma cor. Sua pele era branca, levemente bronzeada pelo
sol. Seu nome era Lita.

— Risa? Risa? — Sua mãe chamava-a
insistentemente. — Vamos Risa, acorde! Vai se atrasar para a aula! Não
tem uma apresentação a fazer?

Apresentação. Aquela foi a
palavra chave para que a jovem levantasse. A mesma levantou-se
subtamente e começou a se aprontar como uma desesperada.

— Ara
ara.. Aonde é o incêndio? — Brincou Lita, enquanto mostrava um sorriso
maliciosamente assustador, divertindo-se ao ver o desespero da filha.

Risa
Atsuhi é uma jovem de apenas 17 anos. Seus cabelos possuem um tom
vermelho alaranjado, lembram um pouco o da mãe, só que a cor é um pouco
mais fechada. Seus olhos são verdes, e é a única da família que os
possui desta cor. Risa é bastante branca, e por mais que se exponha ao
sol, continua branca. É magra e possui seus atributos físicos pouco
avantajados, mas um corpo bonito e agradável de se olhar.
Ela é
uma garota introvertida, bastante tímida e de poucos amigos. É uma
pessoa fechada, do tipo que guarda as coisas para si mesma. Risa gosta
bastante de atividades, e é adepta do bushido e kendo. É algo que herdou
da família. Atualmente também está treinando a arte marcial chinesa,
kung fu.
Seus pais veem isso como uma coisa boa para a filha,
além de ser uma tradição familiar. Mas Risa vê mais como uma válvula de
escape, embora goste bastante do que faz.
A manhã foi bastante
agitada, e embora sua mãe seja sarcástica ao ponto de divertir-se com a
desgraça da filha, obviamente ela se preocupa. Enquanto Risa corria para
os lado e aprontava-se, Lita cuidava de preparar um bom lanche para que
a sua filhinha enrolada pudesse se alimentar a caminho da escola.

— Obrigada mãe! — Agradeceu Risa, pegando um suquinho em caixinha junto de um pacote com alguns biscoitinhos e saiu correndo.

A
escola aonde Risa estudava era bem grande. Dizem que, antes de ser uma
escola, o local já foi uma espécie de mansão aonde viviam os parentes
dos grandes governantes do país. Após um misterioso acidente com a
família, o imóvel foi doado e após anos de abandono, reformaram-no e
fizeram deste uma escola que daqui a uns dias estará completando 100
anos de existência.
Risa correu como nunca e mesmo possuindo um
bom preparo físico, aquela corrida a cansou. Assim que pisou no pátio
da escola, o primeiro sinal tocou, indicando que as aulas teriam inicio.
A garota entrou e abriu seu armário, pegando o material e fechando o
mesmo. Bateu-o e suspirou pesadamente.
Encostou a cabeça no
armário e fechou os olhos. Risa não se sentia tão bem esta manhã, e
estava nervosa pelo trabalho que teria que apresentar. Na verdade,
estava bem mais do que nervosa. Em geral, esses tipos de trabalham pedem
grupos de no mínimo 5 pessoas, mas Risa é tímida e não tem amigos
nenhum naquele lugar. Por causa disso, acabou por ser esquecida e teve
que fazer todo o trabalho sozinha. Isso não a incomoda ser vista sim.
Agora ela teria que ficar sozinha na frente de toda turma, e todos iriam
vê-la e observá-la. Ela realmente não gostava disso.
Seus
pensamentos foram interrompidos pelo som de um tapa no armário, e logo
sentiu seu corpo ser pressionado contra o mesmo. Sentia algo fazer
pressão em todo o seu corpo na parte de trás e, por fim, sentiu uma
sutil respiração em seu ouvido, seguida de um sussurro.

— Yo! Ri-sa-chan!


Capitulo I – O Seguidor

Spoiler:
Risa
arregalou os olhos sem conseguir disfarçar a surpresa que sentia, além
do nervosismo óbvio. Ela não tinha amigos, e não sabia quem era. Ela
tentou virar o rosto, mas sua cabeça fora segurada com força na nuca.
Uma coisa era fato, era um homem. Afinal, tinha a força e voz, e Risa
conseguia sentir bem o corpo dele. Ela fechava os olhos nervosa, não
sabia o que ia acontecer afinal. Mesmo na escola, ele nem mesmo deveria
ter conseguido chegar nela daquela maneira, e já que conseguira, o que
viria depois era um mistério.

— Boa sorte, na apresentação...

Ele
sussurou com uma voz grave e logo depois deu uma mordiscada na orelha
dela, provocando-a. Risa corou e, quando deu por si, ele não estava mais
lá. Ela olhou em volta mas estava sozinha no corredor.
Atsushii
podia sentir seu coração palpitando acelerado, ainda mais depois deste
susto que havia levado. Seu trabalho seria o primeiro a ser apresentado e
isso piorava tudo.
Chegou na sala e arrumou as coisas. Estava apenas esperando o professor, e então iniciaria o trabalho.
Em
pé na frente de todos, e sozinha, foi alvo de cochichos, antes mesmo do
trabalho ter inicio. Afinal, era a única sem grupo. No entanto, lá no
meio dos alunos, havia um rapaz que olhava-a fixamente. E quando ela
olhou para o mesmo, ele sorriu, estendeu o braço e lhe deu um sinal de
“Ok!”.

