Hrothgar, o terrível

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Hrothgar, o terrível

Mensagem por Pusso em Sab 10 Dez 2011 - 2:00

Minha primeira fic galera, queria saber o que acham...

Hrothgar, o terrível

Em uma tarde qualquer, no século XIV, dia 9 de dezembro para ser mais específico, nasciam os dois flhos de Ursula: Aesher e Hrothgar. Desde cedo ambos já apresentavam sua personalidade: Aesher o bom e Hrothgar o mal, nada muito acentuado, afinal eram apenas bebês.
Cresceram em um grande reino nas terras do norte, ouvindo histórias de grandes guerreiros sobre dragões e monstros marinhos, mais não acreditavam muito, deviam ser apenas histórias.
O reino se chamava Ansgard, era cercado por um muro de um lado, e por mar de outro, na maior parte do tempo a cidade era pacífica, mas todos os bardos sabiam as lendas sobre os guerreiros de Ansgard.
Desde cedo eram céticos, sua mãe lhe dizia para não acreditar em histórias tolas, é era o que faziam, porém quando tinham por volta de sete anos as histórias começaram a parecer cada vez mais reais, e cada vez mais freqüentes, sobre invasões de dragões e como essas invasões destruíram reinos ao sul.
Em algumas tardes frias eles assistiam ao exército saindo das fronteiras do reino para enfrentar os dragões enquanto estavam longe. Hrothgar conseguia se ver vestido como um guerreiro, ele admirava a glória e o dinheiro que ser um guerreiro poderia lhe dar. Já Aesher assistia a aquilo tudo com pena, ele considerava os dragões como vítimas, queira que os deixassem em paz, mesmo sabendo que aquilo era sonhar longe demais.
Depois de algumas semanas, o inevitável aconteceu, os dragões conseguiram chegar à cidade.
Aesher e Hrothgar estavam brincando quando viram ao longe pessoas gritando e chorando e fogo em algumas casas, Hrothgar já sabia o que estava acontecendo, ele puxou seu irmão pelo pulso até em casa.
Ursula já procurava por eles, ela estava ferida, sua perna sangrava, tinha um corte aberto provavelmente causado por algum destroço do teto que estava prestes a desabar. Ela se esforçou a dizer:
-Corram para o porto, eu ficarei bem, preciso pegar nossas coisas, vão para o porto agora!!!
-Mas mãe...
-Agora!
Sem escolha, os garotos foram. A cidade estava em chamas, eles evitavam olhar para cima: dragões davam rasantes na cidade, cuspiam fogo nas casas alguns pousavam no castelo, outros rugiam um som doloroso, alto, era atormentador.
Os garotos se apavoraram, o terror tomou conta deles, assim como de todos, parecia não haver ninguém que estivesse parado, todos corriam o máximo que podiam tentando achar um lugar seguro.
Quando chegaram ao porto, o exército estava preparando um barco para zarparem, sem rumo, apenas para fugir do reino.
-Precisamos sair daqui- Disse Aesher para um dos guardas.
-Vocês são muito novos, não servem para nada, seu lugar não é conosco. - respondeu.
No fundo ambos sabiam que aquilo era verdade, mais precisavam entrar.
Então Hrothgar e Aesher pularam para dentro do barco e se enfiaram entre algumas sacas de mantimentos.
Zarparam. Hrothgar já pensava em como seria emocionante viajar com o lendário exército de Ansgard. Aesher parecia ser o único a lembrar que deixaram pessoas para trás, inclusive sua própria mãe.
Já estava anoitecendo, os soldados deram uma pausa, já deviam estar bastante longe do reino, então, quando foram pegar comida, acharam-nos.
Quando o homem os viu, gritou:
-Senhor! Temos companhia!
Amontoaram-se vários homens barbudos e fedorentos em volta dos garotos, que agora estavam pálidos e assustados. Os homens se separaram e um homem grande e gordo, com uma barba longa e trançada cor de laranja veio em direção a eles, olhou com um ar de desprezo e disse:
-São pequenos demais, levem-nos para dentro, talvez possam ser úteis para limpar o convés.
Os soldados os levaram para dentro do barco, era um lugar pequeno com algumas redes, em comparação com o convés, parecia aconchegante.
Um homem com uma cicatriz no olho veio falar com eles:
-Olá, meu nome é Wiglaf, sou o capitão desta tripulação, vocês não parecem bem, descansem, amanhã deverá ser um longo dia.
Wiglaf voltou ao convés, e o barulho indicava que os homens voltaram a remar.

No dia seguinte todos no barco foram acordados pelo mesmo homem gordo, ele passava gritando:
-Acordem seus cães sarnentos!
Todos se aprontaram em um instante, a não ser Aesher e Hrothgar, que continuavam sem saber o que fazer, então, depois que os soldados foram para seus postos, Wiglaf foi falar com os garotos.
-Aquele é Herot, nosso almirante, é ele que está nos levando para seja lá onde for. Bom, seu trabalho aqui é simples, limpem o convés e estejam atentos, simplesmente cumpram as ordens de Herot. É só fazer o que lhe mandarem.
Hrothgar já se sentia parte da tripulação, um soldado destemido e indispensável na viajem. Aesher se sentia vazio por dentro, perdido, ele precisava de Ursula, sua mãe.
Dias e dias se passavam, os irmãos foram pegando a prática do trabalho, já eram de fato parte da tripulação.
Depois de cerca de uma semana e meia de viajem, em uma manhã conseguiram ver terra ao horizonte, não sabiam se era uma ilha ou outro continente.
Algumas horas foram suficientes para chegar à praia. Todos celebraram com urros e canções.
Agora teriam que caminhar. Pegaram o que restara dos mantimentos e começaram. Eram cerca de 20 homens, andaram exaustivamente, dias e dias, novamente conduzidos por Herot, até achar um vilarejo.
Na chegada do exército, todos os camponeses pareciam curiosos, e com razão.
Herot foi até onde parecia o “centro” da aldeia e gritou:
-Olá, somos um exército do reino de Ansgard, nossas terras foram destruídas por dragões, procuramos abrigo temporário, alguém pode nos ajudar?
Ele tinha uma voz rouca, áspera, como metal, talvez aquilo só assustasse mais os moradores. Ele continuava a gritar:
-Precisamos de um lugar para ficar, alguém aqui pode nos ajudar?
Wiglaf foi até ele :
–senhor, há uma taverna ali, não é melhor perguntar lá?-apontou
Herot preferiu não responder, foi direto até taverna, seguido por toda a tripulação.
Foram recebidos por um homem de aparência simples, franzino, ele disse:
-Bem vindos à Burlingtown, o vilarejo mais pacífico das terras do oeste, eu sou Monthechios, te ouvi gritar, podem ficar aqui o tempo que quiserem, contanto que paguem, claro.
Herot e Monthechios pareciam ficar cada vez mais nervosos. Herot não tinha dinheiro, e o taverneiro não parecia estar disposto a ceder, então Aesher deu um passo à frente:
-Eu posso trabalhar aqui senhor, em troca você dá um lugar para meus companheiros ficarem, que acha?
-hm... Feito- o homem ainda parecia um pouco em dúvida, repitiu- Feito.
O trabalho de Aesher era lavar os pratos e copos, arrumar os quartos e servir os clientes, não era nada fácil, mas ele ficava satisfeito em saber que evitou uma briga.
Wiglaf queria saber onde estavam então comprou um mapa em uma barraca de uma velha senhora.
-Por Odin! Atravessamos todo o mar! Estamos perto das terras do rei Ágnésh, ele pode nos ajudar!
Wiglaf correu até Herot, conversaram um pouco e decidiram partir.
-Arrumem suas coisas homens, devemos partir ainda hoje.
Todos se preparavam para a partida exceto Aesher, ele parecia ter algo a dizer, porém, estava tímido. Hrothgar já estava pronto para a partida, agora com seu próprio uniforme do exército. Ele foi falar com seu irmão:
-O que há de errado Aesher, porque não está pronto? Partiremos em breve.
-Prefiro ficar aqui. Meu lugar não é com um exército. Aqui é calmo, um bom lugar para se viver.
-É você quem sabe- Hrothgar não parecia se importar, estava com um olhar frio.
-Até um dia irmão- Disse Aesher com um ar triste
Hrothgar virou as costas, a tripulação já estava de partida.