— Boa sorte..! Risa-chan!

“Foi ele...” —
Risa arregalou os olhos. Reconheceu de imediato a voz, e a frase. Ele
com certeza fez de propósito, para que ela soubesse quem foi o rapaz que
fizera isso com ela.
Assim que ele falou, toda a turma, pasma,
se calou. Acontece que o rapaz era simplesmente um dos mais queridos da
sala, o mais popular entre as garotas e até mesmo os rapazes. Era
Kevin, um “mestiço”, filho de um japonês com uma inglesa. O rapaz
possuía os cabelos meio bagunçados, mas ao mesmo tempo eram até
arrumadinhos. Seu cabelo também é cheio, dando uma falsa impressão de
cabelo comprido. A cor do mesmo é meio azulada e seus olhos são verdes,
contrastando muito pouco com os cabelos. Sua pele é bronzeada de sol. O
rapaz possui um corpo atlético e uma boa altura. É bom em vários
esportes e faz o estilo mulherengo na maior parte das vezes. É um rapaz
popular, e por isso o silêncio. Ninguém entendia o porque dele estar
dando força para uma “joão ninguém” como a Risa, nem mesmo ela.
A
aula se passou e no fim, Risa nem conseguiu fazer a apresentação
direito. Ela gaguejou na maior parte do tempo e era alvo de piadas. No
fim, acabou desistindo, e tomando, com certeza, um zero. Outros
trabalhos foram apresentados, inclusive o de Kevin. Por algum motivo,
ele estava sempre encarando-a, e ela agora ficava encarando o rapaz. Seu
interesse era saber por que ele ficava olhando-a tanto, e tão de
repente.

“Imagino o que ele está aprontando pra cima de mim...” — Suspirou desanimada com as possibilidades. Algum trote, com certeza.
Finalmente
era a hora do intervalo, Risa guardou o material no armário e pegou seu
lanche. A escola possuía uma espécie de refeitório, dentro e fora, para
quem preferisse comer ao ar livre. Risa, no entanto, ia para um canto
mais isolado. Sempre sentava-se nos fundos da escola, aonde não ficava
ninguém. Utilizava-se da sombra de uma árvore jovem que tinha ali, mas
possuía uma bom sombra. Abriu seu obento e fechou os olhos, soltando
mais um suspiro antes de pegar alguma coisa para comer.

— Está suspirando bastante hoje...

Risa virou o rosto para ver quem era, e deparou-se com Kevin.

— Está
apaixonada? — Kevin perguntou com um tom de ironia. — Seria por mim? —
Ele sorriu de forma simpática, como sempre fazia. Ele parecia um rapaz
sincero, talvez por isso conquistasse a todos.

— Creio que isso não lhe diz respeite, não acha? — Risa respondeu em tom seco, sem nem mesmo encará-lo.


— Eu te ajudo e é assim que você me agradece?

A garota virou-se para ele encarando-o com um olhar raivoso.

— Me
ajuda.. você disse.. Me prensar no armário daquele jeito não é me
ajudar! Além do mais, ainda conseguiu me machucar!! E por sua culpa eu
duvido que vão esquecer fácil do dia de hoje! — Risa falava rápido e de
modo sério. Ela não gritava, até porque não queria chamar a atenção de
ninguém que pudesse estar passando perto. — Você com certeza tem uma
noção muito errado do que é ajuda...

— De certa forma, está certa. Desculpe pelo que fiz. Só achei que fosse ser mais divertido.

— Achou errado! Me deixe sozinha..

Kevin
não disse nada, mas também não se afastou de Risa, então ela decidiu
apenas ignorá-lo. Por fim, quando ouviu os berros do seu grupo
chamando-o, ele se levantou e bagunçou os cabelos de Risa, retirando-se
do local.
Não demorou muito para que o sinal tocasse e logo ela
teve que voltar para a sala. Levantou-se e se espreguiçou. Resmungando,
fora caminhando desanimada de volta para a sala.

“Francamente.. mas o que é...?!?!”

Risa
mal chegou na sala e já teve uma desagradável surpresa. Todo o seu
material estava na carteira da frente, e para melhorar, Kevin juntou a
carteira dele com a dela. A sala estava cheia e seria problemático para
ela, tentar rearrumar seu lugar, além do fato do professor já estar em
sala de aula.
Kevin olhou para ela e sorriu sinicamente, dando
tapinhas no assento, chamando-a para sentar-se com ele. Ela sentou-se,
ignorando-o. Praticamente colocou os olhos no quadro.
Risa
podia ouvir comentários sobre o que havia com Kevin ou que ela tinha de
especial. Ela ouvia risadas ao fundo também, e isso só aumentava a
certeza de que havia alguma coisa muito errada ali. Aproveitou que o
professor estava de costas e virou-se para o rapaz.

— O que
você quer? O que quer de mim? Já não me envergonhou o suficiente? — Ela
falava baixo, encarando-o com um olhar nada amigável. — O que está
aprontando?

— Aprontando? Eu? Nada! Apenas quero sua companhia
hoje. E o que eu quero, eu consigo.. — Ele respondia e sorria de forma
inocente e sincera. Um modo debochado único.

— Professor, vou a enfermaria, não me sinto bem... — Disse enquanto levantava-se de seu lugar.

O professor a olhava estranho e, assim que abriu a boca para falar, Kevin interrompeu.