Dois dias de viajam a pé foi suficiente para chegar ao reino de Ágnésh, um rei que tinha uma divida antiga com o reino de Ansgard, seriam recebidos de braços abertos e passariam a vida lá, como exército de Ágnésh. Pelo menos esse era o plano.
O Reino de Ágnésh era parecido com ansgard, porém ficava longe do mar. Era grande e bastante movimentada, parecia estar acontecendo algo grave. Ao longe se via uma enorme muralha com arqueiros em prontidão. Fora da muralha não havia quase nada, apenas neve caindo e alguns guardas.
Era um reino de fato forte, um dos maiores exércitos jamais vistos. Foi lá que Hrothgar cresceu, com o passar dos anos foi de Recruta à aspirante, e de aspirante a vice-almirante.
Ele e Wiglaf se tornaram inseparáveis, treinavam juntos, lutavam juntos. Em geral não recebiam muitas ordens, pois a cidade era segura. Mas um dia os dragões chegaram.
Hrothgar já devia ter seus vinte e cinco anos, andava com uma armadura pesada e cheia de medalhas, se tornara um grande guerreiro.
-Herot, temos problemas. Viajantes dizem que viram dragões ao leste de nosso reino. Não podemos deixar que aconteça aqui o mesmo que aconteceu em Ansgard. Temos que pará-los!-Disse Ágnésh em uma reunião no palácio.
Herot esmurrava a mesa, não sabia o que fazer. Hrothgar sentia uma profunda fúria com dragões, a própria palavra causava um surto, uma espécie de transe.
Ele deu um passo à frente
-Senhor, se me permitir, acredito estar preparado para liderar nossas defesas.
Todos olhavam para ele. Hrothgar estava vermelho, quase suando, qualquer um podia ver sua raiva, ele estava pronto para matar todos os dragões que visse pela frente.
-Está certo, eu o declaro Almirante Hrothgar, o terrível!- Gritou Ágnésh com um tom confiante.- Tenho que conversar com você a sós. Venha.
Todos saíram da sala, ficaram apenas o rei e Hrothgar.
-Quero que fique com isto- O rei abriu um armário, havia um enorme machado de dois gumes, ele brilhava como prata, devia pesar cerca de 40 quilos –Pertenceu ao maior guerreiro que este reino já viu, o nome dele era Gengis Khan. Agora quero que fique com você. Use-a para defender este reino, e suas recompensas serão incontáveis!
-Eu mal sei o que dizer... É a arma mais linda que já li- o brilho do machado reluzia nos olhos de Hrothgar. Ele pegou a arma, sentiu o peso, era perfeita.
-É sua. Treine com ela. Agora vá descansar, eu confio em você- disse o rei.
Hrothgar andou com o machado nas ruas até o quartel. Todos olhavam para ele, ele sentia algo que nunca sentiu, se sentia poderoso, agora ele entendia como é ser um guerreiro.
Na manhã seguinte ele explicou a todos como seria o posicionamento. Eles iriam para fora da cidade para evitar a morte de inocentes, iriam até a mais alta das montanhas, lá arqueiros e catapultas estariam prontos para parar os dragões.
Demorou cerca de quatro dias, mais estava tudo pronto, havia vinte catapultas e um enorme exército de arqueiros em postos. Hrothgar usava um casaco de pele por cima de sua armadura por conta do frio, olhava para o céu esperando. Ele esperara muito por aquele dia.
Ao longe se podia ouvir os rugidos dos dragões, os arqueiros miravam para cima, as catapultas carregadas com pesadíssimas pedras. Aquele som fazia Hrothgar se lembrar de sua infância, e até mesmo de sua mãe. Tudo o que os dragões roubaram dele.
Eles apareceram. Eram oito dragões, tinham cerca de 5 metros cada um, asas enormes e uma carapaça aparentemente intransponível.
Três deles foram abatidos ainda no ar pelas catapultas. Soldados urravam e comemoravam, porém não Hrothgar, eles só comemoraria até que houvesse sangue em seu machado.
Os arqueiros atacavam outros quatro dragões, um parecia estar fugindo.
-Não comigo aqui- disse Hrothgar para si mesmo enquanto corria na direção em que o dragão ia. -Wiglaf, assuma as tropas!
O dragão parecia reparar no que ele fazia. Já estavam quase chegando na muralha quando o dragão pousou, ele parecia querer brincar.
Hrothgar parou. Eles olhavam um no olho do outro, pareciam estar conversando.
O dragão ergueu a cabeça, parecia se preparar para cuspir fogo com indescritível violência.
Hrothgar pegou todo o impulso que pode, não pensava em nada, sua mente estava vazia, era como se tivesse virado uma máquina programada apenas cortar dragões ao meio.
Ele corria como nunca correu antes, suas mãos estavam vermelhas, tamanha a força com que segurava o machado.
-POR ANSGAAAARD!
No momento em que as labaredas estavam na garganta do demônio, Hrotghar pulou e cravou seu machado na metade do crânio. O dragão pareceu perder os sentidos no mesmo instante e caiu no chão, porém ainda respirava.
-Por Aesher!
Hrothgar estava determinado a causar toda a dor possível naquele mostro, ele ergueu o machado e enfiou a lâmina na garganta do dragão, que desta vez não tivera chance.
Hrothgat continuou a fatiá-lo como se o cadáver lhe oferecesse algum perigo, só parou quando cansou. Ele olhou para suas roupas, estavam encharcadas de sangue. No céu, nada a não ser alguns trovões. Os dragões se foram.
Urros e comemorações podiam ser ouvidos de reinos distantes. Todo o soldado, todo guerreiro e todo camponês comemorava. Moradores do reino gritavam e corriam.
Na volta para a cidade, bardos cantavam a glória dos exércitos de Ágnésh e o próprio rei estava à espera de Hrothgar:
-Eis nosso herói! Todos saúdem Hrothgar o terrível!
Ele levantou seu machado com orgulho, agora sim, ele estava realizado.
Foram sete dias e sete noites de comemorações, as histórias sobre Hrothgar e seu exército atravessaram o mar, e o mundo conheceu a vingança de Hrothgar, o terrível.
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Re: Hrothgar, o terrível

Mensagem por Lirya. em Seg 12 Dez 2011 - 12:05

Esta parecendo uma sinopse um pouco corrida e falta algumas descriçoes aqui e ali, mas em suma esta interessante.
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