— Eu levo ela, professor Faraise..

“Aquele.. sorriso de novo... tsc..”

Risa
virou a cara e deixou que Kevin a acompanhasse até a porta, sumindo da
vista do professor. Ela se desvencilhou da mão do rapaz.

— Já
disse pra me deixar em paz! — Risa teve que segurar-se para não gritar
desta vez, principalmente porque estavam no corredor da escola. — Não
preciso de você me seguindo e perturbando. Vá bajular outra garota!

O
sorriso de Kevin desapareceu no mesmo instante. Ela o encarou por
alguns segundos, até que ele a empurrou contra a parede.

— Você não sabe de nada, não é? Sua burrinha... — Ele respondeu em tom irônico, implicante.

— Eu..
não sei... — Risa não estava entendendo bem, mas devia ser mesmo uma
armação afinal. Aquela gentileza havia sumido por completo. E então,
seus lábios foram tomados pelos dele.



Capitulo II – Perseguidores

Spoiler:
Risa arregalou os olhos tamanha a surpresa do ato do rapaz. Por aquela, ninguém esperava.

— K-Kevin!! — O grito de uma garota interrompera o momento “intimo” do casal. — Como.. como pôde fazer isso comigo?

Ambre
é uma garota bonita. Cabelos longos, levemente ondulados e loiros.
Olhos verdes, pele clara e um belo corpo, embora não seja do tipo que dá
inveja.

— Com você? Não temos nada.. — Kevin respondeu em tom frio, encarando a loira que lhe mostrava um olhar furioso e decepcionante.

Kevin
ainda pressionava Risa contra a parede, evitando que a mesma fugisse.
De todo modo, mesmo que ela quisesse, não estava em condições para tal,
no momento. Risa estava completamente aérea, ainda estava estática com o
que acontecera, e nem mesmo notou a pequena discussão que acontecia.

—“Ele
me beijou? Por quê? O que ele quer de mim afinal..?” — A mente de Risa
era assolada por inúmeros pensamentos, e a sensação dos lábios macios e,
até mesmo carinhosos, de Kevin, em seus próprios lábios, a fazia
viajar.

— Eu odeio você!! — O som do grito de Ambre e os passos
da garota que correu para longe dali, despertaram Risa. No mesmo
instante, a jovem juntou forças que nem mesmo ela sabe de onde, e
empurrou Kevin, afastando-se dele. E como se o empurrão não fosse o
suficiente, desferiu-lhe um belo tapa na face do rapaz. Mesmo moreno, já
era possível ver a marca da mão de Risa, na face esquerda do rapaz.

— Cretino... — Risa falou em tom de indiferença, encarando o rapaz. E logo depois saiu dali, deixando-o para trás.

Com
tudo o que aconteceu, ainda havia certa adrenalina no ar, e nem mesmo
notaram que já havia se formado uma plateia que assistira todo o show.
Os
comentários correram rápido. “O que Kevin viu naquela menina?”; “Ambre e
o Kevin estavam juntos?”, “Que estúpida, rejeitando o Kevin. Como se
ela tivesse esse direito.”

Os comentários não incomodavam o rapaz. Ele voltou para a sala e agiu normalmente, como se nada tivesse acontecido.

===================================//=====================================

Risa
levava os dedos indicador e do meio, tocando o próprio lábio,
recordando-se do que ocorrera há momentos atrás. A imagem da lembrança
se formava em sua mente, e a fazia corar. Imediatamente ela sacudiu a
cabeça e enfiou-a debaixo do travesseiro.
Risa estava na enfermaria, agora realmente não sentia-se bem, depois de tudo o que ocorrera precisava relaxar um pouco.

— Foi um belo tumulto, não? — A enfermeira comentou.

Arashi
era o nome da enfermeira da escola. Ela era alta, mais ou menos 1,70 de
altura. Seus cabelos eram curtos e lisos, num tom de cinza tão escuro
que era quase negro. Seus olhos eram acinzentados, claro. Embora a
maioria dos alunos masculinos possuam uma certa tara por Arashi, isso
provavelmente se deve ao fato dela ser a enfermeira, já que,
fisicamente, não possui os atributos muito chamativos. Pouco quadril,
pouca coxa e quase nenhum seio. Sua pele é clara e bem cuidada. Arashi é
muito inteligente, embora se mostre bastante lerdinha. Para muitas
garotas, ela é como uma melhor amiga e confidente. Além de dar vários
conselhos.

— Aquele garoto é um idiota. — Risa resmungou, ainda
com a cara enfiada no travesseiro, por tanto ficou algo difícil de
entender, mas Arashi entendeu bem.
— Se o acha tão idiota, por que isto a incomoda tanto?
— Ahn? Como assim? Ele fez algo detestável! Como eu poderia não me importar?
— Ara..
eu penso que, se você não gosta dele, basta ignorar, não é? Assim
parece mais que você gosta e está criando esperanças... Eu até mesmo
poderia dizer que talvez ele consiga...
— Não é isso! — Risa
gritou, interrompendo as palavras da enfermeira. — Você está entendendo
tudo errado! Está viajando. Só que.. ele não..devia.. — Suspirou em
descontento. Estava óbvio que não estava nada feliz com o ocorrido. Mas
ela se negava a contar o motivo de tanto ódio no final.

Risa
adormeceu e sequer viu o dia passar. Acordou ao entardecer e deu uma
olhada no relógio. Já era quase noite, 5:35 da tarde. Levantou-se,
sentando na cama e se espreguiçou. Olhou rapidamente em volta, estava
sozinha. Fechou os olhos e suspirou, descendo da cama finalmente.
A
esta hora a escola devia estar mais vazia, e provavelmente sua mochila
estaria largada na sala ainda, já que a deixou lá. Mais um suspiro, fora
um dia cheio realmente.
Caminhou até a sala e, de fato, a
escola estava vazia; havia alguns funcionários, claro, n ao a deixariam
sozinha na escola afinal. Finalmente chegou na sala e, quando adentrou a
mesma viu que a mochila não estava lá. Bem, não havia muito de valor na
mesma, e por isso não teria por que levarem a mochila. Foi para a parte
de achados e perdidos, talvez alguém a tivesse visto e deixado por lá.
Mas não estava.
Risa perdeu cerca de uma hora procurando pela
mochila, perguntou a todos os funcionários, mas ninguém havia visto a
mochila. Ela não poderia mais demorar na escola, pois a mesma iria
fechar.

— “Quem roubaria minha mochila afinal...?” — Questionava-se enquanto caminhava para casa.

No
meio do caminho, já bem afastada da escola, Risa viu algo pendurado em
uma árvore próxima do parque que havia ali, reconheceu então a sua
mochila. Correu até a mesma para pegar, imaginando quem teria feito esta
brincadeira de mau gosto. Mas ao se aproximar, percebeu que não fora
uma brincadeira de mau gosto, e sim pura maldade. Sua mochila estava
vazia, e estava toda rasgada. Seja quem for que tenha feito, conseguira
reduzir a mochila a puro farrapo. Olhou em volta procurando pelo
conteúdo que preenchia a mochila, e por todo o parque e pelo resto do
caminho, em lugares pouco ocultos [cujo só alguém que procurasse por
algo veria] ela ia achando suas coisas. Tudo, porém estava estragado.
Caderno, materiais de estudo, seus documentos, tudo o que estava na
mochila, fora perdido de vez. Aquilo realmente abatia Risa, por mais que
fosse algo material. Ela teve sorte de deixar a maioria das coisas no
armário da escola.

— “Aquele covarde! Como pôde?” — Risa tinha
certeza, só poderia ser o Kevin. Afinal, ela lhe deu um belo tapa.
O garoto que nunca é rejeitado, tomou um tapa pela menina invisível da
classe. Ao menos, ela era invisível antigamente.

Chegou em
casa por volta das 7:30 da noite. Explicou o que aconteceu com seu
material. Disse que passou mal e que enquanto estava na enfermaria, seu
material fora roubado. Afinal, ela era uma lutadora, não iriam aceitar
se ela simplesmente fosse roubada, já que treina todos os dias para que
seja capaz de se defender sozinha.
Boa parte da noite fora
gasta com ela solicitando novas documentações. Quando resolveu tudo,
jantou e dormiu. Teria um dia longo e estressante, tinha certeza disso.

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Finalmente
o dia clareara, e para quem teve um dia de cão, Risa havia dormido
muito bem. Como de costume, acordou cedo, treinou um pouco, se arrumou,
tomou seu café e partiu para a escola. O caminho foi tranquilo, e mesmo
sendo cedo, Risa não via nenhum sinal de suas coisas roubadas. Realmente
a limpeza era muito bem feita naquela cidade.

“Risa..”

A
garota parou por um momento e virou-se para ver quem a chamava, mas não
havia ninguém. Continuou a caminhar e parou próximo ao parque, sua
mochila também não estava mais lá.

“Risa..!”

Era uma
voz feminina, suave e gentil. Parecia vir do parque. A voz não lhe era
família, mas se a conhecia. Talvez soubesse quem fez aquilo com suas
coisas, já que parecia vir do parque.
O parque que havia no
centro era um bom lugar para lembrar um pouco do que há na natureza.
Embora pequeno, é um símbolo de preservação. Nele se mantém um pequeno
bosque que abriga algumas aves locais, além de outros pequenos animais,
como esquilos, micos e outros. O local sempre chamava a atenção de Risa,
mas ela nunca foi vê-lo de perto, nem mesmo ela s abe o porque.
Caminhou
para o parque e a voz continuava a ressoar em sua mente.
“Risa..depressa.. Risa..”. Parou na entrada do bosque e, por algum
motivo, não conseguiu passar de lá. Mas tinha certeza que a voz se
emaranhava entre as árvores dali. Olhou com cautela, procurando para ver
se via alguém, mas nada.

“Risa..Risa..”

Por um
momento sua mente pareceu se apagar, aquilo lhe perturbava, de alguma
forma. Lentamente, caminhava para a frente, adentrando o bosque.

“Isso.. Isso.. Venha comigo.. Atsushii Risa..”

Um puxão brusco a despertou, estava parada na entrada e sendo segurada por Kevin.

— Você está bem? Está meio.. pálida? — O garoto perguntou com uma clara preocupação no olhar.
— Estou muito bem! — Risa soltou-se do rapaz, afastando-o. — Como tem coragem de tocar em mim depois do que fez?
— E o que eu fiz? Fala sobre beijar você? — Ele perguntava com certo desdém, parecia bem indiferente ao fato.
— Não
seja cínico! Você roubou minha mochila e destruiu meu material todo! É
tão ruim assim ser rejeitado, que precisou se vingar? Você não passa..
— Opa
opa!! Peraí! — Ele a interrompeu. — Do que está falando? Eu não peguei
sua mochila. Eu até procurei pra levar pra você na enfermaria. Mas não
achei nem ela e nem você.

Risa ficou encarando-o com um olhar pouco amigável, mas não viu sequer uma mentira no que o rapaz falara.

— Então.. quem pode ter feito isso? —Baixou a cabeça olhando para o lado, demonstrando total confusão de pensamentos.
— Eu sinto muito.. Deve ser minha culpa, de todo modo. Irei lhe pagar novos materiais, assim compensa um p..
— Não
preciso de sua ajuda. Já resolvi meus documentos e logo os terei de
volta. O resto eu mesma posso comprar. — Ela o interrompia e falava com
arrogância. Estava chateada com ela por ter errado e o julgado mal, ao
menos naquele momento. E mais chateada ainda por não saber quem era o
culpado. — Não preciso de você...
— Mesmo? Mas se não fosse por mim, poderia ter batido a cabeça na queda, não?
— Queda?
— Sim..
— Como assim, “queda”? Eu não caí, só quando você me puxou. Eu estava entrando no bosque e então.. você me puxou..
— Não.
Você por um momento me pareceu perder a consciência. Eu vi e corri. Te
segurei bem a tempo. — Ele falava em tom calmo enquanto fazia o típico
gesto de levar a mão à nuca, demonstrando estar sem jeito por algo.
— Isso é.. impossível.. Posso jurar que entrei no bosque e..
— Um sonho talvez..

Ela
o encarou por um momento e não disse nada. Encarou o bosque, mas ele
simplesmente parecia o mesmo de sempre. No entanto, ninguém mais a
chamava.

— Bem, já que você não está mesmo bem desta vez. Te
acompanho até a escola. — Ele mostrou um largo sorriu e então levou a
mão aos cabelos dela, bagunçando-os. Risa apenas deu um tapa na mão do
garoto e continuou a andar, ignorando-o.

Ela ficou pensativa durante todo o caminho, vez ou outra Kevin arriscava observá-la, mas ela nem mesmo notava.
Por
fim, chegaram a escola e logo os olhares se voltaram para ambos.
Afinal, eles foram a sensação no dia anterior, e agora chegavam juntos à
escola. Isso era, no mínimo, suspeito. Kevin, no entanto, não parecia
ligar, até mesmo se divertia e fingia conversar com Risa, sempre
dirigindo-se à ele como “Meu amor” ou outros apelidos carinhosos. A
garota no entanto, estava tão absorta em pensamentos que respondia sem
nem se tocar. No entanto, logo Risa fora despertada de seus pensamentos.
Ao abrir o armário, o som alto de uma “explosão” fora ouvida, e quando
percebeu, seu cabelo, suas roupas, rosto e todo o material que havia
dentro do armário, estava sujos e extremamente encharcados com uma tinta
de coloração vermelha.
O susto fez com que ela desse um pequeno
pulo, e Kevin, que ainda estava perto, se afastasse, embora até mesmo
ele tenha acabado um pouco sujo.
Ela olhou espantada para dentro do armário, enquanto virava alvo de olhares e algumas risadas.

— Não..
não pode ser.. — Repetia para si mesma, em tom baixo, embora Kevin
pudesse ouvi-la. — Eu sabia que hoje seria um dia difícil mas.. isso..
— Hey.. R-Risa-chan.. — Kevin chamava-a, notando que a garota parecia realmente abalada dessa vez.

Uma risada estrondosa ecoava no corredor.

— Bem
feito! Isso é por tentar roubar o MEU Kevin! — Finalmente a feitora
mostrava a cara. Era Ambre. — Desculpe Kevin, você acabou se sujando
também. Mas eu vou limpar pra você.. — Ela falava enquanto se aproximava
para remover a blusa do garoto.
— Não diga besteiras! — Ele a
afastou empurrando-a de leve. — O que você fez? Está ficando maluca?
Você não pensa, Ambre? Que droga!
— Claro que penso! Penso em
você! Sempre! Hunf! Isso é culpa dela! Não devia se meter conosco! Por
isso fiz questão de sumir com as coisas dela. Ela devia voltar a ser
invisível aos olhos de todos! Principalmente aos seus! Mas já que ela
quer tanto aparecer, a cor vermelha vai ajudar... — Ela respondia-o em
um tom imponente. Não se mostrava arrependida nem nada do tipo. E
culpava Risa, por tudo.
— Você é louca.. eu já disse que não existe m “nós”, você devia...
— Você.. — Kevin parou de falar ao ouvir o sussurro de Risa.
— Eu o quê? — Desafiou Ambre. — Por acaso o gatinho mordeu sua língua? Sua vaca!
— Você... passou dos limites...



Capitulo III – Sonho?

Spoiler:

Passei? E o que você vai fazer? Vai me bater? — Ambre insisti em
desafiá-la. Os alunos em volta encaravam-nas na expectativa de uma
possível briga.

Risa virou levemente a cabeça, inclinando-a
de lado e olhando-a de canto de olho. Seu olhar era, de certa forma, um
tanto assustador. Por um breve segundo, Ambre sentiu-se arrepiar por
inteira, chegando a sentir a perna tremer um pouco. E os poucos que
perceberam o olhar, tiveram a mesma sensação.
No entanto,
Atsushii apenas pegou uma lixeira que havia ali perto e empurrou tudo o
que estava no armário para dentro da mesma. Depois fechou-o com força e
se retirou dali. Foram apenas poucos minutos, mas o clima tornou-se
tenso o suficiente para calar todos que estavam ali.

— H-Hey!
Risa-chan.. — Kevin chamou-a mas ela simplesmente o ignorou. — Tsc... O
que você fez, Ambre? Acho bom arrumar essa bagunça! — Chateado, Kevin
retirou-se do local, indo na mesma direção que Risa.
— Espera.. Kevin... e-eu.. Aquela idiota... — Ambre resmungou e retirou-se, indo para a sala como se nada tivesse acontecido.

===================================//=====================================

Risa
já estava fora da escola, não havia porque ficar lá agora. Não queria
ter que resolver problemas a esta hora da manhã, não mais. A garota
precisou se segurar muito para não acabar fazendo uma besteira. E sem
muita dificuldade, precisou despistar Kevin, que ficou seguindo-a.
Quando
deu por si, Risa estava novamente em frente ao bosque. Estava tão
chateada que mal percebera para onde ou por onde estava caminhando.
Ficou
parada na entrada do mesmo, o bosque não era diferente de nenhum outro,
apenas parecia menor. Ao menos, vendo de fora. Logo na entrada havia
uma trilha pouco visível, coberta por folhas e galhos. O que a
identificava era o fato de que a mesma era cercada por uma parede de
árvores altas, robustas e que construíam um espesso teto de folhas.
Ficou
ali por um tempo, pensativa. Esperou que alguém a chamasse, mas nada
aconteceu. O que ocorrera de manhã, não se repetira. Por um momento,
pensou em adentrar o bosque e, hesitante, deu o primeiro passo.

— Não acho que seja seguro .. uma jovem entrar sozinha em um lugar desconhecido.

A
voz desconhecida despertou-a de seus pensamentos. Risa parou e virou-se
para ver quem era a pessoa que lhe dirigia a palavra.
Seus
olhos captaram um rapaz alto, bem mais do que ela. Risa precisou
levantar a cabeça para enxergar melhor o rosto do mesmo. Seu cabelo era
curto e liso, possuindo um penteado desarrumado e um corte no estilo
picotado. Seus olhos mostravam uma expressão alegre e um brilho vívido,
embora a cor não fosse nada feliz, sendo em um tom de cinza meio claro,
lembravam o céu em um dia nublado. Sua pele possuía um tom mediano, nem
claro e nem escuro, um moreno comum. Ele usava uma camisa azul clara no
tom do oceano, com a imagem de um mergulhador como estampa. Uma calça
jeans em tom marrom escuro, com uma textura que fazia lembrar a terra,
ou uma rocha. E por fim, um tênis qualquer, todo preto. Mesmo com
cobrindo-o, era fácil ver que seu corpo possuía uma definição no mínimo
razoável. Com certeza um corpo em forma.
Ele sorria gentilmente para Risa, um sorriso um tanto quanto, “hipnotizador”, tamanha a sinceridade do mesmo.

— Tenho
certeza.. que consigo me virar sozinha... — Risa respondeu-o, mas
retribuiu a gentileza do mesmo, usando um tom de voz calmo e gentil.
— Não
duvido disso. Mas este bosque contém muitas lendas perigosas, mesmo
para uma jovem como você. — O rapaz falava sempre esboçando um sorriso
gentil, e utilizando-se de um tom acalentador.
— Lendas? —
Perguntou claramente curiosa. Risa Morava na cidade já fazia há anos,
desde que nascera na verdade, e nunca ouvira falar de nenhuma lenda. Mas
também, nunca parou para passear por ali, muito menos no parque.
— Sim.
— Respondia sempre de modo gentil. — Algum dia lhe conto. Preciso ir
agora. Até mais... Risa.. — Ele sorriu gentilmente enquanto olhava-a com
certa doçura e levantava a mão em um aceno.
— E-Espera.. — O
rapaz já havia saído. Risa não tinha certeza se demorara demais para
reagir, ou se o garoto que era rápido demais. —“Como.. ele sabia meu
nome?.” — Pensava e logo balançava a cabeça de forma negativa, afastando
o pensamento.

Voltou sua atenção para o bosque e ficou
pensativa. Deveria dar ouvidos ao rapaz desconhecido, ou deveria entrar e
conferir por si mesma? Suspirou insatisfeita, odiava dúvidas. Encarou o
bosque e, de alguma forma, sua visão parecia se distanciar, ou seria o
bosque que se estendida dia de seus olhos?

“Risa...”

Arregalou os olhos, fora pega de surpresa.

—“Aquela.. voz de novo..”

“Risa…”

A voz a chamava de modo suave, era algo realmente convidativo, difícil de resistir.

“Risa..venha..venha..”

Novamente
aquela sensação estranha de que sua mente estava esvaziando. Sentia
algo quente envolvendo seu peito, era um sentimento reconfortante.
Seus
olhos tombaram sutilmente, ficando levemente abertos, mostrando uma
expressão calma e despreocupada; seus lábios contorceram-se em um sutil
sorriso que se desfez tão rápido quanto se formou. Os lábios permaneciam
entreabertos, enquanto ela respirava devagar. Caminhava, avançando aos
poucos, adentrando o bosque.
O bosque era bem iluminado, no
inicio. No entanto, conforme Risa avançava, o local tornava-se mais
escuro e até mesmo sombrio. A parede de árvore e o teto de folhas se
tornavam cada vez mais espessos. O único som que havia era o da brisa
que passava cortando o corredor de árvores. Ao menos o local estava
fresco, tanto que Risa começava a sentir-se arrepiada. De fora, o bosque
parecia bem menor do que agora. Fazia já um bom tempo que ela estava
andando e o lugar simplesmente não parecia ter fim. Além de tudo, a
paisagem simplesmente não mudava, era como se estivesse andando e nunca
saindo do lugar. As árvores pareciam serem as mesmas, assim como as
pedras que apareciam no caminho e qualquer outra coisa que fizesse parte
da paisagem.
De repente, um arbusto se mexeu. Ou melhor
dizendo, algo mexeu o arbusto. Risa parou e ficou a olhar apreensiva
para o mesmo, esperando para ver o que ou quem sairia dali. Ela podia
sentir todo o seu corpo se arrepiando, e uma certa inquietação começava a
tomar conta de seu ser. Por fim, algo pulou arbusto a fora, e era
apenas um coelho. Risa não sabia se ficava feliz ou triste, afinal, um
coelho não iria ajudar em nada, mas também não atrapalharia.

— “Até
que ele é bonitinho..” — Pensou consigo mesma enquanto observava o
coelhinho. Ele não era muito grande, mas era bem peludinho e sua cor
branca se destacava em meio a todo aquele verde.

Ficou
encarando o animalzinho quando percebeu que, além dela, ele era o único
ser que se movia também. Até então, não haviam nem mesmo insetos.

— Hey
amiguinho, de onde você veio, hein? — Ela se aproximava cautelosamente
do animal e ia abaixando-se e estendendo a mão para ele, que por sua
vez, dava alguns passinhos saltados para frente, também com cautela, e
aproximava a cabeça da mão da mesma. O animalzinho a olhava fixamente, e
ficava sempre balançando o nariz, como se estivesse farejando-a, mesmo
antes de chegar perto da mesma.
Quando, por fim, o dedo de Risa
tocou o focinho úmido do animal, o mesmo saltou para trás e manteve uma
posição de alerta, com o corpo ereto e as orelhas levantadas, virando
para diversas direções, como se estivesse ouvindo algo. E antes que Risa
pudesse fazer qualquer coisa, o animal disparou numa corrida para longe
dali. Sem nem pensar, Risa correu atrás do mesmo. O coelho parecia
estar fugindo, e ela não estava com muita disposição para ficar e ver o
que era.
No meio da corrida, Risa notou que a paisagem
finalmente mostrava mudanças e, distraída, escorregou em uma ladeira que
havia ali.
A queda a deixou atordoada, mas aos poucos fora
voltando a si. Levantava-se devagar, tentando ignorar as dores no corpo
que, obviamente, foram causadas pela queda. Deu leves tapas na roupa,
braços e pernas, tirando a sujeira, e removeu algumas folhas que ficaram
entrelaçadas em seus cabelos. Deu, então, o primeiro passo e constatou
que conseguira mais do que simples arranhões. Ao pisar, sentiu uma fina
dor no tornozelo, que a fez parar instantaneamente. Apoiou-se na
primeira árvore que viu, tentando não forçar o pé. Olhou em volta e
procurou por algo que pudesse servir como uma bengala, e a ajudasse na
locomoção. Mas não havia nada. Respirou fundo e suspirou, não havia
outro jeito afinal. Mancando mesmo começou a andar, evitando ao máximo
colocar muito peso em sua perna esquerda, já que estava com o tornozelo
torcido, aparentemente ao menos. Conforme andava, fora notando que a
vegetação havia mudado completamente. Nada parecia ser realmente dali, e
era tudo maior do que o normal, até mesmo as flores.

—“Isso é..muito estranho..” — Pensou enquanto analisava o local.

“Risa..”

A
voz parecia diferente dessa vez, parecia feliz em vê-la ali, estava
recebendo-a. A diferença era que Risa não via ninguém.

“Risa...”

A
voz parecia estar tão próxima que Risa poderia jurar que havia alguém
do lado dela, mas ela estava sozinha ali. Não havia nada, nem ninguém.
De
repente, a jovem começou a sentir uma brisa quente e concentrada em sua
nuca, algo que soprava ritmicamente, uma respiração. Ela podia até
mesmo sentir o odor do hálito de seja lá o que estivesse atrás da mesma.
Tinha um aroma adocicado e agradável que, aos poucos, tornava-se
amargo e , por fim, um cheiro fétido de podre.
Risa não pensou
duas vezes ao virar o rosto e, para sua infelicidade, deparar-se com um
ser desfigurado que aparentemente a encarava.
Ela mal pôde
enxergar direito o que era. De relance, enxergou uma face enegrecida,
como uma sombra. Olhos vermelhos e com uma expressão cruel. Sua boca se
abriu soltando um som tão estridente que a fez tapar os ouvidos, ela
podia sentir pequenos pedaços de algo que saíam de dentro da boca da
criatura, junto à saliva da mesma e batiam em seu rosto. E aquele hálito
pútrido que invadia suas narinas. Risa paralisara o choque fora tamanho
que a garota não conseguia se mexer. Risa podia sentir algo meio úmido
e pastoso que ia envolvendo e cobrindo seu corpo inteiro, de baixo para
cima. A sensação era de uma pasta pegajosa e que, aos poucos, começava a
queimar sua pele.
A dor da queimadura acabou por despertar a
garota do transe, mas infelizmente ela já estava presa demais para que
fosse capaz de fugir. Aquela criatura continuava a encará-la fixamente,
estava tão perto que Risa podia sentir o calor de sua face desfigurada,
queimar seu rosto.
Quando se viu envolvida, por aquele líquido
estranho, até o pescoço, a criatura abriu a boca, e foi abrindo e
abrindo. Risa já sabia o que ia acontecer, seria devorada por algo
incrivelmente bizarro. A garota fechou os olhos entregando-se, já que
não podia fazer nada. Sentiu um impacto forte, e sentiu-se puxada e
arremessada, ao mesmo tempo. Abriu os olhos então e viu que estava
livre. Encontrava-se caída no chão, e instintivamente observou todo o
corpo. O mesmo estava inteiramente queimado, era como se tivesse ficado
presa dentro do forno, ou algo semelhante. A criatura estava mais a
frente, presa em uma árvore, com um galho enfiado em sua cabeça. Agora
ela podia ver melhor, o corpo da criatura era uma sombra disforme que
estava materializada. Ela não tinha membros nem nada que pudesse ser
distinguido, é como se fosse uma capa, apenas isso. Entre ela e a
criatura estava uma figura familiar, tão familiar que a fez ficar
boquiaberta de tão surpresa.

— Yo! Risa-chan! — Kevin cumprimentou-a com aquele sorriso típico que ela tanto detestava.
O
rapaz estava vestindo uma roupa diferente. Vestia uma camisa branca com
manga cumprida e larga. Uma calça azul clara e luvas um pouco mais
escuras. Estava descalço e carregava uma katana consigo. As roupas
pareciam ser de tecido fino, semelhante ao dos kimonos.

— Cheguei
bem em tempo... — Disse sem tirar o sorriso da face, enquanto falava
com ela apenas. Logo o rapaz voltou a atenção para a criatura que havia
soltado-se, e sua expressão ficou completamente séria. Nem parecia o
mesmo Kevin que ela conhecia na escola.

A criatura soltou
novamente aquele berro estridente e partiu para cima de Kevin. O modo
como aquele monstro se deslocava era diferente, ele deslizava tal como
uma cobra, só que no ar. E possuía uma agilidade anormal, assim como
Kevin.
Risa não conseguia acompanhar o que estava acontecendo,
sabia que o monstro e Kevin estavam brigando, mas enxergava apenas
quando alguém era derrubado ou preso. Aparentemente, Kevin estava
ganhando esta briga, mas fora apenas uma doce ilusão. Kevin fora
derrubado e preso por uma parte da sombra, provavelmente fora do mesmo
jeito que Risa ficou presa. A jovem tentou se mexer para ajudar o
garoto, mas era impossível, seu corpo inteiro doía só de respirar, ela
não possuía forças para nada. A criatura, no entanto, possuía ainda mais
truques na manga. Seu corpo esticava-se de modo que ela conseguia
manter Kevin preso, e ainda se aproximar de Risa.

— R-Risa-chan..
Fuja...!! — Kevin falava com certa dificuldade. O corpo do rapaz estava
desprotegido, e agora ele estava na mesma situação em que encontrara
Risa anteriormente. — Risa..!!

A garota olhava espantada
para a sombra que se aproximava. Ela queria fugir, mas não conseguia nem
mesmo se arrastar para fora dali. E mesmo que tivesse capacidade para
se arrastar, não seria rápida o suficiente. A criatura aproximava-se e
soltava novamente aquele grunhido aterrador, enquanto ia abrindo a boca
para devorá-la de uma vez. A única reação da jovem, fora fechar os olhos
e levar, com a força que lhe restava, os braços para frente do corpo,
em uma inútil tentativa de se proteger. Gritava, enquanto sentia seu
corpo ser lentamente queimado e ouvia, ao fundo, Kevin gritando seu
nome.
Gritava mais e mais até que, finalmente, acordou.

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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 28 Set 2012 - 22:31

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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 28 Set 2012 - 22:31

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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 28 Set 2012 - 22:31

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Re: The Secret World - War

Mensagem por Rubi Make em Ter 2 Out 2012 - 16:15

Ivy-chan escreveu:Reservado


Sintam-se à vontade para comentar =3



FOREVER ALONE LVL 100%

aushdausdhua

Brincadeira, gostei de tudo, tenho um livro que é mais ou menos parecido...muito bom mesmo, acho que se der mais detalhes e as ações pode fazer um manuscrito de um livro.

Bjus
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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Sex 1 Mar 2013 - 23:03

Meu HD queimou e perdi tudo u.u
Tenho que começar a reescrever o proximo capitulo
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Re: The Secret World - War

Mensagem por Zephyrus Ensoron em Dom 29 Set 2013 - 12:04

E assim Ivy-chan nunca terminou de escrever. :v

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Re: The Secret World - War

Mensagem por Ivy-chan em Ter 17 Dez 2013 - 21:14

Pior que é ._.

Já até comecei outra...
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Re: The Secret World - War

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